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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>A mensagem anti-establishment de Iowa</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/A-mensagem-anti-establishment-de-Iowa</link>
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		<dc:date>2016-02-03T20:33:00Z</dc:date>
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		<dc:creator>Claudia Cinatti</dc:creator>


		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Am&#233;rica del Norte</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Esta f&#250;ria contra a pol&#237;tica &#8220;as usual&#8221; deu a vit&#243;ria ao republicano Ted Cruz, o senador texano de ultra-direita, referenciado no Tea Party, e privou Hillary Clinton do triunfo eleitoral, que terminou em um empate virtual com o senador Bernie Sanders.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH99/arton9298-6a22a.jpg?1696134342' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='99' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Esta f&#250;ria contra a pol&#237;tica &#8220;as usual&#8221; deu a vit&#243;ria ao republicano Ted Cruz, o senador texano de ultra-direita, referenciado no Tea Party, e privou Hillary Clinton do triunfo eleitoral, que terminou em um empate virtual com o senador Bernie Sanders.&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas ainda que a tend&#234;ncia comum pare&#231;a ser &#224; radicaliza&#231;&#227;o, o sentido da flecha &#233; oposto. Para os republicanos que votaram majoritariamente em Ted Cruz, Donald Trump e Marco Rubio, os inimigos s&#227;o o &#8220;grande governo&#8221;, os imigrantes, os mu&#231;ulmanos, os impostos, os republicanos &#8220;traidores&#8221; e a inger&#234;ncia estatal vivida como uma amea&#231;a contra o individualismo extremo. Para a base democrata que votou em Sanders, os inimigos s&#227;o a desigualdade, as guerras, Wall Street e seus pol&#237;ticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os resultados das prim&#225;rias em Iowa n&#227;o s&#227;o definitivos. O estado s&#243; responde por uma pequena quantidade de delegados &#224;s conven&#231;&#245;es partid&#225;rias &#8211; 44 de 4763 democratas e 30 de 2472 republicanos &#8211;. Al&#233;m de conservar o m&#233;todo assemble&#225;rio (conven&#231;&#227;o partid&#225;ria) que n&#227;o se repete em outros estados. Mas tem a for&#231;a de dar in&#237;cio &#224; corrida e de influir nas estrat&#233;gias do resto da campanha presidencial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Winners e losers&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No campo republicano, a conven&#231;&#227;o de Iowa deixou uma sequ&#234;ncia de perdedores e s&#243; dois vencedores. Al&#233;m do resultado, tamb&#233;m foi uma surpresa o crescimento da participa&#231;&#227;o: 185.000 pessoas participaram da conven&#231;&#227;o republicana, um crescimento de 54% com respeito &#224; prim&#225;ria de melhor performance at&#233; o momento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os vencedores est&#225; obviamente Ted Cruz, que se imp&#244;s com 28% dos votos, apelando ao car&#225;ter n&#227;o convencional de sua candidatura. Sua campanha esteve dirigida &#224; base evang&#233;lica, com refer&#234;ncias recorrentes &#224; Cristo, e a atacar os que em seu discurso de vit&#243;ria chamou o &#8220;cartel de Washington&#8221; e os republicanos traidores. Cruz fez suas v&#225;rias das &#8220;propostas&#8221; de Trump como levantar um muro na fronteira sul com M&#233;xico ou deportar milh&#245;es de trabalhadores sem documentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O outro candidato que ganhou apesar de ficar em terceiro &#233; o senador pela Fl&#243;rida Marco Rubio, que com 23% dos votos ficou s&#243; a um ponto de Trump. Sua vit&#243;ria nesta primeira inst&#226;ncia das prim&#225;rias consiste em apresentar-se como uma op&#231;&#227;o v&#225;lida para o establishment do partido, j&#225; que frente &#224; demagogia de extrema-direita de Cruz e Trump, Rubio parece um moderado. Seu discurso de segunda-feira &#224; noite depois do fechamento da elei&#231;&#227;o toca nesta posi&#231;&#227;o estrat&#233;gica. Rubio se apresentou como o candidato que pode chegar a outros setores pra al&#233;m da base republicana radicalizada &#224; direita, cujas posi&#231;&#245;es extremas s&#227;o minorit&#225;rias quando se trata de uma elei&#231;&#227;o geral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem discuss&#245;es, o grande perdedor foi Donald Trump, que ficou em segundo com 24% dos votos, ainda que possa se anotar o m&#233;rito de ter empurrado &#224; extrema-direita o discurso pol&#237;tico republicano. Isto n&#227;o significa obviamente que esteja fora do p&#225;reo. Mas perdeu a aura de invencibilidade que construiu durante os meses que liderou as pesquisas. Al&#233;m disso sofreu um golpe pessoal, porque sua campanha at&#233; o momento se centra em sua pr&#243;pria pessoa e em sua imagem de vencedor em todos os terrenos, come&#231;ando pela ostenta&#231;&#227;o de sua grande fortuna pessoal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muito longe de Trump, segue um pelot&#227;o de perdedores integrado por cinco governadores ou ex-governadores, com Jeb Bush &#224; cabe&#231;a. Entre todos n&#227;o chegaram nem a 8% dos votos, menos que o que obteve Ben Carson (um neurocirurgi&#227;o aposentado que quase se retirou pouco antes da conven&#231;&#227;o). O problema para o partido republicano e para a burguesia norte-americana &#233; que por tr&#225;s deste grupo de losers est&#225; o establishment do partido e da classe dominante: os doadores republicanos colocaram mais de 100 milh&#245;es de d&#243;lares para a campanha de Jeb Bush, que obteve apenas 3% dos votos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No campo democrata, a elei&#231;&#227;o terminou em um virtual empate. Hillary, como disse em seu discurso &#8220;respirou aliviada&#8221; mas n&#227;o p&#244;de fechar no arm&#225;rio o fantasma da derrota de Iowa diante de Obama em 2008, ainda que desta vez foi muito melhor, s&#243; dividiu a metade da vota&#231;&#227;o e dos delegados comparado com o terceiro lugar c&#244;modo (atr&#225;s de Obama e de John Edwards) de sua primeira campanha como aspirante &#224; nomina&#231;&#227;o democrata.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas se h&#225; que escolher algum vencedor entre os dois, Sanders leva as prefer&#234;ncias. O senador &#8220;socialista&#8221; por Vermont estava 40 pontos atr&#225;s de Hillary quando em abril do ano passado anunciou sua candidatura. Com o resultado que obteve em Iowa e o crescimento de sua campanha j&#225; se pode dizer que transformou o que seria a coroa&#231;&#227;o de Hillary Clinton em uma competi&#231;&#227;o eleitoral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O dado mais interessante &#233; a composi&#231;&#227;o do voto democrata. Segundo a pesquisa realizada pela Edison Research e difundida por v&#225;rios &#243;rg&#227;os de imprensa, Sanders obteve 84% dos votos dos jovens entre 17 e 29 anos; 57% dos que tiveram renda familiar de at&#233; 30.000 d&#243;lares anuais em 2015 e 50% daqueles com renda entre 30.000 e 50.000, al&#233;m de 59% dos que participaram pela primeira vez de uma confer&#234;ncia (quatro de cada dez democratas). Os votos de Sanders se concentraram em assembleias pr&#243;ximas &#224;s universidades do estado. Hillary Clinton ganha no setor maior de 65 anos (69%), no que ganha entre 50.000 e 100.000 d&#243;lares por ano (50%) e entre as mulheres, que a preferem por ser mulher e por seu compromisso de defender o direito ao aborto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro elemento que fala do atrativo popular da campanha de Sanders &#233; o financiamento, em particular os 20 milh&#245;es de d&#243;lares que arrecadou em janeiro majoritariamente de pequenas doa&#231;&#245;es. Algo que lembra a campanha de Obama ainda que sem chegar a essa escala.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De qualquer maneira, Iowa &#233; uma lente muito distorcida, dado que a grande maioria de seu eleitorado &#233; branco, com escasso peso tanto de afro-americanos como de latinos, onde Hillary Clinton teria um melhor desempenho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que Iowa deixou&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em s&#237;ntese, Iowa mostrou em estado mais puro a polariza&#231;&#227;o social e pol&#237;tica que se instalou para ficar depois da Grande Recess&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como aconteceu em outras prim&#225;rias, no in&#237;cio da campanha o perfil parece surgir mais do estado de &#226;nimo da base dos partidos. Isto vai diluindo &#224; medida que se aproxima o momento de defini&#231;&#245;es, onde o que prima s&#227;o os &#8220;super-delegados&#8221; e os mecanismos do aparato para &#8220;atropelar&#8221;. Este estado de &#226;nimo &#233; de frustra&#231;&#227;o e descontentamento com os pol&#237;ticos tradicionais do sistema bipartid&#225;rio, o que se expressa no apoio a candidatos que em algum aspecto chamam aten&#231;&#227;o como outsiders. Ainda que seja dif&#237;cil considerar o demagogo Donald Trump como &#8220;anti-establishment&#8221; quando se trata de um multimilion&#225;rio que est&#225; na lista da elite de ricos elaborada anualmente pela revista Forbes. Ou o evang&#233;lico Ted Cruz que pretende falar pelos que ficam fora mas sua esposa &#233; uma executiva do Goldman Sachs.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O panorama parece mais complicado para o partido republicano, que sofre uma importante fragmenta&#231;&#227;o (chegou a ter 17 aspirantes &#224; nomina&#231;&#227;o presidencial, agora ficaram 11 e provavelmente v&#225;rios mais desistir&#227;o) e entre suas figuras mais votadas n&#227;o h&#225; nenhuma refer&#234;ncia do conservadorismo moderado. Por isso alguns, inclu&#237;do o pr&#243;prio Marco Rubio, especulam que frente &#224; queda dos escolhidos pela elite partid&#225;ria e burguesa, a boa vontade do partido se volte &#224; Rubio, que parece ter a disposi&#231;&#227;o ao menos de por um rosto mais amistoso &#224;s pol&#237;ticas de direita, frente a Ted Cruz, candidato com simpatias no Tea Party ou o impresent&#225;vel Trump. Isto n&#227;o porque o partido republicano tenha obje&#231;&#245;es a pol&#237;ticas de direita sen&#227;o porque a demagogia e o fanatismo de Trump e Cruz (e do Tea Party) n&#227;o &#233; o melhor rosto para um dos principais partidos do capital norte-americano e dificilmente rompa seus limites para se expandir a um eleitorado que recha&#231;a posi&#231;&#245;es extremas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O partido democrata talvez possa manejar sua interna, e al&#233;m disso conta com a garantia de Sanders de que apoiar&#225; qualquer candidato de seu partido, ou seja, Hillary. Mas o importante n&#227;o &#233; o senador Sanders e sua pol&#237;tica conciliadora sen&#227;o o que expressou at&#233; agora sua campanha centrada em temas que conseguem importantes audi&#234;ncias populares como o fim da desigualdade, o aumento do sal&#225;rio, a den&#250;ncia de Wall Street e dos grandes capitais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &#8220;revolu&#231;&#227;o pol&#237;tica&#8221; de Sanders &#233; uma ilus&#227;o, mas as condi&#231;&#245;es que deram origem a seu surgimento n&#227;o. As coordenadas de sua candidatura est&#227;o definidas pela concentra&#231;&#227;o da riqueza, a perda do sal&#225;rio que hoje segue estando quase 4000 d&#243;lares anuais abaixo de seu n&#237;vel de 2008, os mais de 48 milh&#245;es de norte-americanos que dependem de alguma ajuda estatal para alimentar-se, os 12 milh&#245;es de trabalhadores sem documentos sob amea&#231;a, o racismo, a xenofobia e as guerras imperiais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O efeito colateral ben&#233;fico da campanha de Sanders &#233; que tenha colocado em claro n&#227;o s&#243; o descontentamento sen&#227;o que um setor nada desprez&#237;vel de jovens e trabalhadores est&#227;o dispostos a escutar falar de &#8220;socialismo&#8221; e &#8220;revolu&#231;&#227;o&#8221;, palavras quase proibidas no cora&#231;&#227;o do capitalismo mundial. Ainda que o sentido que Sanders d&#225; a estas palavras est&#225; longe de significar o fim da sociedade de explora&#231;&#227;o, o giro pol&#237;tico que expressa &#233; sem d&#250;vidas um sinal pol&#237;tico alentador.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>El mensaje antiestablishment de Iowa</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/El-mensaje-antiestablishment-de-Iowa</link>
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		<dc:date>2016-02-03T20:20:00Z</dc:date>
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		<dc:creator>Claudia Cinatti</dc:creator>


		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
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		<dc:subject>Imagenes rotando</dc:subject>
		<dc:subject>Am&#233;rica del Norte</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;La primera escala de las primarias norteamericanas confirm&#243; que el fen&#243;meno pol&#237;tico m&#225;s din&#225;mico es la revuelta de los votantes contra el establishment de ambos partidos.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH99/arton9296-e8ea1.jpg?1696134342' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='99' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;La primera escala de las primarias norteamericanas confirm&#243; que el fen&#243;meno pol&#237;tico m&#225;s din&#225;mico es la revuelta de los votantes contra el establishment de ambos partidos.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta furia contra la pol&#237;tica &#8220;as usual&#8221; le dio la victoria al republicano Ted Cruz, el senador texano de ultraderecha, referenciado con el Tea Party, y priv&#243; del triunfo electoral a Hillary Clinton, que termin&#243; en virtual empate con el senador Bernie Sanders.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero si bien la tendencia com&#250;n parece ser hacia la radicalizaci&#243;n, el sentido de la flecha es opuesto. Para los republicanos que votaron mayoritariamente a Ted Cruz, Donald Trump y Marco Rubio los enemigos son el &#8220;gran gobierno&#8221;, los inmigrantes, los musulmanes, los impuestos, los republicanos &#8220;traidores&#8221; y la injerencia estatal vivida como una amenaza contra el individualismo a ultranza. Para la base dem&#243;crata que vot&#243; por Sanders, los enemigos son la desigualdad, las guerras, Wall Street y sus pol&#237;ticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los resultados de las primarias en Iowa no son definitivos. El estado s&#243;lo aporta una peque&#241;a cantidad de delegados a las convenciones partidarias -44 de 4763 dem&#243;cratas y 30 de 2472 republicanos-. Adem&#225;s de conservar el m&#233;todo asambleario (caucus) que no se repite en otros estados. Pero tienen la fuerza de dar inicio a la carrera y de influir en las estrategias del resto de la campa&#241;a presidencial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Winners y losers&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el campo republicano, el caucus de Iowa dej&#243; un tendal de perdedores y solo dos ganadores. Adem&#225;s del resultado, tambi&#233;n fue una sorpresa el crecimiento de la participaci&#243;n: 185.000 personas asistieron a los caucus republicanos, un crecimiento del 54% con respecto a la primaria de mejor performance hasta el momento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre los ganadores est&#225; obviamente Ted Cruz, que se impuso con el 28% de los votos, apelando al car&#225;cter no convencional de su candidatura. Su campa&#241;a estuvo dirigida a la base evang&#233;lica, con referencias recurrentes a Cristo, y a atacar a los que en su discurso de triunfo llam&#243; el &#8220;cartel de Washington&#8221; y los republicanos traidores. Cruz hizo propio varias de las &#8220;propuestas&#8221; de Trump como levantar un muro en la frontera sur con M&#233;xico o deportar a millones de trabajadores indocumentados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El otro candidato que gan&#243; a pesar de salir tercero es el senador por Florida Marco Rubio que con el 23% de los votos qued&#243; solo a un punto de Trump. Su triunfo en esta primera instancia de las primarias consiste en presentarse como una opci&#243;n v&#225;lida para el establishment del partido, ya que frente a la demagogia de extrema derecha de Cruz y Trump, Rubio parece un moderado. Su discurso del lunes por la noche luego del cierre de la elecci&#243;n da cuenta de esta posici&#243;n estrat&#233;gica. Rubio se present&#243; como el candidato que puede llegar a otros sectores m&#225;s all&#225; de la base republicana radicalizada a la derecha, cuyas posiciones extremas son minoritarias cuando se trata de una elecci&#243;n general.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sin discusiones, el gran perdedor fue Donald Trump, que qued&#243; segundo con el 24% de los votos, aunque puede anotarse el poroto de haber corrido a la extrema derecha el discurso pol&#237;tico republicano. Eso no significa obviamente que est&#233; fuera de carrera. Pero perdi&#243; el aura de invencibilidad que construy&#243; durante los meses que viene liderando las encuestas. Adem&#225;s sufri&#243; un golpe personal, porque su campa&#241;a hasta el momento se centra en su propia personal y en su imagen de ganador en todos los terrenos, empezando por la ostentaci&#243;n de su cuantiosa fortuna personal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muy lejos de Trump, sigue un pelot&#243;n de perdedores integrado por cinco gobernadores o exgobernadores, con Jeb Bush a la cabeza. Entre todos no llegaron ni al 8% de los votos, menos que lo que obtuvo el Ben Carson (un neurocirujano retirado que casi se retira poco antes del caucus). El problema para el partido republicano y para la burgues&#237;a norteamericana es que tras esta banda de losers est&#225; el establishment del partido y de la clase dominante: los aportantes republicanos pusieron m&#225;s de 100 millones de d&#243;lares para la campa&#241;a de Jeb Bush, que obtuvo apenas el 3% de los votos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el campo dem&#243;crata, la elecci&#243;n termin&#243; en un virtual empate. Hillary como dijo en su discurso &#8220;respir&#243; aliviada&#8221; pero no pudo encerrar en el placard el fantasma de la derrota de Iowa frente a Obama en 2008, aunque esta vez le fue mucho mejor, solo dividi&#243; a la mitad la votaci&#243;n y los delegados comparado con el tercer lugar c&#243;modo (detr&#225;s de Obama y de John Edwards) de su primera campa&#241;a como aspirante a la nominaci&#243;n dem&#243;crata.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero si hay que elegir alg&#250;n ganador entre los dos, Sanders se lleva las preferencias. El senador &#8220;socialista&#8221; por Vermont estaba 40 puntos por debajo de Hillary cuando en abril del a&#241;o pasado anunci&#243; su candidatura. Con resultado que obtuvo en Iowa y el crecimiento de su campa&#241;a ya se puede decir que transform&#243; lo que iba a ser una coronaci&#243;n de Hillary Clinton en una competencia electoral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El dato m&#225;s interesante es la composici&#243;n del voto dem&#243;crata. Seg&#250;n la encuesta realizada por Edison Research y difundida por varios medios, Sanders obtuvo el 84% de los votos de los j&#243;venes entre 17 y 29 a&#241;os; el 57% de los que tuvieron ingresos familiares de hasta U$ 30.000 anuales en 2015 y el 50% con ingresos entre 30.000 y 50.000, adem&#225;s del 59% de los que asistieron por primera vez a un caucus (cuatro de cada diez dem&#243;cratas). Los votos de Sanders se concentraron en asambleas pr&#243;ximas a las universidades del estado. Hillary Clinton gana en el sector mayor de 65 a&#241;os (69%), en el que gana entre U$ 50.000 y U$ 100.000 al a&#241;o (50%) y entre los mujeres, que la prefieren por ser mujer y por su compromiso de defender el derecho al aborto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otro elemento que habla del atractivo popular de la campa&#241;a de Sanders es el financiamiento, en particular, los U$ 20 millones que recaud&#243; en enero mayormente de peque&#241;os aportes. Algo que recuerda la campa&#241;a de Obama aunque sin llegar a esa escala.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De todos modos, Iowa es una lente muy distorsionada, dado que la gran mayor&#237;a de su electorado es blanco, con escaso peso tanto de afroamericanos como de latinos, donde Hillary Clinton tendr&#237;a un mejor desempe&#241;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Lo que dej&#243; Iowa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En s&#237;ntesis, Iowa mostr&#243; en estado m&#225;s puro la polarizaci&#243;n social y pol&#237;tica que se instal&#243; para quedarse tras la Gran Recesi&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como ha sucedido en otras primarias, al inicio de la campa&#241;a la impronta parece surgir m&#225;s del estado de &#225;nimo de la base de los partidos. Esto se va diluyendo a medida que se acerca el momento de definiciones, donde lo que prima son los &#8220;superdelegados&#8221; y los mecanismos del aparato para torcer la vara. Ese estado de &#225;nimo es de frustraci&#243;n y descontento con el personal pol&#237;tico tradicional del sistema bipartidista, lo que se expresa en el apoyo a candidatos que en el alg&#250;n aspecto lucen como outsiders. Aunque es dif&#237;cil considerar al demagogo Donald Trump como &#8220;antiestablishment&#8221; cuando se trata de un multimillonario que est&#225; en la lista de la elite de ricos que elabora anualmente la revista Forbes. O al evang&#233;lico Ted Cruz que pretende hablar por los que quedan afuera pero su esposa es una ejecutiva de Goldman Sachs.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El panorama parece m&#225;s complicada para el partido republicano, que sufre una importante fragmentaci&#243;n (lleg&#243; a tener 17 aspirantes a la nominaci&#243;n presidencial, ahora quedaron 11 y probablemente varios m&#225;s se bajen) y entre sus figuras m&#225;s votadas no hay ning&#250;n referente del conservadurismo moderado. Por eso algunos, incluido el propio Marco Rubio, especulan que ante la debacle de los electos por la elite partidaria y burguesa, el favor del partido se vuelque hacia Rubio, que parece tener la disposici&#243;n al menos de ponerle un rostro m&#225;s amistoso a las pol&#237;ticas de derecha, frente a Ted Cruz, candidato con simpat&#237;as en el Tea Party o el impresentable Trump. Esto no porque el partido republicano tenga objeciones a pol&#237;ticas de derecha sino porque la demagogia y el fanatismo de Trump y Cruz (y el Tea Party) no es el mejor rostro para uno de los principales partidos del capital norteamericano y dif&#237;cilmente perfore sus l&#237;mites para expandirse a un electorado que rechaza posiciones extremas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El partido dem&#243;crata quiz&#225;s pueda manejar su interna, y adem&#225;s cuenta con la garant&#237;a de Sanders de que apoyar&#225; a cualquier candidato de su partido, es decir, a Hillary. Pero lo importante no es el senador Sanders y su pol&#237;tica conciliadora sino lo que ha expresado hasta ahora su campa&#241;a centrada en temas que logran importantes audiencias populares como el fin de la desigualdad, el aumento del salario, la denuncia a Wall Street y los grandes capitales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La &#8220;revoluci&#243;n pol&#237;tica&#8221; de Sanders es un espejismo pero las condiciones que dieron origen a su surgimiento no. Las coordenadas de su candidatura est&#225;n definidas por la concentraci&#243;n de la riqueza, la p&#233;rdida del salario que hoy sigue estando casi U$ 4000 d&#243;lares por debajo de su nivel de 2008, los m&#225;s de 48 millones de norteamericanos que dependen de alguna ayuda estatal para alimentarse, los 12 millones de trabajadores indocumentados bajo amenaza, el racismo, la xenofobia y las guerras imperiales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El efecto colateral ben&#233;fico de la campa&#241;a de Sanders es que ha puesto de manifiesto no solo el descontento sino que un sector nada despreciable de j&#243;venes y trabajadores est&#225;n dispuestos a escuchar hablar de &#8220;socialismo&#8221; y &#8220;revoluci&#243;n&#8221;, palabras casi prohibidas en el coraz&#243;n del capitalismo mundial. Aunque el sentido que le da Sanders a esas palabras est&#225; lejos de significar el fin de la sociedad de explotaci&#243;n, el giro pol&#237;tico que expresa es sin dudas un signo pol&#237;tico alentador.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>La carrera hacia la Casa Blanca</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/La-carrera-hacia-la-Casa-Blanca</link>
		<guid isPermaLink="true">https://estrategiainternacional.org/La-carrera-hacia-la-Casa-Blanca</guid>
		<dc:date>2016-01-30T09:33:00Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Claudia Cinatti</dc:creator>


		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El pr&#243;ximo lunes con el &#8220;caucus&#8221; de Iowa se inicia oficialmente la carrera hacia la Casa Blanca con el largo proceso de las primarias republicana y dem&#243;crata. Los siguientes hitos son New Hampshire el 9 de febrero, luego el esperado &#8220;s&#250;per martes&#8221; en marzo y las convenciones partidarias.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH93/arton9285-2dccc.jpg?1696134342' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='93' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;El pr&#243;ximo lunes con el &#8220;caucus&#8221; de Iowa se inicia oficialmente la carrera hacia la Casa Blanca con el largo proceso de las primarias republicana y dem&#243;crata. Los siguientes hitos son New Hampshire el 9 de febrero, luego el esperado &#8220;s&#250;per martes&#8221; en marzo y las convenciones partidarias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hace menos de un a&#241;o atr&#225;s, despu&#233;s de los dos mandatos de Obama (un afroamericano con nombre no occidental) la elecci&#243;n presidencial de la principal potencia mundial parec&#237;a que iba a dirimirse entre lo m&#225;s granado del establishment: las dinast&#237;as Clinton y Bush. Esto era le&#237;do como un signo de la vuelta a la normalidad despu&#233;s de las consecuencias de la Gran Recesi&#243;n y las derrotas imperiales en Afganist&#225;n e Irak.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero la situaci&#243;n ha dado un giro. La irrupci&#243;n de candidatos que, a falta de una categor&#237;a pol&#237;tica precisa se los llama &#8220;populistas&#8221; por aparecer como exteriores a las elites tradicionales, est&#225; causando un cimbronazo en el escenario pol&#237;tico. &lt;br class='autobr' /&gt;
El surgimiento del Tea Party en 2009, casi como producto de la crisis capitalista y met&#225;fora de la decadencia norteamericano, fue un anticipo de esta &#8220;revuelta populista&#8221;, hija de una polarizaci&#243;n que se expres&#243; por derecha en una base social de clase media rabiosa contra los impuestos, las ayudas estatales a los sectores m&#225;s pobres, los sindicatos, los inmigrantes y los derechos democr&#225;ticos como el aborto o el matrimonio igualitario. Y por izquierda, en la lucha por la suba del salario m&#237;nimo a U$ 15 la hora, contra la violencia policial y el racismo (BLM), las huelgas docentes, entre otros. Estas son continuidades no lineales de movimientos de las &#250;ltimas d&#233;cadas: el movimiento antiglobalizaci&#243;n de Seattle, el movimiento antiguerra y m&#225;s recientemente el Occupy Wall Street.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Una bandada de outsiders con el multimillonario Donald Trump a la cabeza desplaza por derecha al candidato predilecto del establishment republicano, el exgobernador Jeb Bush. Mientras que por izquierda, Bernie Sanders ha opacado las etapas iniciales de la campa&#241;a de Hillary Clinton, que como era de esperar no despierta ninguna pasi&#243;n y est&#225; a a&#241;os luz del entusiasmo con que miles de j&#243;venes hab&#237;an tomado la primera campa&#241;a presidencial de Obama. Incluso Sanders podr&#237;a sorprender con alguna victoria en Iowa o New Hampshire. La pelea digna parece que ya la tiene garantizada, habr&#225; que ver los resultados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comparativamente, la crisis es m&#225;s limitada en el partido dem&#243;crata. El &#8220;socialista&#8221; Sanders ya anunci&#243; que llamar&#225; a votar a su partido sea quien sea el candidato y, por esto mismo, puede actuar como contenci&#243;n de los sectores m&#225;s de izquierda y progresistas de la base dem&#243;crata que ven con recelo a Hillary.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero es una pesadilla para el partido republicano, fragmentado entre un sector conservador tradicional y moderado, que desde hace d&#233;cadas suscribe el consenso de &#8220;centro&#8221; pero que ha perdido ascendencia en la base partidaria, y un ala radicalizada hacia derecha que va desde el Tea Party hasta candidatos como D. Trump un reaccionario que hace un culto de lo pol&#237;ticamente incorrecto, ya sea el racismo, la xenofobia, la homofobia, o la misoginia y llama a profundizar la polarizaci&#243;n social y la &#8220;grieta&#8221; pol&#237;tica y cultural.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las encuestas para las primarias republicanas hasta ahora favorecen al ala radical: Trump cosecha el 39% de preferencias. Lo sigue Ted Cruz con el 34%, que para quien no lo recuerda, es el senador partidario del Tea Party que &#8220;filibuste&#243;&#8221; durante 21 horas seguidas para hacer caer la reforma del sistema de salud de Obama. Tercero est&#225; Marco Rubio con el 13% y muy por detr&#225;s Jeb Bush que ara&#241;a apenas el 4%.&lt;br class='autobr' /&gt;
La estrella de Trump sigue en ascenso. Su &#250;ltimo acting fue boicotear el debate republicano en Fox News del que estando ausente, casi todos los analistas lo dan como ganador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dif&#237;cilmente el partido republicano, uno de los dos partidos de la burgues&#237;a imperialista, acepte pasivamente a Trump o a Cruz como candidato a la presidencia. Lo que con raz&#243;n muchos consideran la receta m&#225;s eficiente para otra presidencia dem&#243;crata. Sin embargo, el efecto de sus candidaturas es correr el debate pol&#237;tico hacia la extrema derecha, introduciendo temas como la prohibici&#243;n de ingreso de musulmanes al pa&#237;s, o la expulsi&#243;n de inmigrantes hispanos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No parece plausible que estos candidatos ya sean de extrema derecha o de izquierda ganen la presidencia. Pero ya es un hecho que han llevado nuevamente a primer plano la crisis de los partidos tradicionales y la profunda polarizaci&#243;n social y pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Con sus diferencias, es la versi&#243;n norteamericana de la misma crisis que afecta al &#8220;centro extremo&#8221; en Europa, en el que confluyen las variantes moderadas de los partidos conservadores y socialdem&#243;cratas y que han puesto en crisis a la alternancia. Esta crisis se nutre de la conclusi&#243;n de que se trata de dos cabezas de un mismo partido que representa por igual los intereses de la clase capitalista. Lo que a su vez alimenta la &#8220;antipol&#237;tica&#8221; y el surgimiento de variantes m&#225;s extremas como el Frente Nacional en Francia, o la renovaci&#243;n &#8220;por izquierda&#8221; del liderazgo del Partido Laboristya brit&#225;nico con Jeremy Corbyn.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quiz&#225;s las &#250;ltimas elecciones presidenciales de 2012 que le dieron la reelecci&#243;n a Obama (y las de 2008) ofrezcan algunas claves de los cambios profundos que est&#225;n detr&#225;s de estos movimientos electorales. Adem&#225;s de factores econ&#243;micos, pol&#237;ticos y culturales, la m&#225;s importante sin dudas es la demograf&#237;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La &#8220;coalici&#243;n social&#8221; informal que le dio el triunfo a Obama estaba compuesta por j&#243;venes, mujeres, afroamericanos, inmigrantes (hispanos y asi&#225;ticos), clase media progresista y asalariados (con ingresos menores a U$ 50.000), concentrados en los centros urbanos. Mientras que el voto republicano se concentr&#243; mayoritariamente en los sectores de hombres blancos, de ingresos superiores, mayores de 65 a&#241;os, y en los sectores tradicionales de la derecha cristiana principalmente en las &#225;reas rurales y suburbanas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El c&#225;lculo demogr&#225;fico salta a la vista: mientras que la base electoral que tiende a votar dem&#243;crata est&#225; en expansi&#243;n (los latinos ya son m&#225;s del 10% del electorado) la base electoral tradicional republicana est&#225; en retroceso. Eso explic&#243; en gran medida la reelecci&#243;n de Obama, a pesar de la desilusi&#243;n con su primer gobierno, y le da chances al partido dem&#243;crata, a pesar de que Hillary Clinton es la expresi&#243;n misma del establishment de la burgues&#237;a imperialista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras que el partido republicano tiene que perforar su base tradicional, lo que hasta ahora parece esquivo. Trump, Ted Cruz, el Tea Party, son el resultado de la suma de todos los miedos de esa base conservadora blanca y religiosa (WASP por White, Anglo-Saxon and Protestant, como se la conoce).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hay que ver nuevos fen&#243;menos como la simpat&#237;a que genera Sanders, que se autodefine como &#8220;socialista&#8221; o la elecci&#243;n en Seattle de la trotskista Kashma Sawant, que hizo de la lucha por el aumento del salario m&#237;nimo una de las banderas de su candidatura, anticipan el surgimiento por izquierda de movimientos alternativos al bipartidismo republicano-dem&#243;crata, el arma pol&#237;tica m&#225;s eficaz del imperialismo norteamericano.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>O retorno do Ir&#227;</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/O-retorno-do-Ira</link>
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		<dc:date>2016-01-21T08:08:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Claudia Cinatti</dc:creator>


		<dc:subject>Medio Oriente</dc:subject>
		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Mundo &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>
		<dc:subject>Ir&#225;n</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Com a certeza de que o Ir&#227; havia cumprido o acordo nuclear selado em Viena, os EUA e a Uni&#227;o Europ&#233;ia levantaram as san&#231;&#245;es impostas em 2011. Quais s&#227;o as consequ&#234;ncias do retorno geopol&#237;tico e econ&#244;mico do Ir&#227; ao Oriente M&#233;dio? O retorno do Ir&#227;&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH96/arton9278-35832.jpg?1696134342' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='96' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Com a certeza de que o Ir&#227; havia cumprido o acordo nuclear selado em Viena, os EUA e a Uni&#227;o Europ&#233;ia levantaram as san&#231;&#245;es impostas em 2011. Quais s&#227;o as consequ&#234;ncias do retorno geopol&#237;tico e econ&#244;mico do Ir&#227; ao Oriente M&#233;dio? O retorno do Ir&#227;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No dia 16 de janeiro, a Agencia Internacional de Energia At&#244;mica certificou que a Rep&#250;blica Isl&#226;mica do Ir&#227; havia cumprido o acordo nuclear selado em Viena no &#250;ltimo m&#234;s de julho entre o regime iraniano e o grupo P5+1 (Estados Unidos, Fran&#231;a, Gr&#227; Bretanha, Russia, China e Alemanha). Nesse mesmo momento, os Estados Unidos e a Uni&#227;o Europ&#233;ia levantaram as san&#231;&#245;es econ&#244;micas relacionadas com o programa nuclear impostas em 2011.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As consequ&#234;ncias do retorno geopol&#237;tico do Ir&#227; com ambi&#231;&#245;es a tornar-se pot&#234;ncia regional j&#225; est&#227;o se fazendo sentir. Enquanto Obama e Rouhani se apropriam da vit&#243;ria, os conservadores iranianos e a direita republicana anunciam trag&#233;dias. E as tens&#245;es entre Ar&#225;bia Saudita e Ir&#227; alcan&#231;aram um ponto de ebuli&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em um tempo estranhamente breve o regime iraniano cumpriu os compromissos assumidos: enviou &#224; R&#250;ssia mais de 98% de seu estoque de ur&#226;nio enriquecido; desmantelou cerca de 14 mil centrifugadoras (dois ter&#231;os de sua capacidade para enriquecimento de ur&#226;nio), e extraiu o n&#250;cleo do reator nuclear da planta de &#225;gua pesada de Arak, substituindo-o por concreto. Os gestos de boa vontade em rela&#231;&#227;o ao &#8220;Grande Sat&#227;&#8221; se completaram com a troca de prisioneiros: 5 americanos por 7 iranianos presos nos Estados Unidos e a resolu&#231;&#227;o sem consequ&#234;ncias da crise desatada pela pris&#227;o de 10 marinheiros norteamericanos que &#8220;sem querer querendo&#8221; acabaram invadindo as &#225;guas iranianas no golfo P&#233;rsico, pouco antes do chama &#8220;dia de implementa&#231;&#227;o&#8221; em que o cumprimento do acordo e o levantamento de san&#231;&#245;es econ&#244;micas foram anunciados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Obama e Rouhani se apropriam do triunfo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em seu discurso sobre o estado da Uni&#227;o, Obama se referiu ao acordo com o Ir&#227; como um dos triunfos de sua pol&#237;tica externa, baseada em uma &#8220;estrat&#233;gia paciente e disciplinada&#8221; e na constru&#231;&#227;o de uma &#8220;coliga&#231;&#227;o global&#8221; que por meio de &#8220;san&#231;&#245;es e diplomacia&#8221; evitou que Ir&#227; avan&#231;asse em seu programa nuclear. &#8220;Conquistamos esse progresso hist&#243;rico atrav&#233;s da diplomacia, sem recorrer a outra guerra no Oriente M&#233;dio&#8221;, disse desafiando os falc&#245;es republicanos (e uma minoria democrata).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Frente ao parlamento iraniano, o presidente reformista Hassan Rouhani falou de uma &#8220;p&#225;gina dourada&#8221; da hist&#243;ria e chamou todos para fazer neg&#243;cios, aproveitando a abertura econ&#244;mica, a reinser&#231;&#227;o no sistema financeiro mundial e a recupera&#231;&#227;o das exporta&#231;&#245;es de petr&#243;leo e g&#225;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A imposi&#231;&#227;o de novas san&#231;&#245;es por parte do governo dos Estados Unidos a 11 empresas e indiv&#237;duos iranianos relacionados com duas provas de m&#237;sseis bal&#237;sticos n&#227;o muda o sentido geral da orienta&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tampouco serve para apaziguar os raivosos opositores de Obama &#8211; a maioria republicana, um setor importante do complexo militar industrial, Israel e Ar&#225;bia Saudita &#8211; que o acusam de capitular frente ao regime iraniano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pode-se analisar o acordo em termos de triunfos e capitula&#231;&#245;es? Parece um pouco prematuro fazer defini&#231;&#245;es t&#227;o categ&#243;ricas. Com o tempo se ver&#225; qual &#233; o pre&#231;o final que cada um pagar&#225; pelo acordo. Mas hoje por hoje tanto Obama quanto Rouhani podem exigir sua parcela de vit&#243;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os EUA conseguiram atrav&#233;s das san&#231;&#245;es econ&#244;micas, que funcionam como uma verdadeira arma de guerra, fazer com que a teocracia iraniana negocie sua soberania nuclear.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As san&#231;&#245;es relacionadas com o programa nuclear e impostas pelos Estados Unidos e a Uni&#227;o Europ&#233;ia em 2011, que afetaram fundamentalmente o setor energ&#233;tico, tiveram consequ&#234;ncias lapidantes para a economia do pa&#237;s e as condi&#231;&#245;es de vida da popula&#231;&#227;o. O sufoco econ&#244;mico, as divis&#245;es internas e a amea&#231;a de protestos sociais exerceram uma forte press&#227;o sobre o regime que terminou inclinando-se majoritariamente pela estrat&#233;gia da negocia&#231;&#227;o ap&#243;s a elei&#231;&#227;o de Hassan Rouhani em 2013.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O governo dos Estados Unidos, como se espera, tenta fazer da necessidade uma virtude. Mas este triunfo da &#8220;doutrina Obama&#8221; surge da debilidade da lideran&#231;a norteamericana. Se colocados na balan&#231;a, a derrota da estrat&#233;gia militar de Bush, os desastres de Iraque e Afeganist&#227;o, o surgimento do Estado Isl&#226;mico e a reativa&#231;&#227;o do conflito intra-mu&#231;ulmano subiram o pre&#231;o da colabora&#231;&#227;o do Ir&#227; para conquistar algum grau de estabilidade regional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Do ponto de vista do Ir&#227;, o acordo &#233; considerado um triunfo ao menos para o setor reformista da teocracia, que prefere ressaltar as promessas econ&#244;micas e deixar de lado as importantes concess&#245;es em mat&#233;ria militar e de soberania nacional. Ainda que n&#227;o haja uma vis&#227;o un&#226;nime do impacto de levantamento das san&#231;&#245;es, de maneira mais ou menos imediata o regime iraniano recuperaria o controle de 55 bilh&#245;es a 150 bilh&#245;es de d&#243;lares em ativos em contas congeladas no exterior. Al&#233;m de reintegrar-se ao sistema financeiro internacional. O Ir&#227; estaria em condi&#231;&#245;es de aumentar suas exporta&#231;&#245;es de petr&#243;leo em cerca de 500.000 barris. Sua produ&#231;&#227;o atual &#233; de 1,2 milh&#245;es de barris (comparado com 10-11 milh&#245;es que produz a Ar&#225;bia Saudita) e se exporta fundamentalmente para a Asia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A cenoura que tente a sorte no mercado internacional aproveitando sua principal vantagem comparativa: ser um dos poucos mercados atrativos n&#227;o explorados nas &#250;ltimas duas d&#233;cadas, como definem v&#225;rios analistas. Com seus quase 80 milh&#245;es de habitantes, vastos recursos naturais e uma disposi&#231;&#227;o da burocracia governante em fazer neg&#243;cios, v&#225;rias empresas multinacionais europ&#233;ias est&#227;o metendo as m&#227;os buscando oportunidades. Chefes de Estado e funcion&#225;rios j&#225; anunciaram sua visita, entre eles o presidentes chin&#234;s Xi Jinping e os ministros de economia da Gr&#227; Bretanha e Alemanha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, a queda dos pre&#231;os do petr&#243;leo e a situa&#231;&#227;o cr&#237;tica da economia internacional colocam uma grande interroga&#231;&#227;o sobre as possibilidades de capitalizar o fim do isolamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O retorno do Ir&#227; ao mercado petroleiro j&#225; est&#225; contribuindo com a baixa do pre&#231;o do &#243;leo, que se antecipou a esse retorno anunciado e registrou novas quedas desde o an&#250;ncio do fim das san&#231;&#245;es. Tamb&#233;m poder&#237;am dar a ele raz&#245;es adicionais &#224; pol&#237;tica do n&#250;cleo da OPEP &#8211; Ar&#225;bia Saudita, Kuwait, Qatar e Emirados &#193;rabes Unidos &#8211; de n&#227;o reduzir a produ&#231;&#227;o de petr&#243;leo: a competi&#231;&#227;o com o Ir&#227; (membro da OPEP tamb&#233;m) seria outro fundamento para manter seus n&#237;veis atuais e n&#227;o dar a ele nenhum mercado, prejudicando ainda mais a situa&#231;&#227;o de outros membros do cartel petroleiro, principalmente Russia e Venezuela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O fim das san&#231;&#245;es ao Ir&#227; agudiza as tens&#245;es regionais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A proje&#231;&#227;o do Ir&#227; como pot&#234;ncia regional est&#225; na base da guerra fria com pontos quentes &#8211; como S&#237;ria e I&#234;men &#8211; entre o pa&#237;s persa e sua principal rival, Ar&#225;bia Saudita, que teme que a influ&#234;ncia iraniana &#8211; amplificada ao mundo &#225;rabe pela alian&#231;a com o Iraque -, penetre em suas fronteiras e chegue ao cora&#231;&#227;o petroleiro onde se concentra a minoria xiita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este enfrentamento teve um pico de tens&#227;o no in&#237;cio de janeiro, com a execu&#231;&#227;o de um cl&#233;rigo xiita na Ar&#225;bia Saudita, junto com outros 47 prisioneiros acusados de conformar grupos terroristas, que foi respondido no Ir&#227; com o assalto &#224; embaixada saudita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A crise entre Arabia Saudita e Ir&#227;, como express&#227;o estatal do conflito regional entre xiitas e sunitas e por tr&#225;s de quem atuam Estados Unidos e Russia, complica os planos de estabiliza&#231;&#227;o de Obama, que tentar&#225; no pr&#243;ximo dia 25 de janeiro uma nova negocia&#231;&#227;o para encontrar uma sa&#237;da &#224; guerra civil na S&#237;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No plano interno, os fatores decisivos de poder iranianos por hora est&#227;o alinhados por tr&#225;s do acordo. Tanto o l&#237;der supremo, o aiatol&#225; Al&#237; Khamenei, como a Guarda Republicana (a principal organiza&#231;&#227;o militar com grande poder econ&#244;mico e pol&#237;tico) deram seus acenos de aprova&#231;&#227;o. No entanto, a crise entre conservadores e reformistas se intensificou. Em fevereiro o Ir&#227; enfrenta duas elei&#231;&#245;es cruciais: as elei&#231;&#245;es parlamentares e as elei&#231;&#245;es para a Assembl&#233;ia de Especialistas, o corpo que tem a faculdade de eleger o l&#237;der supremo. Pouco ap&#243;s o acordo ser anunciado, j&#225; se sabia que o conselho que autoriza a apresenta&#231;&#227;o de candidatos havia vetado a maioria dos candidatos referenciados na ala reformista do regime.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto isso a maioria da popula&#231;&#227;o sofre n&#227;o apenas da explora&#231;&#227;o econ&#244;mica mas tamb&#233;m de uma opress&#227;o pol&#237;tica brutal. Segundo dados do Banco Mundial de 2014, a taxa de desemprego &#233; de 17,9% para os homens e 39% para as mulheres entre 15 e 29 anos (60% da popula&#231;&#227;o tem menos de 30 anos). O desemprego cresce a quase 12% para o conjunto da popula&#231;&#227;o, ao que se somam 9,5% de taxa de subemprego. Pouco acreditam que o levantamento das san&#231;&#245;es v&#225; melhorar suas condi&#231;&#245;es de vida, talvez por isso desta vez n&#227;o houveram festejos nas ruas pelo an&#250;ncio do acordo.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>El retorno de Ir&#225;n</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/El-retorno-de-Iran</link>
		<guid isPermaLink="true">https://estrategiainternacional.org/El-retorno-de-Iran</guid>
		<dc:date>2016-01-21T08:04:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Claudia Cinatti</dc:creator>


		<dc:subject>Medio Oriente</dc:subject>
		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Mundo &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>
		<dc:subject>Ir&#225;n</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Con la certificaci&#243;n de que Ir&#225;n hab&#237;a cumplido con el acuerdo nuclear sellado en Viena, Estados Unidos y la Uni&#243;n Europea levantaron las sanciones impuestas en 2011. Qu&#233; consecuencias tiene el retorno gepol&#237;tico y econ&#243;mico de Ir&#225;n en Medio Oriente.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH96/arton9277-5d6d0.jpg?1696134342' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='96' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Con la certificaci&#243;n de que Ir&#225;n hab&#237;a cumplido con el acuerdo nuclear sellado en Viena, Estados Unidos y la Uni&#243;n Europea levantaron las sanciones impuestas en 2011. Qu&#233; consecuencias tiene el retorno gepol&#237;tico y econ&#243;mico de Ir&#225;n en Medio Oriente.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El 16 de enero la Agencia Internacional de Energ&#237;a At&#243;mica certific&#243; que la Rep&#250;blica Isl&#225;mica de Ir&#225;n hab&#237;a cumplido con el acuerdo nuclear sellado en Viena en julio pasado entre el r&#233;gimen iran&#237; y el grupo P5+1 (Estados Unidos, Francia, Gran Breta&#241;a, Rusia, China y Alemania). En ese mismo momento, Estados Unidos y la Uni&#243;n Europea levantaron las sanciones econ&#243;micas relacionadas con el programa nuclear impuestas en 2011. Las consecuencias del retorno gepol&#237;tico y econ&#243;mico de Ir&#225;n con ambiciones de potencia regional ya se est&#225;n haciendo sentir. Mientras Obama y Rouhani se atribuyen la victoria, los conservadores iran&#237;es y la derecha republicana anuncia tragedias. Y las tensiones entre Arabia Saudita e Ir&#225;n alcanzaron un punto de ebullici&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En un tiempo inusualmente breve el r&#233;gimen iran&#237; cumpli&#243; con los compromisos asumidos: envi&#243; a Rusia m&#225;s del 98% de su stock de uranio enriquecido; desmantel&#243; unas 14.000 centrifugadoras (dos tercios de su capacidad para enriquecimiento de uranio), y extrajo el n&#250;cleo del reactor nuclear de la planta de agua pesada de Arak, reemplaz&#225;ndolo por concreto. Los gestos de buena voluntad hacia el &#8220;Gran Sat&#225;n&#8221; se completaron con el intercambio de prisioneros: 5 americanos por 7 iran&#237;es detenidos en Estados Unidos y la resoluci&#243;n sin consecuencias de la crisis desatada por la detenci&#243;n de 10 marines norteamericanos que &#8220;sin querer queriendo&#8221; terminaron invadiendo aguas iran&#237;es en el golfo P&#233;rsico, poco antes del llamado &#8220;d&#237;a de implementaci&#243;n&#8221; en que se anunci&#243; el cumplimiento del acuerdo y el levantamiento de las sanciones econ&#243;micas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Obama y Rouhanni se adjudican el triunfo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En su discurso sobre el estado de la Uni&#243;n, Obama se refiri&#243; al acuerdo con Ir&#225;n como uno de los triunfos de su pol&#237;tica exterior, basada en una &#8220;estrategia paciente y disciplinada&#8221; y en la construcci&#243;n de una &#8220;coalici&#243;n global&#8221; que por medio de &#8220;sanciones y diplomacia&#8221; evit&#243; que Ir&#225;n avance en su programa nuclear. &#8220;Hemos logrado este progreso hist&#243;rico a trav&#233;s de la diplomacia, sin recurrir a otra guerra en Medio Oriente&#8221;, dijo desafiando a los halcones republicanos (y una minor&#237;a dem&#243;crata).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ante el parlamento iran&#237;, el presidente reformista Hassan Rouhani habl&#243; de una &#8220;p&#225;gina dorada&#8221; de la historia y llam&#243; efusivamente a hacer negocios a propios y extra&#241;os aprovechando la apertura econ&#243;mica, la reinserci&#243;n en el sistema financiero mundial y el reanudamiento de las exportaciones de petr&#243;leo y gas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La imposici&#243;n de nuevas sanciones por parte del gobierno de Estados Unidos a 11 compa&#241;&#237;as e individuos iran&#237;es relacionadas con dos pruebas de misiles bal&#237;sticos no cambia el sentido general de la flecha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tampoco alcanza para apaciguar a los rabiosos opositores de Obama -la mayor&#237;a republicana, un sector importante del complejo militar industrial, Israel y Arabia Saudita- que lo acusan de capitular ante el r&#233;gimen iran&#237;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#191;Se puede analizar el acuerdo en t&#233;rminos de triunfos y capitulaciones? Parece un poco prematuro hacer definiciones tan categ&#243;ricas. Con el tiempo se ver&#225; cu&#225;l es el precio final que cada uno pagar&#225; por el acuerdo. Pero hoy por hoy tanto Obama como Rouhani pueden reclamar su porci&#243;n de victoria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estados Unidos consigui&#243; a trav&#233;s de las sanciones econ&#243;micas, que funcionan como una verdadera arma de guerra, hacer que la teocracia iran&#237; negocie su soberan&#237;a nuclear.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las sanciones relacionadas con el programa nuclear impuestas por Estados Unidos y la Uni&#243;n Europea en 2011, que afectaron fundamentalmente al sector energ&#233;tico, tuvieron consecuencias lapidarias para la econom&#237;a del pa&#237;s y las condiciones de vida de la poblaci&#243;n. El ahogo econ&#243;mico, las divisiones internas y la amenaza de protestas sociales ejercieron una fuerte presi&#243;n sobre el r&#233;gimen que termin&#243; inclin&#225;ndose mayoritariamente por la estrategia de la negociaci&#243;n tras la elecci&#243;n de Hassan Rouhani en 2013.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El gobierno de Estados Unidos, como es l&#243;gico, intenta hacer de la necesidad virtud. Pero este triunfo de la &#8220;doctrina Obama&#8221; surge de la debilidad del liderazgo norteamericano. Puestos en la balanza, la derrota de la estrategia militarista de Bush, los desastres de Irak y Afganist&#225;n, el surgimiento del Estado Isl&#225;mico y la reactivaci&#243;n del conflicto intra musulm&#225;n, subieron el precio de la colaboraci&#243;n de Ir&#225;n para lograr alg&#250;n grado de estabilidad regional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde el punto de vista de Ir&#225;n, el acuerdo es considerado un triunfo al menos para el sector reformista de la teocracia, que prefiere resaltar las promesas econ&#243;micas y dejar de lado las importantes concesiones en materia militar y de soberan&#237;a nacional. Aunque no hay una visi&#243;n un&#225;nime del impacto del levantamiento de las sanciones, de manera m&#225;s o menos inmediata el r&#233;gimen iran&#237; recuperar&#237;a el control de entre 55.000 y 150.000 millones de d&#243;lares en activos en cuentas congeladas en el exterior. Adem&#225;s de reintegrarse al sistema financiero internacional. Ir&#225;n estar&#237;a en condiciones de aumentar sus exportaciones de petr&#243;leo en unos 500.000 bpd. Su producci&#243;n actual es de 1,2 millones bpd (comparado con 10-11 millones que produce Arabia Saudita) y se exporta fundamentalmente a Asia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La zanahoria es que pruebe suerte en el mercado internacional aprovechando su principal ventaja comparativa: ser uno de los pocos mercados atractivos no explotados en las &#250;ltimas dos d&#233;cadas, como lo definen varios analistas. Con sus casi 80 millones de habitantes, vastos recursos naturales y una disposici&#243;n de la burocracia gobernante a hacer negocios, varias empresas multinacionales europeas se est&#225;n frotando las manos buscando oportunidades. Y ya anunciaron su visita jefes de estado y funcionarios, entre ellos el presidente chino Xi Jinping, y los ministros de econom&#237;a de Gran Breta&#241;a y Alemania.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sin embargo, &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/El-choque-entre-Arabia-Saudi-e-Iran-enciende-la-mecha-en-Medio-Oriente&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;la baja de los precios del petr&#243;leo&lt;/a&gt; y la situaci&#243;n cr&#237;tica de la econom&#237;a internacional abren un gran interrogante sobre las posibildades de capitalizar el fin del aislamiento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La vuelta de Ir&#225;n al mercado petrolero ya est&#225; contribuyendo a la baja del precio del crudo, que se anticip&#243; a este retorno anunciado y registr&#243; nuevas ca&#237;das desde el anuncio del fin de las sanciones. Tambi&#233;n podr&#237;a darle razones adicionales la pol&#237;tica del n&#250;cleo de la OPEP &#8211;Arabia Saudita, Kuwait, Qatar y Emiratos &#193;rabes Unidos- de no recortar la producci&#243;n de petr&#243;leo: la competencia con Ir&#225;n (tambi&#233;n miembro de la OPEP) ser&#237;a otro fundamento para mantener sus niveles actuales y no regalarle ning&#250;n mercado, perjudicando a&#250;n m&#225;s la situaci&#243;n de otros miembros del cartel petrolero, principalmente Rusia y Venezuela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El fin de las sanciones a Ir&#225;n agudiza las tensiones regionales&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La proyecci&#243;n de Ir&#225;n como potencia regional est&#225; en la base de la guerra fr&#237;a con puntos calientes &#8211;como Siria y Yemen- entre el pa&#237;s persa y su principal rival, Arabia Saudita, que teme que la influencia iran&#237; -amplificada hacia el mundo &#225;rabe por la alianza con Irak-, penetre en sus fronteras y llegue al coraz&#243;n petrolero donde se concentra la minor&#237;a chiita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este enfrentamiento tuvo un pico de tensi&#243;n a principios de enero &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/El-choque-entre-Arabia-Saudi-e-Iran-enciende-la-mecha-en-Medio-Oriente&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;con la ejecuci&#243;n de un cl&#233;rigo chiita en Arabia Saudita&lt;/a&gt;, junto con otros 47 prisioneros, acusados de cargos de terrorismo, que fue respondido en Ir&#225;n con el asalto a la embajada saudita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La puja entre Arabia Saudita e Ir&#225;n, como expresi&#243;n estatal del conflicto regional entre chiitas y sunitas y tras los cuales act&#250;an Estados Unidos y Rusia, complica los planes de estabilizaci&#243;n de Obama, que intentar&#225; el pr&#243;ximo 25 de enero una nueva negociaci&#243;n para encontrar una salida a la guerra civil en Siria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el plano interno, los factores decisivos de poder iran&#237;es por ahora est&#225;n alineados detr&#225;s del acuerdo. Tanto el l&#237;der supremo, el ayatola Al&#237; Khamenei, como la Guardia Republicana (la principal organizaci&#243;n militar con gran poder econ&#243;mico y pol&#237;tico) han dado su visto bueno. Sin embargo, la puja entre conservadores y reformistas se ha intensificado. En febrero Ir&#225;n enfrenta dos elecciones cruciales: las elecciones parlamentarias y las elecciones para la Asamblea de Expertos, el cuerpo que tiene la facultad de elegir al l&#237;der supremo. A poco de anunciado el acuerdo, ya se conoci&#243; que el concejo que autoriza la presentaci&#243;n de candidatos hab&#237;a vetado a la mayor&#237;a de los candidatos referenciados en el ala reformista del r&#233;gimen.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras tanto la mayor&#237;a de la poblaci&#243;n sufre no solo la explotaci&#243;n econ&#243;mica sino tambi&#233;n una brutal opresi&#243;n pol&#237;tica. Seg&#250;n datos del Banco Mundial de 2014, la tasa de desocupaci&#243;n es de 17.9 % para los varones y 39 % para las mujeres de entre 15 y 29 a&#241;os (el 60 % de la poblaci&#243;n tiene menos de 30 a&#241;os). La desocupaci&#243;n asciende a casi 12 % para el conjunto de la poblaci&#243;n, a lo que se suma un 9,5 % de tasa de subempleo. Pocos creen que el levantamiento de las sanciones vaya a mejorar sus condiciones de vida, quiz&#225;s por eso esta vez no hubo festejos en las calles por el anuncio del acuerdo.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>El imperialismo, el Estado Isl&#225;mico y la contrarrevoluci&#243;n</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/El-imperialismo-el-Estado-Islamico-y-la-contrarrevolucion</link>
		<guid isPermaLink="true">https://estrategiainternacional.org/El-imperialismo-el-Estado-Islamico-y-la-contrarrevolucion</guid>
		<dc:date>2016-01-11T20:28:22Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Claudia Cinatti</dc:creator>


		<dc:subject>1 Econom&#237;a y pol&#237;tica internacional</dc:subject>
		<dc:subject>2 Decadencia de la hegemon&#237;a norteamericana</dc:subject>
		<dc:subject>Mundo &#193;rabe</dc:subject>

		<description>
&lt;p&gt;Los atentados del 13 de noviembre en Par&#237;s confirmaron que el Estado Isl&#225;mico (EI o ISIS por su sigla en ingl&#233;s) ha decidido extender el uso del terror desde los suburbios chiitas de Irak o Beirut hasta el coraz&#243;n de occidente, emulando la t&#225;ctica de Al Qaeda de golpear de manera espectacular al &#8220;enemigo lejano&#8221; para fortalecerse contra sus &#8220;enemigos cercanos&#8221;. Como significante del terrorismo islamista globalizado parece destinado a ocupar por un tiempo el centro de la pol&#237;tica mundial. (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Economia-y-politica-internacional-424" rel="directory"&gt;Econom&#237;a y pol&#237;tica internacional&lt;/a&gt;

/ 
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&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/2-Decadencia-de-la-hegemonia-norteamericana" rel="tag"&gt;2 Decadencia de la hegemon&#237;a norteamericana&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Mundo-Arabe" rel="tag"&gt;Mundo &#193;rabe&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH113/arton9259-98bc6.jpg?1696134342' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='113' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;dl class='spip_document_5634 spip_documents'&gt;
&lt;dt&gt;&lt;a href='https://estrategiainternacional.org/IMG/pdf/11_cinatti_ei29.pdf' title='PDF - 308.1 kio' type=&#034;application/pdf&#034;&gt;&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L64xH64/pdf-b8aed.svg?1776695895' width='64' height='64' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;
&lt;/dl&gt;&lt;dl class='spip_document_5653 spip_documents'&gt;
&lt;dt&gt;&lt;a href='https://estrategiainternacional.org/IMG/docx/11_cinatti_ei29.docx' title='Word - 50.4 kio' type=&#034;application/vnd.openxmlformats-officedocument.wordprocessingml.document&#034;&gt;&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L64xH64/docx-a6e7c.svg?1776696159' width='64' height='64' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;
&lt;/dl&gt;
&lt;p&gt;Los atentados del 13 de noviembre en Par&#237;s confirmaron que el Estado Isl&#225;mico (EI o ISIS por su sigla en ingl&#233;s)&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;La denominaci&#243;n del Estado Isl&#225;mico se ha transformado tambi&#233;n en un campo (&#8230;)&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; ha decidido extender el uso del terror desde los suburbios chiitas de Irak o Beirut hasta el coraz&#243;n de occidente, emulando la t&#225;ctica de Al Qaeda de golpear de manera espectacular al &#8220;enemigo lejano&#8221; para fortalecerse contra sus &#8220;enemigos cercanos&#8221;. Como significante del terrorismo islamista globalizado parece destinado a ocupar por un tiempo el centro de la pol&#237;tica mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde el comienzo, el EI tuvo un car&#225;cter internacional en su composici&#243;n&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Seg&#250;n un informe del grupo Soufan, un think tank dedicado a seguridad e (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Una proporci&#243;n importante de sus combatientes son reclutados entre j&#243;venes de las comunidades &#225;rabes de pa&#237;ses europeos. Pero la exportaci&#243;n de la &#8220;jihad&#8221; m&#225;s all&#225; de las fronteras del mundo isl&#225;mico es una tendencia relativamente novedosa en la operatoria del grupo que hasta los ataques en Francia hab&#237;a tenido como blanco fundamental a musulmanes. La otra novedad es la &#8220;autorradicalizaci&#243;n&#8221; de individuos en occidente, que por simple inspiraci&#243;n en las acciones y las ideas del EI, pueden perpetrar por su cuenta actos terroristas. Este parece haber sido el caso de la matanza en San Bernardino, California.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Si, como sostienen diversos analistas, uno de los objetivos de los atentados en Par&#237;s era provocar la represalia de los gobiernos imperialistas, arrastr&#225;ndolos a&#250;n m&#225;s profundamente hacia la guerra y a adoptar pol&#237;ticas persecutorias contra los musulmanes, en este aspecto al menos el EI tuvo un &#233;xito relativo, aunque a&#250;n no est&#225; claro si terminar&#225; siendo el comienzo de su decadencia, como lo fue para Al Qaeda el atentado a las Torres Gemelas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La respuesta inmediata de las potencias occidentales al 13N fue escalar la intervenci&#243;n en Siria e Irak invocando, una vez m&#225;s, la fallida raz&#243;n de la &#8220;guerra contra el terrorismo&#8221;, una trampa de la cual Estados Unidos todav&#237;a no puede salir. Esto complica los planes de Obama de poner como norte el &#8220;pivote&#8221; hacia Asia Pac&#237;fico y la contenci&#243;n de China y lo obliga a seguir invirtiendo importantes recursos en guerras impopulares que dejan un balance negativo a la hora de contrapesar costos y beneficios para los intereses estrat&#233;gicos del imperialismo norteamericano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Con la incorporaci&#243;n de Francia, Gran Breta&#241;a y Alemania a la &#8220;coalici&#243;n anti ISIS&#8221; dirigida por Estados Unidos, a fines de 2015 m&#225;s de una docena de pa&#237;ses estaban bombardeando Siria, con Rusia e Ir&#225;n en el bando de Bashar al Assad y el resto en el bando opositor, ambos sobredeterminados por el combate contra el Estado Isl&#225;mico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los l&#237;deres de las potencias imperialistas comparan al EI con el fascismo para darse alguna altura moral y vender a sus poblaciones otra guerra en el Medio Oriente. Tambi&#233;n para justificar el giro bonapartista dom&#233;stico que sigue como la sombra al cuerpo al rumbo guerrerista: medidas de &#8220;seguridad&#8221; que aumentan el racismo y la xenofobia contra comunidades &#225;rabes, inmigrantes y refugiados y atacan las libertades democr&#225;ticas. Estas pol&#237;ticas profundizan las condiciones de marginaci&#243;n y explotaci&#243;n que llevaron, por ejemplo, a la revuelta masiva de los j&#243;venes de las &lt;i&gt;banlieus&lt;/i&gt; en Francia en 2005. Y explican en gran medida, que a pesar de su car&#225;cter profundamente reaccionario, el Estado Isl&#225;mico logre reclutar j&#243;venes en occidente&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Seg&#250;n el antrop&#243;logo norteamericano-franc&#233;s Scott Atran los j&#243;venes que se (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero esta justificaci&#243;n, al igual que los argumentos humanitarios, no resiste la m&#225;s m&#237;nima prueba. Basta con mencionar la alianza estrat&#233;gica de Estados Unidos con la monarqu&#237;a de Arabia Saudita, una inspiraci&#243;n para el EI, y con el Estado de Israel, responsable de cr&#237;menes de guerra contra el pueblo palestino. O el sostenimiento por parte de Francia de dictaduras afines en &#193;frica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este renovado militarismo aumentar&#225; sin dudas el ya oneroso costo que paga la poblaci&#243;n civil siria aunque, justamente por esto, es dif&#237;cil que este amplio frente dirigido por Estados Unidos pueda anotarse una victoria decisiva. Es que, en &#250;ltima instancia, la injerencia imperialista y de sus aliados reaccionarios recrea las condiciones en las que surgen las variantes extremas del salafismo. Menos a&#250;n parece posible revertir la fuerte tendencia a la fragmentaci&#243;n estatal en Libia, Irak y Siria, incluso si mediara una derrota militar decisiva del EI. Esta fuerza centr&#237;fuga muestra que la crisis llega al cuestionamiento a las fronteras nacionales trazadas por Francia y Gran Breta&#241;a para repartirse los dominios del desmembrado Imperio Otomano a fines de la Primera Guerra Mundial, sobre la base de los acuerdos de Sykes Picot&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;En un documento del Estado Isl&#225;mico, donde se establecen los principios (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La facilidad con que el Estado Isl&#225;mico borr&#243; la frontera casi centenaria entre Siria e Irak y estableci&#243; una nueva entidad proto estatal muestra hasta qu&#233; punto ha avanzado este proceso de descomposici&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diversos factores se han combinado para dar forma a este complejo escenario, entre los que se destacan los intereses en juego de diversas potencias que encontraron un campo de batalla en la guerra civil siria, y las consecuencias pol&#237;ticas de la derrota de la &#8220;primavera &#225;rabe&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Un complejo escenario geopol&#237;tico&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las razones que transformaron a Siria en el eje de la pol&#237;tica mundial exceden con creces la importancia geopol&#237;tica o econ&#243;mica de este pa&#237;s, que si bien hist&#243;ricamente jug&#243; un rol central en los conflictos regionales (guerra civil en el L&#237;bano, conflicto palestino-israel&#237;) no ameritar&#237;a por s&#237; mismo una nueva guerra imperialista&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;La importancia econ&#243;mica de Medio Oriente como fuente privilegiada de (&#8230;)&#034; id=&#034;nh5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Lo que est&#225; en juego es la construcci&#243;n de poder por parte de potencias occidentales y regionales. En ese sentido, Siria act&#250;a como revelador de las contradicciones que atraviesan la pol&#237;tica mundial, sobre el tel&#243;n de fondo de la p&#233;rdida de liderazgo de Estados Unidos. Este proceso de decadencia gradual dio un salto con la derrota de la estrategia militarista de la &#8220;guerra preventiva&#8221; de Bush y los neoconservadores que llev&#243; a las ocupaciones de Irak y Afganist&#225;n continuadas bajo los mandatos de Obama. La consecuencia m&#225;s palpable de esta decadencia hegem&#243;nica norteamericana es que tanto aliados como adversarios y enemigos de Estados Unidos ven una ventana de oportunidad para hacer su propio juego, lo que explica en parte que Siria sea hoy un gran escenario en el que m&#225;s que una guerra civil, se desarrollan diversas guerras por procuraci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este superpoblado teatro de operaciones militares invita a provocaciones e incidentes, como ya sucedi&#243; con el derribo de un avi&#243;n ruso por parte de Turqu&#237;a en la frontera con Siria, la primera vez desde el fin de la Guerra Fr&#237;a que Rusia sufre un ataque de esta magnitud por parte de un estado miembro de la OTAN. Esto no es menor teniendo en cuenta adem&#225;s que Turqu&#237;a juega un papel importante en los equilibrios de la Uni&#243;n Europea, actuando como estado tap&#243;n para frenar la oleada de refugiados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En orden jer&#225;rquico por sus consecuencias internacionales, se pueden distinguir tres grandes frentes de batalla que sobredeterminan el alineamiento de los bandos en pugna en el conflicto sirio: la disputa entre Estados Unidos (y &#8220;Occidente&#8221;) con Rusia; la &#8220;guerra fr&#237;a&#8221; entre Arabia Saudita e Ir&#225;n (como nombres propios del enfrentamiento entre sunitas y chiitas); la guerra que libra Turqu&#237;a contra las fracciones radicalizadas del movimiento nacional kurdo a ambos lados de su frontera con Siria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el plano regional, la firma del acuerdo nuclear con Ir&#225;n, impulsado por el gobierno de Obama al frente de las potencias occidentales m&#225;s Rusia y China, ha trastocado los equilibrios de las &#250;ltimas d&#233;cadas y reavivando viejas rivalidades aunque en un contexto novedoso. Este acuerdo pragm&#225;tico surgi&#243; de una convergencia de necesidades: la de Estados Unidos de tratar de cerrar el cap&#237;tulo de la &#8220;guerra contra el terrorismo&#8221; (estabilizar Irak, encontrar una salida decorosa en Afganist&#225;n y combatir al Estado Isl&#225;mico). Y la de Ir&#225;n de romper el aislamiento internacional, terminar con las sanciones econ&#243;micas y ser reconocido como una potencia regional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El restablecimiento de las relaciones diplom&#225;ticas entre Estados Unidos e Ir&#225;n, interrumpidas desde la revoluci&#243;n de 1979, implica un cambio paradigm&#225;tico para la regi&#243;n y es vivida como un desaf&#237;o y una amenaza por los aliados tradicionales del imperialismo norteamericano, sobre todo Arabia Saudita, Israel y Turqu&#237;a que tienen como prioridad frenar de manera efectiva las ambiciones regionales de Ir&#225;n. Estos intereses muchas veces son disfuncionales para los intentos de estabilizaci&#243;n que persigue Obama. Un ejemplo destacado que ilustra esta situaci&#243;n es el doble juego de Arabia Saudita y Turqu&#237;a hacia el Estado Isl&#225;mico, un enemigo estrat&#233;gico tanto de la monarqu&#237;a saud&#237; como del gobierno de Erdogan, pero al que t&#225;cticamente dejaron (&#191;dejan?) correr por ser &#250;til al objetivo de debilitar a sus principales rivales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hasta que el EI comenz&#243; a decapitar a periodistas occidentales, la pol&#237;tica de Obama para Siria era no intervenir de manera directa, esperando que las fuerzas en combate se desgastaran lo suficiente para despu&#233;s proponer una negociaci&#243;n que permitiera la salida de Assad y, a la vez, preservara el n&#250;cleo duro del estado. El presidente dem&#243;crata quer&#237;a evitar un escenario de &#8220;cambio de r&#233;gimen&#8221; catastr&#243;fico, como el de Irak o Libia, ambos transformados en &#8220;estados fallidos&#8221; que emiten ondas permanentes de inestabilidad y crisis no solo hacia el mundo &#225;rabe sino tambi&#233;n hacia occidente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La irrupci&#243;n del ISIS oblig&#243; a una adecuaci&#243;n parcial de esta estrategia. En agosto de 2014 Obama anunci&#243; una nueva guerra en Irak y Siria, limitada a bombardeos a&#233;reos y la conformaci&#243;n de una amplia coalici&#243;n que, por diferencias evidentes, nunca actu&#243; como un comando com&#250;n. Pero la debilidad mayor es que Estados Unidos no consigui&#243; un socio confiable entre la fragmentada oposici&#243;n siria que oficiara como &#8220;infanter&#237;a&#8221; de su poder&#237;o a&#233;reo. La pol&#237;tica tibia de &#8220;armar a los rebeldes&#8221; fue un fracaso. El Ej&#233;rcito Libre Sirio, apoyado por Turqu&#237;a, fue la primera elecci&#243;n de Estados Unidos por su car&#225;cter mayoritariamente laico y moderado y por basarse en sus inicios en militares desertores del r&#233;gimen. Sin embargo, no se transform&#243; en fuerza dirigente y hoy es uno m&#225;s entre una multitud de organizaciones, entre las que se destacan formaciones salafistas radicales como Al Nusra. Y una vez m&#225;s emergi&#243; la grieta entre los halcones de la casta pol&#237;tica norteamericana y los &#8220;realistas&#8221; (el &lt;i&gt;mainstream&lt;/i&gt; de la pol&#237;tica exterior) que no ven que est&#233; en juego en estas aventuras militares el inter&#233;s imperialista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A poco m&#225;s de un a&#241;o de iniciada esta guerra poco exitosa contra el ISIS, Vladimir Putin aprovech&#243; el caos y la pol&#237;tica vacilante de Obama para lanzar una no tan sorpresiva intervenci&#243;n militar a favor del r&#233;gimen desp&#243;tico de Assad, al que viene sosteniendo desde el inicio del levantamiento en 2011. A la manera de sus cr&#237;ticos occidentales, el presidente ruso us&#243; la cobertura del &#8220;combate contra el terrorismo&#8221; pero se arroga la &#8220;legitimidad&#8221; de ser el &#250;nico &#8220;invitado oficial&#8221; &#8211;junto con Ir&#225;n&#8211; para participar en la guerra del bando oficialista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los motivos de Putin para intervenir en Siria tienen que ver con defender posiciones en cierta medida vitales para el capitalismo ruso y quebrar el cerco occidental, reforzado con las sanciones impuestas por el conflicto de Ucrania y la anexi&#243;n de Crimea. El objetivo m&#225;s inmediato es conservar la base naval de Tartus&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Desde 1956 Siria mantuvo relaciones estrechas con la Uni&#243;n Sovi&#233;tica, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Y en un plano propagand&#237;stico dar una se&#241;al de que Rusia todav&#237;a puede aspirar al estatus de potencia mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La percepci&#243;n de la debilidad de la estrategia norteamericana&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb7&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Desde hace a&#241;os hay un debate entre un sector &#8220;declinacionista&#8221; que (&#8230;)&#034; id=&#034;nh7&#034;&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; le permiti&#243; a Putin intervenir a un costo, por ahora, relativamente bajo. Con la ventaja de que, a diferencia de la coalici&#243;n occidental que no tiene &#8220;tropa propia&#8221;, cuenta para sus prop&#243;sitos con el ej&#233;rcito sirio, que se preserv&#243; a pesar de las deserciones iniciales, y act&#250;a de hecho como &#8220;tropa terrestre&#8221; de los bombardeos rusos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Si bien formalmente el combate contra el Estado Isl&#225;mico parece haber puesto en el mismo bando a Estados Unidos y Rusia, los roces entre las respectivas &#8220;coaliciones anti ISIS&#8221; muestran hasta qu&#233; punto la hostilidad entre Estados Unidos (y occidente) y Rusia sigue siendo un factor de primer orden en la pol&#237;tica mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bajo gobiernos dem&#243;cratas o republicanos, la pol&#237;tica de estado norteamericana es cercar a Rusia que luego de haber perdido a los pa&#237;ses b&#225;lticos, incorporados a la OTAN, siente la presi&#243;n en su esfera de influencia m&#225;s pr&#243;xima. La p&#233;rdida m&#225;s reciente fue la de Ucrania que pas&#243; de la &#243;rbita rusa a tener un gobierno pro occidental.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sin embargo, esta jugada de Putin con la que busca recrear la imagen de Rusia como gran potencia y lucir un renovado arsenal, tiene mucho de espejismo y habla m&#225;s de la debilidad ajena que de la fortaleza propia. Mosc&#250; no est&#225; en condiciones de sostener una aventura militar a largo plazo. Y no solo por el retorno del espectro de la derrota de la exURSS en Afganist&#225;n. Su econom&#237;a est&#225; golpeada por la ca&#237;da de los precios del petr&#243;leo y las sanciones occidentales&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb8&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Perry Anderson hace un an&#225;lisis pormenorizado de la evoluci&#243;n de Rusia, su (&#8230;)&#034; id=&#034;nh8&#034;&gt;8&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. La situaci&#243;n en Ucrania est&#225; en un impasse que es m&#225;s catastr&#243;fico para las zonas bajo influencia rusa. Y tarde o temprano estos elementos pueden convertirse en conflictos internos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los bombardeos rusos cambiaron en gran medida la relaci&#243;n de fuerzas en Siria y crearon una nueva realidad material en el campo militar, permiti&#233;ndole a Assad reforzar sus bastiones haciendo retroceder sobre todo a grupos &#8220;rebeldes&#8221; islamistas, moderados o laicos, muchos de ellos apoyados por Estados Unidos. Hasta los atentados en Par&#237;s, la aviaci&#243;n rusa solo hab&#237;a atacado de manera secundaria &#225;reas bajo el control del EI. El r&#233;gimen sirio consolid&#243; de esta forma el control del territorio que a&#250;n conserva bajo su dominio, un 25 o 30 % del pa&#237;s, ubicado estrat&#233;gicamente en la zona costera donde se concentra la mitad de la poblaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este panorama militar donde no hay un ganador claro, se traslada a las grietas en la &#8220;coalici&#243;n occidental&#8221; contra el EI y a las pujas entre los actores externos del conflicto sirio en las diversas instancias de negociaci&#243;n, lo que complica la posibilidad de Estados Unidos de encontrar una salida reaccionaria relativamente estable, sin que otras potencias, en particular Rusia, puedan reclamar victoria&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb9&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Las reuniones de Viena dejaron sin resolver la principal cuesti&#243;n: si Assad (&#8230;)&#034; id=&#034;nh9&#034;&gt;9&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La pol&#237;tica norteamericana y los or&#237;genes del Estado Isl&#225;mico&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Si bien es incorrecto considerar al ISIS como una creaci&#243;n norteamericana (o saudita) la pol&#237;tica de Estados Unidos en el Medio Oriente, en particular la ocupaci&#243;n de Irak, contribuy&#243; de manera decisiva a generar las condiciones que dieron origen al Estado Isl&#225;mico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En octubre de 2001, el gobierno de Bush lanz&#243; la guerra contra Afganist&#225;n en respuesta a los atentados del 11S. Esta fue la primera estaci&#243;n de la llamada &#8220;guerra contra el terrorismo&#8221;, una estrategia militarista y unilateral concebida por los neoconservadores que dirig&#237;an la pol&#237;tica exterior del gobierno republicano, como oportunidad para detener la decadencia del poder&#237;o estadounidense.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le sigui&#243; la guerra e invasi&#243;n de Irak en 2003, justificada con la mentira escandalosa de que Saddam Hussein ten&#237;a armas de destrucci&#243;n masiva. Tras la ca&#237;da Hussein, Estados Unidos implement&#243; la llamada pol&#237;tica de &#8220;desbaasificaci&#243;n&#8221; por la que excluy&#243; del empleo p&#250;blico a los miembros del aparato militar, estatal y pol&#237;tico de Hussein, a quienes se los despidi&#243; sumariamente sin siquiera pagarles una pensi&#243;n. Esta pol&#237;tica de &#8220;cambio de r&#233;gimen&#8221; radical deconstruy&#243; de un solo golpe al estado iraqu&#237;, por la v&#237;a de liquidar sus dos instituciones centrales: el ej&#233;rcito y el Partido Baaz. Con el cambio de manos de poder estatal a la mayor&#237;a chiita, oprimida por Hussein, se firm&#243; la sentencia a la marginaci&#243;n de la minor&#237;a sunita, que hab&#237;a constituido desde la &#233;poca otomana el n&#250;cleo de la burocracia del estado. Este hecho est&#225; plagado de consecuencias perdurables. Muchos de los funcionarios, oficiales del ej&#233;rcito y miembros de las fuerzas de seguridad pasar&#237;an a formar milicias propias o a integrarse a Al Qaeda y luego al EI d&#225;ndole una buena parte de sus cuadros dirigentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adem&#225;s, tuvo como efecto colateral el fortalecimiento de Ir&#225;n, que incorporaba as&#237; al gobierno de Irak a su sistema de alianzas, junto con el r&#233;gimen sirio de Bashar al Assad y la milicia libanesa Hezbollah, lo que le devolvi&#243; sus credenciales de potencia regional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esto exacerb&#243; los enfrentamientos religiosos, explotados por Estados Unidos para evitar una eventual unidad entre los sunitas y las milicias chiitas que se opon&#237;an a la ocupaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El reavivamiento de la guerra civil intra isl&#225;mica cre&#243; en parte las condiciones para el surgimiento de Al Qaeda en Irak (AQI, que luego formar&#237;a el n&#250;cleo del Estado Isl&#225;mico). Fundada en 2004 por el jordano Abu Musab al-Zarqawi, AQI desde el comienzo adopt&#243; la t&#225;ctica de la guerra religiosa contra la mayor&#237;a chiita, atacando mezquitas y suburbios populosos. La brutalidad de sus m&#233;todos le vali&#243; a Zarqawi la reprimenda por parte de la direcci&#243;n de Al Qaeda que ve&#237;a con preocupaci&#243;n que las masacres de musulmanes, aunque fueran chiitas, pod&#237;an potencialmente alienar a su base de apoyo. Zarqawi muri&#243; en un bombardeo norteamericano en junio de 2006. Cuatro meses m&#225;s tarde, su sucesor declaraba la fundaci&#243;n del Estado Isl&#225;mico de Irak.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En 2007 el gobierno de Bush lanz&#243; una pol&#237;tica ambiciosa para poner fin a la guerra civil que inclu&#237;a el llamado &lt;i&gt;surge&lt;/i&gt; &#8211;el aumento de las tropas norteamericanas en Irak&#8211; y la cooptaci&#243;n de l&#237;deres tribales sunitas que constituyeron un movimiento conocido como &lt;i&gt;Awakening&lt;/i&gt; para combatir a Al Qaeda, el Estado Isl&#225;mico y otros grupos similares, que sufrieron un importante retroceso producto de esta pol&#237;tica. Estados Unidos les prometi&#243; a los l&#237;deres sunitas que esas milicias iban a ser incorporadas a las fuerzas de seguridad del estado. La estrategia norteamericana era tratar de dejar un r&#233;gimen parecido al modelo confesional del L&#237;bano, con cuotas de poder claramente establecidas para cada una de las tres principales comunidades &#8211;chiitas, sunitas y kurdos&#8211; donde los chiitas eran la fuerza predominante. Pero este esquema estall&#243; en 2011, cuando tras el retiro de las tropas norteamericanas el primer ministro Al Maliki, alineado con Ir&#225;n, rompi&#243; el compromiso asumido y se lanz&#243; a la persecuci&#243;n de los l&#237;deres sunitas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En este marco se recompuso el Estado Isl&#225;mico de Irak bajo la direcci&#243;n de Al Baghdadi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muchos de sus l&#237;deres y cuadros son ex oficiales del ej&#233;rcito de Hussein que se hab&#237;an conocido en Abu Ghraib y otras c&#225;rceles norteamericanas en Irak.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diversos analistas coinciden en se&#241;alar que el n&#250;cleo duro del EI est&#225; conformado por una alianza t&#225;ctica entre el islamismo salafista (algunos consideran que no superar&#237;an el 30 % de los miembros del ISIS) con los remanentes del aparato militar y de inteligencia de Hussein&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb10&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Para un an&#225;lisis detallado de este tema ver: J. Fromson, S. Simon, &#8220;ISIS: (&#8230;)&#034; id=&#034;nh10&#034;&gt;10&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, una relaci&#243;n de mutua conveniencia que hasta el momento rindi&#243; sus frutos no solo en la conquista territorial. El aporte del &lt;i&gt;know how&lt;/i&gt; de antiguos oficiales y esp&#237;as iraqu&#237;es habr&#237;a sido clave para el r&#225;pido avance militar del ISIS as&#237; como para el control policial de la poblaci&#243;n, justificada por una ideolog&#237;a religiosa absolutamente reaccionaria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Una milicia devenida Estado (Isl&#225;mico)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El ISIS tuvo un desarrollo mete&#243;rico. En 2010 apenas era considerado una amenaza en Irak. Seg&#250;n un documento de la inteligencia militar norteamericana, en 2012 Estados Unidos ya anticipaba la posibilidad de que surgiera lo que llamaba un &#8220;principado salafista&#8221; en Siria, aunque estimaba que no representaba peligro alguno para sus intereses y que, por el contrario, podr&#237;a incluso tener un efecto ben&#233;fico al debilitar a Assad y a Ir&#225;n&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb11&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Documento disponible en&#034; id=&#034;nh11&#034;&gt;11&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El curso reaccionario que tom&#243; la guerra civil en Siria le dio una oportunidad de oro al ISIS que a&#250;n no hab&#237;a logrado hacer avances significativos. En una suerte de &#8220;guerra de maniobra&#8221; borr&#243; las fronteras entre Irak y Siria y conquist&#243; gran parte del territorio donde estableci&#243; el califato. Del an&#225;lisis de las batallas libradas por el EI en Siria surge que avanz&#243; derrotando a grupos opositores m&#225;s que enfrentando a las tropas de Assad, de hecho ambos evitaron el encuentro militar, por lo que se supone que en alg&#250;n punto, t&#225;cticamente sus intereses se tocan.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La transformaci&#243;n de Raqa en la capital del ISIS es una met&#225;fora de la tragedia del levantamiento sirio. En marzo de 2013 las fuerzas del r&#233;gimen fueron derrotadas y la ciudad qued&#243; en manos de diversas fracciones &#8220;rebeldes&#8221;, principalmente el Ej&#233;rcito Libre Sirio y el frente Al Nusra, que compet&#237;an entre s&#237;, y un concejo local civil con poco poder pol&#237;tico y militar. Casi de manera simult&#225;nea, desembarc&#243; una primera avanzada del EI, que por una combinaci&#243;n de terror y cooptaci&#243;n termin&#243; incorporando a sus filas al 90 % de los integrantes de Al Nusra, a combatientes del ELS y a la gran mayor&#237;a de los jefes sunitas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En enero de 2014 el EI se hizo del control de la ciudad a la que transform&#243; en el centro de organizaci&#243;n del califato&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb12&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Un relato pormenorizado de la ca&#237;da de Raqa a manos del ISIS se puede leer (&#8230;)&#034; id=&#034;nh12&#034;&gt;12&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Seis meses despu&#233;s, en junio de 2014 captur&#243; Mosul, la segunda ciudad de Irak, ante la defecci&#243;n del ej&#233;rcito local y la simpat&#237;a o al menos la tolerancia de la poblaci&#243;n, que hab&#237;a sufrido la represi&#243;n del gobierno de Maliki y que termin&#243; considerando al EI como un mal menor. A esto le sigui&#243; el avance hacia el coraz&#243;n sunita del pa&#237;s en la provincia de Anbar y hacia la regi&#243;n de Rojava (el Kurdist&#225;n sirio), en particular la ciudad de Kobane, donde el ISIS fue expulsado despu&#233;s de meses de combate por las milicias del YPG con la colaboraci&#243;n de bombardeos norteamericanos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aunque las fronteras del califato cambian con los avances y retrocesos militares, se estima que ocupa un territorio equivalente al tama&#241;o de Gran Breta&#241;a, con una poblaci&#243;n de alrededor de seis millones de personas, lo que oblig&#243; al EI a combinar pol&#237;ticas de aterrorizamiento propia de reg&#237;menes totalitarios con cierta prestaci&#243;n m&#237;nima de servicios b&#225;sicos, como la electricidad, para disminuir la hostilidad de la poblaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El aspecto de &#8220;estado en formaci&#243;n&#8221; que en lo inmediato tuvo un efecto ben&#233;fico porque hace que sea pr&#225;cticamente imposible derrotarlo solo por medio de bombardeos a&#233;reos sin tropas terrestres, puede transformarse m&#225;s temprano que tarde en el tal&#243;n de Aquiles del EI, que se podr&#237;a encontrar sobreextendido por la defensa militar del territorio, en particular de las refiner&#237;as de petr&#243;leo y oleoductos, y la gesti&#243;n estatal que le exige altas cuotas de represi&#243;n&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb13&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Algunos medios publican espor&#225;dicamente noticias de luchas de resistencia (&#8230;)&#034; id=&#034;nh13&#034;&gt;13&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; .&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre el terrorismo global y el califato&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La pol&#237;tica de control territorial y de construcci&#243;n estatal es la diferencia espec&#237;fica del Estado Isl&#225;mico con respecto a su antecesora, Al Qaeda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al Qaeda surgi&#243; de la &#8220;jihad&#8221; afgana, que hab&#237;a sido patrocinada por Arabia Saudita y otras monarqu&#237;as del Golfo, Paquist&#225;n y Estados Unidos con el doble objetivo de combatir la influencia de Ir&#225;n y sentar las bases para una derrota de la Uni&#243;n Sovi&#233;tica. Fundada por Bin Laden y al Zawahiri (que expresaban la convergencia del islamismo sunita radical saudita y egipcio) constitu&#237;a toda una novedad y desde el comienzo fue una organizaci&#243;n desterritorializada, basada en una red global de &#8220;mujaidines&#8221; que hab&#237;an confluido en Afganist&#225;n desde diversos pa&#237;ses. Era una construcci&#243;n elitista, de vanguardia, cuyos miembros eran cuidadosamente reclutados entre las clases medias y formados durante a&#241;os en los fundamentos religiosos que preparaban para operaciones de &#8220;martirio&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb14&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;El investigador franc&#233;s G. Kepel explica que en el caso de Al Qaeda la (&#8230;)&#034; id=&#034;nh14&#034;&gt;14&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Si bien el objetivo estrat&#233;gico era la restauraci&#243;n del califato, su concreci&#243;n quedaba relegada a un futuro muy lejano, por lo que parec&#237;a m&#225;s una idea reguladora que un programa de acci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;M&#225;s all&#225; de la protecci&#243;n necesaria que hab&#237;a encontrado en Afganist&#225;n y Paquist&#225;n, la direcci&#243;n de Al Qaeda nunca tuvo el plan concreto de transformarse en Estado o gobierno, ni siquiera form&#243; parte del aparato estatal de los talib&#225;n en Afganist&#225;n. Por el contrario, el eje de su estrategia fue &#8220;golpear al enemigo lejano&#8221; cuyo punto m&#225;ximo fue el atentado contra las torres gemelas de 2001, que marc&#243; a la vez el inicio de su decadencia. Seg&#250;n O. Roy, el car&#225;cter globalizado de Al Qaeda expresaba &#8220;una realidad social nueva, la del desarraigo y el nomadismo de las di&#225;sporas musulmanas en el mundo occidental&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb15&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;O. Roy, Genealog&#237;a del islamismo, Ediciones Bellaterra, Barcelona, 1996.&#034; id=&#034;nh15&#034;&gt;15&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Compensaba su falta de base de masas para la lucha contra los reg&#237;menes &#225;rabes con la invenci&#243;n de una comunidad (&#8220;umma&#8221;) imaginaria y la adopci&#243;n del terrorismo como m&#233;todo, traduciendo su estrategia al lenguaje comprensible de la liberaci&#243;n nacional palestina y la indignaci&#243;n por las pol&#237;ticas imperialistas contra los musulmanes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aunque el ISIS conserva algunos de los rasgos caracter&#237;sticos de Al Qaeda, &#8211;la ideolog&#237;a religiosa, los m&#233;todos terroristas, el componente global en sus filas y ahora tambi&#233;n el combate sin fronteras contra Occidente&#8211;, su estrategia est&#225; orientada hacia expandir las conquistas territoriales y sentar las bases de un estado isl&#225;mico, para lo cual ha construido no solo un ej&#233;rcito sino tambi&#233;n una burocracia proto estatal. En verdad, el EI a&#250;n expresa estas dos tendencias contradictorias: la extensi&#243;n del terrorismo global por un lado, y la constituci&#243;n de un movimiento pol&#237;tico de gobierno, por otro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El ISIS tiene m&#233;todos de financiamiento surgidos de esta realidad material: a trav&#233;s de Turqu&#237;a vende de manera ilegal el petr&#243;leo que extrae de las zonas petroleras de su califato, usando la infraestructura instalada. Parad&#243;jicamente, entre sus clientes se encuentra el r&#233;gimen de Assad. Desarrolla actividades criminales como el secuestro sobre todo de ciudadanos occidentales por los que cobra rescates millonarios y el tr&#225;fico de antig&#252;edades; recibe de manera indirecta financiaci&#243;n de donantes de los pa&#237;ses del Golfo. Pero gran parte de quienes se han dedicado a investigar este aspecto coincide en afirmar que las fuentes m&#225;s importantes de sus ingresos son la administraci&#243;n de negocios y empresas y los impuestos y sobornos que le cobra a la poblaci&#243;n del califato, desde quienes pagan multas por cometer infracciones menores a la ley isl&#225;mica (como fumar) o profesan otra religi&#243;n, hasta los burgueses y comerciantes a quienes se les cobra una contribuci&#243;n por el servicio de mantener el orden social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Indudablemente la definici&#243;n de este fen&#243;meno nuevo y aberrante en el que se mezclan en proporciones indeterminadas ideas religiosas e intereses materiales, plantea un desaf&#237;o para los marxistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Si fuera por su discurso religioso basado en la restauraci&#243;n ut&#243;pica de la organizaci&#243;n social y pol&#237;tica musulmana (sunita) del siglo VII bajo la direcci&#243;n de los primeros sucesores del Profeta Mahoma&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb16&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Seg&#250;n la visi&#243;n de la historia que est&#225; en la base de la propaganda de (&#8230;)&#034; id=&#034;nh16&#034;&gt;16&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, parecer&#237;a correcto definirlo como una fuerza &#8220;medieval&#8221;. Sin embargo, ser&#237;a abstracto considerar al EI como un fen&#243;meno puramente religioso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La ideolog&#237;a en general, y la religi&#243;n en particular, son productos mediados de las relaciones sociales y pol&#237;ticas concretas, por lo que solo pueden explicarse y combatirse partiendo de su base material. Desde este punto de vista, el califato del EI como estado organizado para la guerra, podr&#237;a definirse como una formaci&#243;n transitoria, un h&#237;brido que combina elementos de &#8220;modo de producci&#243;n asi&#225;tico&#8221; gobernado por una burocracia-ej&#233;rcito que se apropia de la renta petrolera y de la recaudaci&#243;n, para sostener fundamentalmente la fuerza de combate, con relaciones de explotaci&#243;n heredadas y mantenidas por el EI, lo que le da un car&#225;cter burgu&#233;s &lt;i&gt;sui generis&lt;/i&gt;, a falta de una definici&#243;n mejor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el califato, el &#8220;atraso feudal&#8221; que rige la vida social y es una poderosa herramienta de control y terror convive con las &#8220;modernas&#8221; relaciones capitalistas y sus escenas de barbarie se transmiten en tiempo real al mundo a trav&#233;s de la utilizaci&#243;n creativa y posmoderna de medios audiovisuales y redes sociales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El Estado Isl&#225;mico como s&#237;ntoma de la contrarrevoluci&#243;n&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El curso sangriento que tom&#243; la guerra civil en Siria probablemente sea la expresi&#243;n m&#225;s cruda de la derrota de los procesos de la &#8220;primavera &#225;rabe&#8221;. El retroceso de esta oleada de levantamientos populares que sacudi&#243; el Norte de &#193;frica, la m&#225;s importante en el &#250;ltimo medio siglo en la regi&#243;n, inaugur&#243; un per&#237;odo de restauraci&#243;n en el que se inscriben la vuelta de la dictadura mubarakista en Egipto bajo la presidencia de Al Sisi, las guerras en Siria, Libia y Yemen.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El Estado Isl&#225;mico es un s&#237;ntoma de esta contrarrevoluci&#243;n en curso. Un emergente de las condiciones creadas por la pol&#237;tica imperialista y de sus aliados locales y tambi&#233;n por el fracaso de los partidos islamistas &#8220;moderados&#8221;, en su mayor&#237;a expresi&#243;n pol&#237;tica de la Hermandad Musulmana, que en Egipto, T&#250;nez y hasta cierto punto en Siria, se postulaban como agentes de una pol&#237;tica de &#8220;reacci&#243;n democr&#225;tica&#8221; como desv&#237;o de los procesos revolucionarios&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb17&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver A. Hanieh, &#8220;Brief History of ISIS&#8221;, Jacobin, 3 de diciembre de 2015.&#034; id=&#034;nh17&#034;&gt;17&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uno de los baluartes de esta contrarrevoluci&#243;n fue la monarqu&#237;a saudita, que vivi&#243; los levantamientos como una amenaza directa de una dimensi&#243;n comparable al surgimiento de los nacionalismos &#225;rabes de mediados del siglo XX o a la revoluci&#243;n iran&#237; de 1979. El principal temor de la casa Saud era que la oleada democr&#225;tica se colara en las fronteras del reino y llegara a la Provincia Oriental, que tiene la particularidad explosiva de concentrar la producci&#243;n de petr&#243;leo y la minor&#237;a chiita. Por eso Arabia Saudita fue particularmente activa a trav&#233;s de la diplomacia y las t&#225;cticas abiertas de contrarrevoluci&#243;n para lograr la derrota de la &#8220;primavera &#225;rabe&#8221; y mantener su hegemon&#237;a en el mundo sunita. Aplast&#243; con sus tanques las protestas en Bahrein, el m&#225;s pobre de los reinos del Golfo, y sostuvo a la monarqu&#237;a cliente de Al Jalifa. Aloj&#243; al depuesto dictador tunecino Ben Al&#237;. Envi&#243; sus tropas a Yemen. Patrocin&#243; diversas milicias reaccionarias en Siria y Libia. Y sobre todo, tuvo un rol fundamental para que triunfara el golpe de estado en Egipto que derrib&#243; al gobierno de Morsi de la Hermandad Musulmana en julio de 2013. No porque la HM encarnara el esp&#237;ritu de la &#8220;Plaza Tahrir&#8221; ni fuera, como crey&#243; un sector de la izquierda, &#8220;el ala derecha de la revoluci&#243;n&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb18&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Esta fue la definici&#243;n de Revolutionary Socialists, el grupo egipcio de la (&#8230;)&#034; id=&#034;nh18&#034;&gt;18&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Siempre fue una fuerza burguesa reaccionaria, aunque con una base popular sobre todo en sectores bajos de las capas medias urbanas. Una vez en el gobierno, el Partido Libertad y Justicia, expresi&#243;n pol&#237;tica de la HM, acord&#243; con las Fuerzas Armadas, reprimi&#243; huelgas y manifestaciones, e intent&#243; establecer una hegemon&#237;a islamista en el nuevo r&#233;gimen en gestaci&#243;n, una suerte de espejo del llamado &#8220;modelo turco&#8221;. Es decir, nada que ver con una revoluci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sin embargo, la perspectiva de que la HM pudiera estabilizarse en el gobierno planteaba objetivamente un peligroso cuestionamiento al represivo r&#233;gimen saud&#237;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La monarqu&#237;a saudita como fracci&#243;n dirigente de la burgues&#237;a de los estados del Consejo de Cooperaci&#243;n del Golfo&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb19&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;En la izquierda de tradici&#243;n marxista existen fundamentalmente dos visiones (&#8230;)&#034; id=&#034;nh19&#034;&gt;19&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, tiene un inter&#233;s material concreto en promover reg&#237;menes contrarrevolucionarios que permitan mantener a raya a las masas trabajadoras y populares del mundo &#225;rabe y musulm&#225;n. No hay que olvidar que las burgues&#237;as del Golfo explotan fundamentalmente mano de obra migrante (que compone entre el 70 y el 90 % del proletariado de los seis reinos del CCG) ultra precaria, sin ciudadan&#237;a y menos a&#250;n derechos sindicales o pol&#237;ticos. Este es el motor bien terrenal que lleva a Arabia Saudita a invertir miles de millones de d&#243;lares en la propagaci&#243;n de la reacci&#243;n bajo la forma del islamismo wahabista y el financiamiento de organizaciones pol&#237;tico-militares como en su momento fue Al Qaeda, Al Nusra e incluso el Estado Isl&#225;mico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La barbarie del EI, que tanto horroriza a los gobiernos imperialistas, es un calco de los m&#233;todos empleados por la monarqu&#237;a saudita, un aliado estrat&#233;gico de Estados Unidos. Aunque no se transmita por youtube, en Arabia Saudita rigen penas similares como mutilaciones, latigazos, decapitaciones y crucifixiones. Es un r&#233;gimen profundamente reaccionario que oprime a las mujeres, ejecuta a las personas homosexuales, proh&#237;be la organizaci&#243;n sindical y pol&#237;tica, y castiga cualquier expresi&#243;n de libertad vivida como una amenaza al conservadurismo social. En Ir&#225;n Khomeini aplic&#243; m&#233;todos similares para aplastar al ala izquierda de la revoluci&#243;n y a&#250;n hoy se considera un crimen ser homosexual, castigado incluso con la pena de muerte&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb20&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Sobre las distintas vertientes del islamismo radical, su rol en la (&#8230;)&#034; id=&#034;nh20&#034;&gt;20&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El fanatismo religioso tampoco es creaci&#243;n original del EI, ni siquiera una exclusividad del islam. La instrumentaci&#243;n pol&#237;tica de la religi&#243;n es un recurso eficiente en manos de las clases dominantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El EI, como antes otros grupos de las mismas caracter&#237;sticas, se inspira en el salafismo difundido por Arabia Saudita. Esta interpretaci&#243;n profundamente conservadora se transform&#243; en distintos momentos en organizaci&#243;n pol&#237;tica y militar al servicio de diversas causas reaccionarias: contra el nacionalismo &#225;rabe de las d&#233;cadas de 1950-60, contra la izquierdizaci&#243;n de amplios sectores del movimiento estudiantil y la juventud que sigui&#243; a la crisis de los nacionalismos en Egipto y otros pa&#237;ses en la d&#233;cada de 1970; como parte del consenso anticomunista en causa com&#250;n con Estados Unidos en la d&#233;cada de 1980 durante la guerra contra la ex URSS en Afganist&#225;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A diferencia de Hamas o Hezbollah, que a pesar de su car&#225;cter confesional expresan de manera distorsionada movimientos de liberaci&#243;n nacional, y responden a una base social (y electoral) el EI no tiene ninguna relaci&#243;n con causas progresivas del movimiento de masas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El ISIS, los partidos salafistas y las franquicias de Al Qaeda no jugaron ning&#250;n rol en las primeras etapas de los levantamientos de la &#8220;primavera &#225;rabe&#8221;, en el momento en que primaban los procesos de masas, las movilizaciones, ocupaciones de plazas, las tendencias a insurrecciones locales y las huelgas generales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por el contrario, su ascenso coincide con el momento de la derrota de estos ensayos revolucionarios o, como en Siria, con la transformaci&#243;n del levantamiento popular en una guerra civil reaccionaria. Y parte de su estrategia es presentarse como quienes pueden lidiar con el caos reinante, ofreciendo orden y seguridad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por &#250;ltimo, pero no menos importante, los m&#233;todos terroristas del EI y otros grupos similares, dirigidos a provocar la mayor cantidad de muertos entre la poblaci&#243;n civil&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb21&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;En un extenso manifiesto llamado Caballeros bajo el estandarte del Profeta, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh21&#034;&gt;21&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, tienen un car&#225;cter absolutamente contrarrevolucionario. Son el espejo de las guerras imperialistas &#8211;desde los bombardeos contra Dresde y las bombas at&#243;micas en Hiroshima y Nagasaki hasta los &#8220;da&#241;os colaterales&#8221; de las guerras en Irak, Afganist&#225;n y ahora Siria. Por esto mismo, est&#225; en las ant&#237;podas del terrorismo individual de movimientos populistas o anarquistas, al que el marxismo cl&#225;sico combat&#237;a pero partiendo del terreno com&#250;n de la lucha contra los opresores y sus estados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Algunos debates estrat&#233;gicos que dej&#243; la &#8220;primavera &#225;rabe&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Con todos sus l&#237;mites la &#8220;primavera &#225;rabe&#8221; fue el primer ensayo revolucionario de masas en el per&#237;odo abierto con la crisis capitalista de 2008. Por lo tanto, puso a prueba las teor&#237;as y programas de las corrientes de la izquierda internacional, en particular de la izquierda trotskista. En algunos pa&#237;ses como Egipto y T&#250;nez, los dos procesos m&#225;s avanzados de los levantamientos, tambi&#233;n la pr&#225;ctica pol&#237;tica y la estrategia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En l&#237;neas generales, la izquierda se dividi&#243; en tres campos: uno minoritario, fundamentalmente de tendencias populistas y (ex)estalinistas que consider&#243; que los levantamientos eran conspiraciones de occidente y asumi&#243; la defensa de dictadores como Kadafi y Assad con el argumento falso de que representaban la resistencia al imperialismo. Con esta misma l&#243;gica hoy en Siria est&#225;n en el &#8220;campo&#8221; de Rusia. Otro, que con argumentos democr&#225;ticos o humanitarios apoy&#243; los diversos campos &#8220;rebeldes&#8221;, los bloques policlasistas contra los dictadores y las intervenciones imperialistas. Por &#250;ltimo, los que partiendo de apoyar la lucha de las masas contra los reg&#237;menes dictatoriales, hemos sostenido, bas&#225;ndonos en la experiencia de lucha revolucionaria del siglo XX, que para triunfar era necesario articular las profundas demandas democr&#225;ticas y sociales en un programa transicional que condujera a la clase obrera y sus aliados a la lucha por el poder. Es decir, que partiendo de reivindicar las primeras victorias parciales como la ca&#237;da de Mubarak o Ben Al&#237;, sin una estrategia de revoluci&#243;n socialista, era imposible conquistar las demandas democr&#225;ticas y el proceso iba a ser derrotado &#8211;ya sea por la v&#237;a de la &#8220;reacci&#243;n democr&#225;tica&#8221; o por la contrarrevoluci&#243;n abierta, lo que en l&#237;neas generales fue el caso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aunque no es la intenci&#243;n aqu&#237; hacer un balance acabado de la &#8220;primavera &#225;rabe&#8221; s&#237; es necesario sintetizar las principales conclusiones.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sin dudas, los procesos revolucionarios de la &#8220;primavera &#225;rabe&#8221; tuvieron un fuerte motor democr&#225;tico, progresivo. Sin embargo, gran parte de la izquierda trotskista olvid&#243; las determinaciones de clase y adopt&#243; una posici&#243;n &#8220;campista&#8221;, ya sea desde una visi&#243;n humanitaria o reivindicando la l&#243;gica semi etapista de la &#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb22&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;La &#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221; como un nuevo tipo hist&#243;rico de revoluci&#243;n fue (&#8230;)&#034; id=&#034;nh22&#034;&gt;22&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Con distintos matices, esta fue la ubicaci&#243;n de la llamada Cuarta Internacional (ex Secretariado Unificado)&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb23&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;G. Achcar, un destacado intelectual de esta corriente, sostuvo que se (&#8230;)&#034; id=&#034;nh23&#034;&gt;23&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; y de la LIT-CI (y de los diversos grupos surgidos de la tradici&#243;n &#8220;morenista&#8221;) con consecuencias desastrosas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La LIT-CI reivindic&#243; como progresivo a cualquiera que le cupiera el mote de &#8220;rebelde&#8221; m&#225;s all&#225; de su car&#225;cter social, su programa pol&#237;tico y su estrategia. Siguiendo esta l&#243;gica, lleg&#243; a considerar incluso que fuerzas de la contrarrevoluci&#243;n pudieran actuar &#8220;objetivamente&#8221; como &#8220;instrumento de la revoluci&#243;n&#8221;. De esta manera, en Libia, sostuvo que la intervenci&#243;n de la OTAN que llev&#243; a la ca&#237;da de Kadafi era de hecho funcional a los intereses de las masas y habl&#243; de un &#8220;frente &#250;nico militar objetivo&#8221; entre las potencias imperialistas y el bando opositor, cuando en realidad la direcci&#243;n militar y pol&#237;tica &#8220;rebelde&#8221; estaba en un comando com&#250;n subordinada al mando de la OTAN.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Y en Egipto sencillamente confundi&#243; el golpe contrarrevolucionario del ej&#233;rcito en julio de 2013 con un triunfo de las masas. Para sostener esto la LIT cay&#243; en la incoherencia m&#225;s absoluta. Plante&#243; que como las movilizaciones que llevaron a la ca&#237;da de Morsi eran revolucionarias, y la ca&#237;da misma del gobierno (m&#225;s all&#225; de que haya sido por medio de un golpe de estado) un &#8220;triunfo colosal&#8221;, las movilizaciones de la base de la Hermandad Musulmana solo pod&#237;an ser contrarrevolucionarias. Por eso la LIT lleg&#243; a la paradoja de defender en el nombre de la &#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221; la brutal l&#237;nea represiva de la junta militar, incluso ped&#237;a que se le negara a la HM el derecho elemental a la organizaci&#243;n o la expresi&#243;n pol&#237;tica, con el argumento de que eran fascistas (&#191;m&#225;s que el ej&#233;rcito?) por su car&#225;cter religioso. Se adapt&#243; as&#237; al sentido com&#250;n de la clase media y los pol&#237;ticos burgueses liberales que apoyaron escandalosamente el golpe y la persecuci&#243;n contra la HM.&lt;br class='autobr' /&gt;
Como era l&#243;gico, el golpe de estado no llev&#243; a la &#8220;democracia&#8221; sino que restaur&#243; el r&#233;gimen dictatorial hegemonizado por las fuerzas armadas, aplastando con un terrorismo de estado incluso superior al de Mubarak lo que quedaba del proceso revolucionario.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En la guerra civil siria, esta posici&#243;n campista de gran parte de la izquierda contra la dictadura de Assad se expres&#243; en la b&#250;squeda de supuestos sectores laicos, &#8220;democr&#225;ticos&#8221; o progresistas del bando &#8220;rebelde&#8221;, en particular del Ej&#233;rcito Libre Sirio, y otras organizaciones opositoras proimperialistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No faltaron las analog&#237;as con la guerra civil espa&#241;ola para justificar esta pol&#237;tica que culminaba con la exigencia de &#8220;armas para los rebeldes&#8221;. Desde ya que no hay ning&#250;n problema de principios en exigir armamento incluso a potencias imperialistas, el principal problema en Siria sigue siendo el sujeto social y pol&#237;tico revolucionario: mientras que en la guerra civil espa&#241;ola en el bando republicano estaba la clase obrera, es decir, la perspectiva del triunfo de la revoluci&#243;n, en Siria ese no es el caso&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb24&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Para conocer en profundidad las posiciones de nuestra corriente (&#8230;)&#034; id=&#034;nh24&#034;&gt;24&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Desde que el levantamiento popular contra Assad fuera ahogado por un sistema de pinzas entre la represi&#243;n del r&#233;gimen y el estallido de una suerte de guerra civil por procuraci&#243;n, lo que parece primar es un enfrentamiento de bandos con objetivos reaccionarios de disputar cuotas de poder y zonas de influencia, con el patrocinio de diversas potencias que dirimen sus intereses. Una excepci&#243;n a esta din&#225;mica es la causa progresiva de la autodeterminaci&#243;n nacional del pueblo kurdo&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb25&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;En cuanto a las direcciones del movimiento nacional kurdo de Siria no est&#225; (&#8230;)&#034; id=&#034;nh25&#034;&gt;25&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta no es una discusi&#243;n sobre el pasado, sino que est&#225; planteada de forma actual por la lucha contra la guerra imperialista, contra la dictadura de Assad y la intervenci&#243;n de Rusia y contra la reacci&#243;n islamista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La tentaci&#243;n de adoptar una posici&#243;n &#8220;campista&#8221; en procesos complejos como la guerra civil siria, se expresa tambi&#233;n en la polarizaci&#243;n que atraviesa a la izquierda &#8211;principalmente europea&#8211; entre posiciones &#8220;populistas&#8221; que tienden a ver en el islamismo radical una expresi&#243;n distorsionada de resistencia, y posiciones &#8220;democratistas&#8221; que combaten el car&#225;cter reaccionario y religioso desde una &#243;ptica liberal. Un ejemplo del primer caso es el SWP brit&#225;nico que transform&#243; la t&#225;ctica progresiva de Stop the War en un frente pol&#237;tico (Respect), de hecho un frente popular con organizaciones islamistas burguesas que al poco tiempo termin&#243; estallando. Un ejemplo de la segunda posici&#243;n es la LIT y otras organizaciones que de hecho adoptaron la definici&#243;n de &#8220;islamo facismo&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La experiencia m&#225;s avanzada del movimiento obrero muestra otro camino. En la Rusia revolucionaria de 1917, los bolcheviques tuvieron que forjar una alianza con los pueblos musulmanes oprimidos por el imperio zarista, que compon&#237;an alrededor del 10 % de la poblaci&#243;n (16 millones de personas). Seg&#250;n el historiador E. Carr, el islam era una fuerza poderosa en esas regiones, casi excluyente, y los l&#237;deres de esas comunidades eran hostiles a los cambios sociales y culturales que planteaba la revoluci&#243;n. La respuesta de los bolcheviques estuvo guiada por la idea de reparar los cr&#237;menes del zarismo (y la Iglesia ortodoxa) contra estos pueblos y garantizar como nunca antes sus derechos nacionales, democr&#225;ticos e incluso religiosos, con la convicci&#243;n de ganarlos por la v&#237;a del convencimiento. En los primeros d&#237;as de la revoluci&#243;n, el gobierno sovi&#233;tico emiti&#243; un llamado &#8220;A todos los obreros musulmanes de Rusia y el Este&#8221; que dec&#237;a: &#8220;Musulmanes de Rusia [&#8230;] cuyas mezquitas y sitios de oraci&#243;n han sido destruidos, cuyas creencias y costumbres han sido pisoteados por los zares y los opresores de Rusia: vuestras creencias y pr&#225;cticas, vuestras instituciones nacionales y culturales son libres e inviolables para siempre. Sepan que vuestros derechos, como los de todos los pueblos de Rusia, est&#225;n bajo la protecci&#243;n poderosa de la revoluci&#243;n&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb26&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;EH Carr, Historia de la Rusia Sovi&#233;tica. La revoluci&#243;n bolchevique (&#8230;)&#034; id=&#034;nh26&#034;&gt;26&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Posteriormente, en 1920, la Internacional Comunista convoc&#243; al Congreso de los Pueblos de Oriente en Bak&#250;, un intento con pocos resultados pero intento al fin de establecer una alianza revolucionaria con los pueblos oprimidos y los procesos de liberaci&#243;n nacional que surg&#237;an del mundo &#225;rabe y musulm&#225;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ser&#237;a ingenuo pensar que esta orientaci&#243;n no tuvo contradicciones, pero mostr&#243; c&#243;mo la clase obrera puede ganarse como aliados a las masas populares oprimidas y que solo el poder obrero puede plantearse la resoluci&#243;n &#237;ntegra y efectiva de las demandas democr&#225;ticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoy no existe un estado obrero como la Uni&#243;n Sovi&#233;tica revolucionaria. Tampoco una organizaci&#243;n poderosa, un &#8220;estado mayor&#8221; del proletariado mundial como la Tercera Internacional. Sin embargo, la izquierda revolucionaria realmente existente tiene la gran responsabilidad de levantar desde el programa, la acci&#243;n y la organizaci&#243;n la unidad de los explotados y oprimidos. Este programa debe tener como puntos centrales la lucha contra el guerrerismo imperialista y su pol&#237;tica neocolonial contra los pueblos del Medio Oriente, la defensa de los inmigrantes, de los refugiados y las comunidades musulmanas en los pa&#237;ses imperialistas contra el racismo y la xenofobia, la delimitaci&#243;n tajante y la condena de los atentados terroristas del ISIS u otras organizaciones que recurran a este m&#233;todo reaccionario y la defensa de las luchas progresivas contra las dictaduras como la de Assad, las causas nacionales y democr&#225;ticas progresivas de los pueblos oprimidos, como el derecho a la autodeterminaci&#243;n nacional palestina y kurda desde la estrategia de la revoluci&#243;n social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;15 de diciembre de 2015&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;La denominaci&#243;n del Estado Isl&#225;mico se ha transformado tambi&#233;n en un campo de batalla cargado de sentidos. Al menos hay cuatro formas de llamarlo: Estado Isl&#225;mico, Estado Isl&#225;mico de Irak y el Levante (ISIL), Estado Isl&#225;mico de Irak y Siria (ISIS) o Daesh (en realidad Da'ish, acr&#243;nimo &#225;rabe de Al Dawla al-Islamyia fil Iraq wa'al Sham). Mientras que el gobierno de Obama prefer&#237;a llamarlo ISIS, ISIL o Estado Isl&#225;mico a secas para no concederle el car&#225;cter territorial del califato, el presidente franc&#233;s Hollande impuso el uso de Daesh como denominaci&#243;n oficial. Una de las explicaciones es que tiene una connotaci&#243;n negativa y que en su forma plural (Daw'aish) significa fan&#225;ticos.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Seg&#250;n un informe del grupo Soufan, un think tank dedicado a seguridad e inteligencia (&lt;a href=&#034;http://www.soufangroup.com&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.soufangroup.com&lt;/a&gt;), a fines de 2015 hab&#237;a entre 27.000 y 31.000 combatientes extranjeros en las filas del ISIS provenientes de 86 pa&#237;ses. Si bien el mayor aporte viene del mundo &#225;rabe (T&#250;nez, Arabia Saudita y Jordania) se calcula que hay unos 5.000 europeos combatiendo para el EI en Siria, de los cuales 1.800 son franceses. Un tercio de estos suele retornar a sus pa&#237;ses de origen.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Seg&#250;n el antrop&#243;logo norteamericano-franc&#233;s Scott Atran los j&#243;venes que se unen al ISIS no tienen como principal motivo la religi&#243;n, sino las condiciones de su vida real: la violencia en el caso de los j&#243;venes iraqu&#237;es, la posibilidad de tomar revancha de la humillaci&#243;n para los j&#243;venes franceses que no se sienten integrados a pesar de ser segunda o tercera generaci&#243;n. En un art&#237;culo se&#241;ala que de las entrevistas realizadas en las banlieues de Par&#237;s surge &#8220;una amplia tolerancia y apoyo al ISIS entre los j&#243;venes que quieren ser rebeldes con causa, que quieren, desde su punto de vista, defender a los oprimidos&#8221;. S. Atran, N. Hamid, &#8220;Paris: The war ISIS wants&#8221;, &lt;i&gt;New York Review of Books&lt;/i&gt;, 16 de noviembre de 2015.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;En un documento del Estado Isl&#225;mico, donde se establecen los principios generales de la administraci&#243;n del estado naciente, hay una referencia expl&#237;cita al trazado nacional pactado en los acuerdos de Sykes Picot como forma de dividir y enfrentar entre s&#237; a los sunitas. La disoluci&#243;n de estas entidades estatales artificiales es el fundamento para la restauraci&#243;n del califato. &#8220;Islamic State. Caliphate on the prophetic methodology&#8221;, publicado por &lt;i&gt;The Guardian&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;La importancia econ&#243;mica de Medio Oriente como fuente privilegiada de provisi&#243;n de petr&#243;leo para Estados Unidos ha disminuido considerablemente a partir de la explotaci&#243;n de shale oil. Las exportaciones de petr&#243;leo tradicional de la regi&#243;n se dirigen fundamentalmente a Asia. Sin embargo, es incorrecto hacer una interpretaci&#243;n en clave economicista, ya que a trav&#233;s de la OPEP el petr&#243;leo sigue teniendo un rol geopol&#237;tico clave. Y como es evidente, los conflictos pol&#237;ticos y militares del Medio Oriente permean a occidente.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Desde 1956 Siria mantuvo relaciones estrechas con la Uni&#243;n Sovi&#233;tica, reforzadas con el ascenso del partido Baaz al poder en 1963. Despu&#233;s de la disoluci&#243;n de la exURSS el clan Assad sigui&#243; viendo de inter&#233;s vital la relaci&#243;n con Rusia, que es uno de sus principales proveedores de armas. Para Rusia, la ruptura de relaciones con Egipto previo a la firma de los acuerdos de Camp David signific&#243; la p&#233;rdida de sus instalaciones militares en Alejandr&#237;a y otras ubicaciones estrat&#233;gicas. Por lo que el puerto de Tartus es la &#250;nica base naval rusa en el Mediterr&#225;neo.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb7&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh7&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 7&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;7&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Desde hace a&#241;os hay un debate entre un sector &#8220;declinacionista&#8221; que considera que la declinaci&#243;n norteamericana es casi inevitable por razones propias y ajenas (sobreextensi&#243;n imperialista, cambios estructurales de la geopol&#237;tica mundial, orden multipolar, etc.) y tiene la pol&#237;tica de administrarla, y otro que sigue reivindicando la &#8220;excepcionalidad&#8221; norteamericana y plantea un giro pol&#237;tico unilateral para darle nuevo impulso al liderazgo de la principal potencia mundial. La debilidad norteamericana en Medio Oriente es se&#241;alada por un amplio espectro del establishment de la pol&#237;tica exterior de Estados Unidos. Por ejemplo en un art&#237;culo aparecido en Wall Street Journal, H. Kissinger afirma que &#8220;La acci&#243;n militar unilateral de Rusia en Siria es el &#250;ltimo s&#237;ntoma de la desintegraci&#243;n del rol de Norteam&#233;rica en estabilizar el orden en el Medio Oriente surgido de la guerra &#225;rabe-israel&#237; de 1973.&#8221; (&lt;a href=&#034;http://www.wsj.com&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.wsj.com&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb8&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh8&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 8&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;8&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Perry Anderson hace un an&#225;lisis pormenorizado de la evoluci&#243;n de Rusia, su situaci&#243;n interna y su rol en la pol&#237;tica mundial. Se&#241;ala que el objetivo de Putin era incorporarse al orden occidental con la pretensi&#243;n de que le reconocieran la relaci&#243;n especial de Rusia con su &#8220;exterior pr&#243;ximo&#8221;, un cintur&#243;n protector de estados fronterizos, despu&#233;s de haber perdido a los estados b&#225;lticos, incorporados a la OTAN y de resignarse a la presencia de Estados Unidos en Asia Central. La pol&#237;tica hacia Ucrania y Georgia muestra que esto no era aceptable para Estados Unidos. Y que tambi&#233;n era una ilusi&#243;n la pretensi&#243;n de Putin de construir un capitalismo integrado al orden neoliberal occidental pero que a la vez fuera independiente. Ver &lt;i&gt;New Left Review&lt;/i&gt; julio-agosto de 2015 (&lt;a href=&#034;http://www.newleftreview.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.newleftreview.org&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb9&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh9&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 9&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;9&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Las reuniones de Viena dejaron sin resolver la principal cuesti&#243;n: si Assad se queda para iniciar las negociaciones, como quiere Rusia, o si renuncia como intenta imponer Estados Unidos (y Francia hasta los atentados de Par&#237;s). Al cierre de este art&#237;culo, Arabia Saudita, Estados Unidos y Turqu&#237;a hab&#237;an dado a conocer la creaci&#243;n de un nuevo bloque de opositores sirios con un fuerte sesgo religioso, del que quedaron excluidos los kurdos, adem&#225;s del Estado Isl&#225;mico y Al Nusra.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb10&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh10&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 10&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;10&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Para un an&#225;lisis detallado de este tema ver: J. Fromson, S. Simon, &#8220;ISIS: The Dubious Paradise of Apocalypse Now&#8221;, &lt;i&gt;Survival: Global Politics and Strategy&lt;/i&gt; Volume 57, Issue 3, 2015 (&lt;a href=&#034;http://www.tandfonline.com&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.tandfonline.com&lt;/a&gt;). Esta tesis parece encontrar cada vez m&#225;s elementos probatorios. Una nota del periodista C. Reuter muestra que H. Bakr, coronel del servicio de inteligencia de la defensa a&#233;rea de Hussein, abatido en un enfrentamiento con grupos rebeldes en un suburbio de Alepo, fue el autor del plan de la extensi&#243;n del Estado Isl&#225;mico a Siria y el arquitecto de la estructura administrativa y militar del EI, lo que pone en cuesti&#243;n el rol verdadero del actual l&#237;der del EI, Al Baghdadi. (Spiegel Online, 18/04/2015). Una definici&#243;n similar sugiere P. Cockburn en su libro &lt;i&gt;Isis. El retorno de la Yihad&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb11&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh11&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 11&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;11&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Documento disponible en &lt;a href=&#034;http://www.judicialwatch.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.judicialwatch.org&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb12&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh12&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 12&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;12&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Un relato pormenorizado de la ca&#237;da de Raqa a manos del ISIS se puede leer en: D. Remnick, &#8220;Telling the truth about ISIS and Raqqa&#8221;, &lt;i&gt;The New Yorker&lt;/i&gt;, 22/11/2015.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb13&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh13&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 13&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;13&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Algunos medios publican espor&#225;dicamente noticias de luchas de resistencia contra el EI tomadas de informaciones brindadas por organizaciones locales que circulan por redes sociales. Una de las acciones que m&#225;s trascendi&#243; fue el levantamiento de la tribu Sheitat en la provincia de Deir Ezzor, en el este de Siria, en agosto de 2014, que fue derrotado y termin&#243; con la ejecuci&#243;n de cientos de civiles por parte del EI. Se puede leer un informe sobre estas resistencias puntuales en &lt;a href=&#034;http://www.bellingcat.com&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.bellingcat.com&lt;/a&gt; del 19/01/2015.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb14&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh14&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 14&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;14&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;El investigador franc&#233;s G. Kepel explica que en el caso de Al Qaeda la t&#225;ctica del terrorismo y el martirio estaba relacionada con su escaso peso popular y se inscribe &#8220;en una filiaci&#243;n &#8216;golpista' que busca la conquista del poder por una peque&#241;a vanguardia que efect&#250;a un golpe de Estado y revoluciona despu&#233;s, desde arriba, el sistema y el orden social, lo contrario de una estrategia de movilizaci&#243;n revolucionaria de la poblaci&#243;n que implique la adhesi&#243;n de las masas y haga caer al odiado r&#233;gimen&#8221;. G. Kepel, &lt;i&gt;Fitna: guerra en el coraz&#243;n del islam&lt;/i&gt;, Paid&#243;s, Barcelona, 2004, p. 85.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb15&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh15&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 15&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;15&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;O. Roy, &lt;i&gt;Genealog&#237;a del islamismo&lt;/i&gt;, Ediciones Bellaterra, Barcelona, 1996.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb16&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh16&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 16&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;16&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Seg&#250;n la visi&#243;n de la historia que est&#225; en la base de la propaganda de grupos salafistas como Al Qaeda y el Estado Isl&#225;mico, hubo una &#8220;edad de oro del islam&#8221; que corresponde a la &#233;poca del Profeta Mahoma y a sus cuatro primeros sucesores (entre los a&#241;os 622 y 657). Luego de eso los dirigentes pol&#237;ticos han sido corrompidos y se negaron a aplicar la sharia. El camino para recuperar este momento es la jihad, es decir, la guerra interna en el mundo musulm&#225;n contra los gobernantes corruptos y la guerra externa contra &#8216;el mundo imp&#237;o' al que en &#250;ltima instancia se pretende convertir al islam. Sobre este tema, ver por ejemplo, G. Kepel, Fitna. &lt;i&gt;Guerra en el coraz&#243;n del islam&lt;/i&gt;, Paid&#243;s, Barcelona, 2004.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb17&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh17&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 17&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;17&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver A. Hanieh, &#8220;Brief History of ISIS&#8221;, Jacobin, 3 de diciembre de 2015.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb18&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh18&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 18&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;18&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Esta fue la definici&#243;n de Revolutionary Socialists, el grupo egipcio de la International Socialist Tendency, y su fundamento para llamar a votar por Morsi en el segundo turno de las elecciones de 2012 contra el candidato de Mubarak (pueden verse sus documentos p&#250;blicos en muftah.org). Esta caracterizaci&#243;n embellec&#237;a a la HM que solo intervino al final del levantamiento contra Mubarak para asegurarse su rol en la transici&#243;n en acuerdo con las Fuerzas Armadas, aunque desde ya hay una diferencia entre la HM, una organizaci&#243;n con base popular que encarnaba un proyecto de desv&#237;o con m&#237;nimas concesiones pol&#237;ticas, manteniendo la estructura neoliberal de la econom&#237;a, y la contrarrevoluci&#243;n abierta del golpe de Estado.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb19&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh19&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 19&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;19&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;En la izquierda de tradici&#243;n marxista existen fundamentalmente dos visiones sobre el car&#225;cter del capitalismo en los estados del Golfo y en Medio Oriente. G. Achcar sostiene la caracterizaci&#243;n tradicional de capitalismo &#8220;rentista&#8221; d&#233;bil por definici&#243;n, con altos niveles de empleo informal y desempleo. Este tipo de desarrollo capitalista condiciona las formas pol&#237;ticas y es la base material de la perpetuaci&#243;n de reg&#237;menes profundamente antidemocr&#225;ticos. La otra visi&#243;n es la que sostiene A. Hanieh quien define a los estados del Golfo como centros din&#225;micos de acumulaci&#243;n capitalista integrados al capital financiero internacional. Seg&#250;n Hanieh los estados del Concejo de Cooperaci&#243;n del Golfo (constituido a instancias de Estados Unidos en 1981) forman una clase burguesa com&#250;n con diversas fracciones, que se beneficia de la explotaci&#243;n del proletariado y semiproletariado del conjunto del mundo &#225;rabe y musulm&#225;n. Estas definiciones est&#225;n desarrolladas en su libro Capitalism and Class in the Gulf Arab States, Palgrave Macmillan, 2011. Tambi&#233;n en: Lineages of Revolt: Issues of Contemporary Capitalism in the Middle East, Haymarket Books, 2013.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb20&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh20&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 20&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;20&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Sobre las distintas vertientes del islamismo radical, su rol en la revoluci&#243;n iran&#237; y otros procesos de radicalizaci&#243;n, ver: C. Cinatti, &#8220;Islam pol&#237;tico, antiimperialismo y marxismo&#8221;, disponible en &lt;a href=&#034;http://www.ft-ci.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.ft-ci.org&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb21&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh21&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 21&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;21&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;En un extenso manifiesto llamado Caballeros bajo el estandarte del Profeta, escrito en el per&#237;odo entre 1997 y los atentados del 11S, el egipcio Ayman al Zawahiri teoriz&#243; la justificaci&#243;n de las acciones terroristas en pa&#237;ses occidentales. El razonamiento, a grandes rasgos, era que como las poblaciones eligen a sus representantes y pagan sus impuestos a gobiernos que matan musulmanes, comparten con ellos la responsabilidad por sus pol&#237;ticas y por lo tanto, son un &#8220;blanco&#8221; leg&#237;timo. De hecho, la matanza de civiles era una imagen invertida de los ataques de Estados Unidos e Israel. Tambi&#233;n ensayaba una repuesta al problema de que en esos atentados mor&#237;an musulmanes, recordando que no es aconsejable que los musulmanes vivan durante mucho tiempo en los territorios de los &#8220;infieles&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb22&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh22&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 22&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;22&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;La &#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221; como un nuevo tipo hist&#243;rico de revoluci&#243;n fue teorizada por Nahuel Moreno en el libro Argentina. Una revoluci&#243;n triunfante de 1983, y luego sistematizada como cr&#237;tica a la teor&#237;a de la revoluci&#243;n permanente de Trotsky en Revoluciones del siglo XX y Escuela de cuadros de 1984. Seg&#250;n Moreno el surgimiento del fascismo y de reg&#237;menes contrarrevolucionarios planteaban la necesidad de una revoluci&#243;n democr&#225;tica cuyo contenido era el de una revoluci&#243;n pol&#237;tica, es decir, una revoluci&#243;n que volteara al r&#233;gimen dictatorial pero sin cambiar el car&#225;cter de clase del estado e incluso llevando al poder a partidos burgueses, peque&#241;o burgueses o reformistas.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb23&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh23&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 23&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;23&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;G. Achcar, un destacado intelectual de esta corriente, sostuvo que se trataba de levantamientos democr&#225;ticos, no revolucionarios, y por lo tanto hab&#237;a que apoyarlos tal cual eran, con sus direcciones pol&#237;ticas. Es quien ha expuesto con m&#225;s claridad la l&#243;gica humanitaria: ante la represi&#243;n de los reg&#237;menes dictatoriales hab&#237;a que apoyar las medidas que evitaran la masacre (por ejemplo en Bengasi) y eso inclu&#237;a desde la intervenci&#243;n de la OTAN en Libia hasta el establecimiento de una zona de exclusi&#243;n a&#233;rea en Siria.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb24&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh24&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 24&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;24&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Para conocer en profundidad las posiciones de nuestra corriente internacional sobre la &#8220;primavera &#225;rabe&#8221; y las pol&#233;micas con otras corrientes de izquierda, ver por ejemplo: E. Molina, S. Ishibashi, &#8220;A un a&#241;o y medio de la &#8216;primavera &#225;rabe'&#8221;, Estrategia Internacional N&#186; 28 disponible en &lt;a href=&#034;http://www.ft-ci.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.ft-ci.org&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb25&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh25&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 25&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;25&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;En cuanto a las direcciones del movimiento nacional kurdo de Siria no est&#225; claro hasta qu&#233; punto mantienen la independencia pol&#237;tica con respecto al imperialismo. No nos estamos refiriendo aqu&#237; a los bombardeos de Estados Unidos contra posiciones del Estado Isl&#225;mico en Kobane, que por otra parte, llegaron despu&#233;s de meses de resistencia casi en soledad de las milicias del PYD. Esto era contradictorio pero incluso no es lo mismo que el compromiso pol&#237;tico, como el que tienen el Partido Democr&#225;tico del Kurdist&#225;n y la Uni&#243;n Patri&#243;tica del Kurdist&#225;n en Irak que se integraron al proyecto imperialista. No hay se&#241;ales claras que permitan afirmar que la direcci&#243;n pol&#237;tica del Kurdist&#225;n sirio ya ha tomado ese camino, pero s&#237; ciertos indicios de una colaboraci&#243;n m&#225;s estrecha como la integraci&#243;n de la milicia kurda a las Fuerzas Democr&#225;ticas de Siria, una alianza apoyada por Estados Unidos.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb26&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh26&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 26&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;26&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;EH Carr, Historia de la Rusia Sovi&#233;tica. La revoluci&#243;n bolchevique (1917-1923), Alianza Editorial, Madrid, 1973.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
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<item xml:lang="pt_br">
		<title>As elei&#231;&#245;es da Gr&#233;cia e o debate estrat&#233;gico na esquerda</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/As-eleicoes-da-Grecia-e-o-debate-estrategico-na-esquerda</link>
		<guid isPermaLink="true">https://estrategiainternacional.org/As-eleicoes-da-Grecia-e-o-debate-estrategico-na-esquerda</guid>
		<dc:date>2015-09-22T10:50:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Claudia Cinatti</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Grecia</dc:subject>
		<dc:subject>Balcanes</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;No dia 21 de setembro, Alex Tsipras voltou a assumir o cargo de primeiro-ministro, a frente de uma coaliz&#227;o entre o seu partido Syriza e os nacionalistas de direita de Anel. Em apenas dois meses, passou do triunfo massivo do voto N&#195;O, no referendo de julho, a uma &#8220;segunda oportunidade&#8221; a um governo que ascendeu pela esquerda e terminou aceitando o ajuste mais duro imposto pelos credores. Syriza representou o &#8220;mal menor&#8221; frente aos partidos tradicionais, Nova Democracia e Pasok, que s&#227;o considerados os autores da trag&#233;dia que vive o povo grego.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina &lt;/a&gt;, 
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&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Balcanes" rel="tag"&gt;Balcanes&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH84/arton9194-e0474.jpg?1696134342' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='84' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;No dia 21 de setembro, Alex Tsipras voltou a assumir o cargo de primeiro-ministro, a frente de uma coaliz&#227;o entre o seu partido Syriza e os nacionalistas de direita de Anel. Em apenas dois meses, passou do triunfo massivo do voto N&#195;O, no referendo de julho, a uma &#8220;segunda oportunidade&#8221; a um governo que ascendeu pela esquerda e terminou aceitando o ajuste mais duro imposto pelos credores. Syriza representou o &#8220;mal menor&#8221; frente aos partidos tradicionais, Nova Democracia e Pasok, que s&#227;o considerados os autores da trag&#233;dia que vive o povo grego.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A manobra de Tsipras de renunciar e chamar as elei&#231;&#245;es antecipadas foi arriscada, mas, ao menos em um curto prazo, rendeu seus frutos. Depois de assinar o terceiro memorando, o primeiro ministro havia perdido sua maioria parlamentar e estava a merc&#234; da oposi&#231;&#227;o para governar, o que colocava em quest&#227;o a estabilidade pol&#237;tica necess&#225;ria para levar a frente os ajustes. Esse problema parece estar superado. Com o triunfo nas elei&#231;&#245;es do domingo passado e a colabora&#231;&#227;o de seus velhos s&#243;cios de Anel, Tsipras conquistou uma ampla maioria parlamentar de 155 sobre 300 deputados. &#201; menor do que tinha em Janeiro, por&#233;m suficiente para governar. No marco da crise pol&#237;tica que acompanhava como a sombra ao corpo, o desenrolar da crise econ&#244;mica e que se levou ao bipartidarismo PASOK-Nova Democracia, isso parece ser um suspiro. Embora os quatro anos de governo est&#225;vel que promete Tsipras soem mais como fic&#231;&#227;o cient&#237;fica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na frente interna, as elei&#231;&#245;es deram uma faixa b&#244;nus: n&#227;o s&#243; se puxou para fora a ala de esquerda de seu partido, como tamb&#233;m conseguiu expuls&#225;-la do parlamento. Os 25 deputados dissidentes do Syriza, que se juntaram com outras for&#231;as de esquerda e formaram a Unidade Popular, n&#227;o superaram o limiar dos 3% e ca&#237;ram sem nenhuma bancada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar da fragmenta&#231;&#227;o, quase os 90% dos 300 deputados que formam o parlamento pertencem agora a partidos que votaram a aplica&#231;&#227;o dos planos de ajustes exigidos pelos credores da Gr&#233;cia ( a Uni&#227;o Europeia, o FMI e o Banco Central Europeu). Os que est&#227;o fora desse consenso &#8220;europe&#237;sta&#8221; pelo memorando s&#227;o pela esquerda o Partido Comunista Grego e pela direita os nazistas de Aurora Dourada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A esquerda radical centralizada em Antarsya-EEK (a qual o PTS chamou a apoiar, apesar de ter diferen&#231;as pol&#237;ticas) obteve uma vota&#231;&#227;o modesta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os l&#237;deres da Uni&#227;o Europeia saudaram com al&#237;vio o triunfo de Tsipras, embora tivessem preferido PASOK e ToPotami como s&#243;cios do Syriza no lugar de Anel, ou inclu&#237;do um governo de &#8220;unidade nacional&#8221; que continha a Nova Democracia. Protestaram para que ficasse clara a sua posi&#231;&#227;o. Talvez, nos pr&#243;ximos meses, ainda tenham chances de ver cumpridos seus desejos. N&#227;o houve tempo para as comemora&#231;&#245;es. Imediatamente, exigiram de Tsipras que se colocasse para trabalhar para cumprir os compromissos assumidos com o terceiro resgate, que n&#227;o s&#227;o poucos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes do fim do ano, o novo governo do Syriza dever&#225; alcan&#231;ar a aprova&#231;&#227;o parlamentar de 80% das medidas exigidas no terceiro memorando. Isso sup&#245;e estabelecer acordos com os credores sobre a reforma do setor banc&#225;rio para acessar os 25 bilh&#245;es de euros atribu&#237;dos para a recapitaliza&#231;&#227;o dos bancos vi&#225;veis. Para outubro, espera-se que consiga colocar em marcha algumas (contra)reformas para aumentar o IVA, cobrar imposto sobre produtores agr&#225;rios, baixar as pens&#245;es, cortar gastos p&#250;blicos, flexibilizar os contratos e limitar as negocia&#231;&#245;es coletivas, reduzir a planilha de empregados p&#250;blicos e avan&#231;ar com um programa agressivo de privatiza&#231;&#245;es supervisionado diretamente por uma inst&#226;ncia da Uni&#227;o Europeia que destinar&#225; os fundos ao repagamento da d&#237;vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tsipras parece haver se reservado objetivos modestos como renegociar alguns aspectos do memorando - no m&#237;nimo, conseguir esticar vencimentos da d&#237;vida e, no m&#225;ximo, conseguir sua quita&#231;&#227;o. Provavelmente, tentar&#225; apoiar-se na posi&#231;&#227;o do FMI, que j&#225; em julho havia se &lt;a href=&#034;http://www.theguardian.com/business/2015/jul/30/imf-will-refuse-join-greek-bailout-until-debt-relief-demands-met&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;pronunciado pela redu&#231;&#227;o da d&#237;vida a n&#237;veis sustent&#225;veis&lt;/a&gt;. No entanto, como j&#225; &lt;a href=&#034;http://www.theguardian.com/commentisfree/2015/sep/21/alexis-tsipras-greece-greek-leader-troika-yanis-varoufakis&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;reconheceu seu ex-ministro de Finan&#231;as, Y. Varoufakis&lt;/a&gt;, dificilmente conseguir&#225; arrancar alguma concess&#227;o da troika.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;T&#234;m raz&#227;o os que dizem que Tsipras conseguiu uma vit&#243;ria a alto custo, que se transformar&#225; em seu contr&#225;rio nem bem comece a aplicar o ajuste? Ou predominar&#225; a desmoraliza&#231;&#227;o e a resigna&#231;&#227;o no pr&#243;ximo per&#237;odo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso deve ser acompanhado. Depender&#225;, sobretudo, da luta de classes. E de surgir uma alternativa pol&#237;tica, uma esquerda oper&#225;ria e revolucion&#225;ria que defenda uma sa&#237;da para os explorados, tanto frente ao ajuste do governo como a cat&#225;strofe do &#034;Grexit&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As conclus&#245;es que tirarem os trabalhadores, os jovens e os explorados do desastre do &#034;reformismo de esquerda&#034; no poder provavelmente ter&#227;o consequ&#234;ncias a largo prazo n&#227;o apenas na Europa, como a n&#237;vel internacional. E se faz mais concreto do que nunca o debate estrat&#233;gico na esquerda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com sua capitula&#231;&#227;o ao ajuste, Tsipras se transformou em uma esp&#233;cie de Miterrand do s&#233;culo XXI. A diferen&#231;a &#233; que o l&#237;der do Partido Socialista Franc&#234;s demorou anos, desde que assumiu em 1981, para dar o giro neoliberal e transformar a socialdemocracia em &#034;social liberalismo&#034;, enquanto Tsipras percorreu esse caminho em um tempo recorde. Levou apenas alguns meses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pablo Iglesias no Estado espanhol segue o mesmo curso. N&#227;o &#233; a toa que Podemos mant&#233;m seu apoio a Tsipras e se prepara como uma &#034;esquerda de governo&#034;, disposta a pactuar com os partidos tradicionais como o PSOE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A esquerda do Syriza, logo chamada Unidade Popular, n&#227;o foi uma alternativa. &lt;a href=&#034;https://www.jacobinmag.com/2015/09/tsipras-syriza-austerity-september-20-election-anel/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;Segundo Panagiotis Sotiris&lt;/a&gt;, um de seus referentes, isso se deve a diferentes fatores. Assinala que n&#227;o souberam interpretar o verdadeiro sentido do voto No no referendo de Julho, como um voto de resist&#234;ncia mas resignado diante do ajuste. Que transferiram mecanicamente seu peso do parlamento ao eleitorado. Que n&#227;o apelaram aos que por bronca e desencanto n&#227;o foram votar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que foram vistos como mais uma variante do Syriza e n&#227;o como algo novo. Que n&#227;o se autocriticaram por terem participado como Plataforma de esquerda em todo o primeiro governo do Syriza. Que foram burocr&#225;ticos e sect&#225;rios. Seguramente, h&#225; algo de verdade nessa combina&#231;&#227;o. No entanto, essa autocr&#237;tica n&#227;o vai ao cora&#231;&#227;o do fracasso da Unidade Popular: que demonstrou ser impotente frente a crise, que n&#227;o tinha nenhum peso em setores significativos do movimento de massas para enfrentar a capitula&#231;&#227;o de Tsipras, que sua estrat&#233;gia era construir uma esquerda parlamentar e que seu programa de &#8220;capitalismo nacional&#8221;, centrado na sa&#237;da da zona do euro e o retorno ao dracma, n&#227;o oferecia nenhuma sa&#237;da progressiva para os trabalhadores e o conjunto dos explorados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A experi&#234;ncia grega confirma pela negativa que sem uma esquerda revolucion&#225;ria, constru&#237;da na luta de classes e n&#227;o no parlamentarismo burgu&#234;s, que seja capaz de colocar em movimento uma for&#231;a material de trabalhadores, jovens e setores oprimidos, &#233; imposs&#237;vel derrotar a ofensiva do capital e lutar para conquistar um verdadeiro governo oper&#225;rio.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Las elecciones en Grecia y el debate estrat&#233;gico en la izquierda</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/Las-elecciones-en-Grecia-y-el-debate-estrategico-en-la-izquierda</link>
		<guid isPermaLink="true">https://estrategiainternacional.org/Las-elecciones-en-Grecia-y-el-debate-estrategico-en-la-izquierda</guid>
		<dc:date>2015-09-22T05:47:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Claudia Cinatti</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Grecia</dc:subject>
		<dc:subject>Balcanes</dc:subject>
		<dc:subject>Grecia: &#034;Gobierno de izquierda&#034; o &#034;gobierno de los trabajadores&#034;</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El 21 de septiembre Alexis Tsipras volvi&#243; a asumir el cargo de primer ministro al frente de una coalici&#243;n entre su partido, Syriza y los nacionalistas de derecha de Anel. En solo dos meses se pas&#243; del triunfo masivo del voto NO en el refer&#233;ndum de julio a darle una &#8220;segunda oportunidad&#8221; a un gobierno que subi&#243; por izquierda y termin&#243; aceptando el ajuste m&#225;s duro impuesto por los acreedores. Syriza represent&#243; el &#8220;mal menor&#8221; frente a los partidos tradicionales, Nueva Democracia y Pasok, que son considerados los autores de la tragedia que vive el pueblo griego.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH84/arton9193-655ce.jpg?1696134342' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='84' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;El 21 de septiembre Alexis Tsipras volvi&#243; a asumir el cargo de primer ministro al frente de una coalici&#243;n entre su partido, Syriza y los nacionalistas de derecha de Anel. En solo dos meses se pas&#243; del triunfo masivo del voto NO en el refer&#233;ndum de julio a darle una &#8220;segunda oportunidad&#8221; a un gobierno que subi&#243; por izquierda y termin&#243; aceptando el ajuste m&#225;s duro impuesto por los acreedores. Syriza represent&#243; el &#8220;mal menor&#8221; frente a los partidos tradicionales, Nueva Democracia y Pasok, que son considerados los autores de la tragedia que vive el pueblo griego.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La maniobra de Tsipras de renunciar y llamar a elecciones anticipadas fue riesgosa pero, al menos en el corto plazo, rindi&#243; sus frutos. Tras la firma del tercer memor&#225;ndum, el primer ministro hab&#237;a perdido su mayor&#237;a parlamentaria y estaba a merced de la oposici&#243;n para gobernar, lo que pon&#237;a en cuesti&#243;n la estabilidad pol&#237;tica necesaria para llevar adelante los ajustes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ese problema parece estar superado. &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/Syriza-y-Anel-vuelven-al-gobierno-para-aplicar-el-tercer-memorandum&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;Con el triunfo en las elecciones del pasado domingo&lt;/a&gt; y la colaboraci&#243;n de sus viejos socios de Anel, Tsipras se asegur&#243; una ajustada mayor&#237;a parlamentaria de 155 sobre 300 diputados. Es menor a la que ten&#237;a en enero pero suficiente para gobernar. En el marco de la crisis pol&#237;tica que acompa&#241;a como la sombra al cuerpo el desarrollo de la crisis econ&#243;mica, y que se llev&#243; puesto al bipartidismo PASOK-Nueva Democracia, esto parece dar un respiro. Aunque los cuatro a&#241;os de gobierno estable que promete Tsipras suenan m&#225;s a ciencia ficci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el frente interno, las elecciones le dieron un bonus track: no solo se sac&#243; de encima al ala izquierda de su partido, sino que tambi&#233;n logr&#243; expulsarla del parlamento. Los 25 diputados disidentes de Syriza, que junto con otras fuerzas de izquierda conformaron Unidad Popular, no superaron el umbral del 3% y se quedaron sin ninguna banca.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pesar de la fragmentaci&#243;n, casi el 90% de los 300 diputados que conforman el parlamento pertenecen ahora a partidos que votaron la aplicaci&#243;n de los planes de ajuste exigidos por los acreedores de Grecia (la Uni&#243;n Europea, el FMI y el Banco Central Europeo). Los que quedan por fuera de este consenso &#8220;europe&#237;sta&#8221; pro memor&#225;ndum son por izquierda el Partido Comunista Griego y por derecha los nazis de Aurora Dorada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La izquierda radical nucleada en Antarsya-EEK (a la que el PTS &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/Grecia-contra-el-ajuste-de-Syriza-y-la-falsa-alternativa-de-la-Unidad-Popular-y-el-KKE&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;llam&#243; a apoyar a pesar de tener diferencias pol&#237;ticas) obtuvo una votaci&#243;n modesta&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los l&#237;deres de la Uni&#243;n Europea saludaron con alivio el triunfo de Tsipras, aunque hubieran preferido al PASOK y a To Potami como socios de Syriza en lugar de Anel, o incluso un gobierno de &#8220;unidad nacional&#8221; que incluya a Nueva Democracia. Protestaron lo justo para que quede claro su posici&#243;n. Quiz&#225;s, en los pr&#243;ximos meses, todav&#237;a tengan chances de ver cumplidos sus deseos. No hubo tiempo para los festejos. Inmediatamente le exigieron a Tsipras que se ponga a trabajar para cumplir los compromisos asumidos con el tercer rescate, que no son pocos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes de fin de a&#241;o, el nuevo gobierno de Syriza deber&#225; lograr la aprobaci&#243;n parlamentaria del 80% de las medidas exigidas en el tercer memor&#225;ndum. Esto supone acordar con los acreedores la reforma del sector bancario para acceder los 25.000 millones de euros asignados para la recapitalizaci&#243;n de los bancos viables. Para octubre se espera que logre poner en marcha algunas (contra) reformas para aumentar el IVA, gravar a productores agrarios, bajar las pensiones, recortar el gasto p&#250;blico, flexibilizar los contratos y limitar las negociaciones colectivas, reducir la plantilla de empleados p&#250;blicos y avanzar con un programa agresivo de privatizaciones supervisado directamente por una instancia de la Uni&#243;n Europea que destinar&#225; esos fondos al repago de la deuda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tsipras parece haberse reservado objetivos modestos como renegociar algunos aspectos del memor&#225;ndum, de m&#237;nima conseguir estirar vencimientos de deuda, de m&#225;xima lograr una quita de la deuda. Probablemente, intente apoyarse en la posici&#243;n del FMI que ya en julio se hab&#237;a &lt;a href=&#034;http://www.theguardian.com/business/2015/jul/30/imf-will-refuse-join-greek-bailout-until-debt-relief-demands-met&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;pronunciado por una reducci&#243;n de la deuda&lt;/a&gt; a niveles sustentables. Pero como ya reconoci&#243; &lt;a href=&#034;http://www.theguardian.com/commentisfree/2015/sep/21/alexis-tsipras-greece-greek-leader-troika-yanis-varoufakis&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;su exministro de Finanzas&lt;/a&gt;, Y. Varoufakis, dif&#237;cilmente pueda arrancarle alguna concesi&#243;n a la troika.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#191;Tienen raz&#243;n los que dicen que Tsipras consigui&#243; una victoria p&#237;rrica que se transformar&#225; en su contrario ni bien empiece a aplicar el ajuste? &#191;O primar&#225; la desmoralizaci&#243;n y la resignaci&#243;n en el pr&#243;ximo periodo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eso est&#225; por verse. Depender&#225; sobre todo de la lucha de clases. Y de que surja una alternativa pol&#237;tica, una izquierda obrera y revolucionaria que plantee una salida para los explotados, tanto frente al ajuste del gobierno como a la cat&#225;strofe del &#8220;Grexit&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las conclusiones que saquen los trabajadores, los j&#243;venes y los explotados de la debacle del &#8220;reformismo de izquierda&#8221; en el poder probablemente tengan consecuencias de largo plazo no solo en Europa sino a nivel internacional. Y hace m&#225;s concreto que nunca el debate estrat&#233;gico en la izquierda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Con su capitulaci&#243;n al ajuste, Tsipras se ha transformado en una especie de Miterrand del siglo XXI. La diferencia es que el l&#237;der del Partido Socialista Franc&#233;s tard&#243; dos a&#241;os desde que asumi&#243; en 1981 para dar el giro neoliberal y transformar a la socialdemocracia en &#8220;social liberalismo&#8221;, mientras que Tsipras recorri&#243; ese camino en un tiempo r&#233;cord. Solo le tom&#243; un par de meses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pablo Iglesias en el Estado espa&#241;ol sigue el mismo curso. No casualmente Podemos mantiene su apoyo a Tsipras y se prepara como una &#8220;izquierda de gobierno&#8221;, dispuesta a pactar con los partidos tradicionales como el PSOE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La izquierda de Syriza, luego llamada Unidad Popular, no fue ninguna alternativa. Seg&#250;n &lt;a href=&#034;https://www.jacobinmag.com/2015/09/tsipras-syriza-austerity-september-20-election-anel&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;Panagiotis Sotiris&lt;/a&gt;, uno de sus referentes, esto se debi&#243; a diferentes factores. Se&#241;ala que no supieron interpretar el verdadero sentido del voto No en el refer&#233;ndum de julio, como un voto de resistencia pero resignado ante el ajuste. Que trasladaron mec&#225;nicamente su peso en el parlamento hacia el electorado. Que no apelaron a los que por bronca y desencanto no fueron a votar. Que fueron vistos como una variante m&#225;s de Syriza y no como algo nuevo. Que no se autocriticaron de haber participado como Plataforma de Izquierda en todo el primer gobierno de Syriza. Que fueron burocr&#225;ticos y sectarios. Seguramente, haya algo de verdad en esta combinaci&#243;n. Sin embargo, esta autocr&#237;tica no va al coraz&#243;n del fracaso de Unidad Popular: que demostr&#243; ser impotente frente a la crisis, que no ten&#237;a ning&#250;n peso en sectores significativos del movimiento de masas para enfrentar la capitulaci&#243;n de Tsipras, que su estrategia era construir una izquierda parlamentaria, y que su programa de &#8220;capitalismo nacional&#8221;, centrado en la salida del euro y el retorno al dracma, no ofrec&#237;a ninguna salida progresiva para los trabajadores y el conjunto de los explotados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La experiencia griega confirma por la negativa que sin una izquierda revolucionaria, construida en la lucha de clases y no en el parlamentarismo burgu&#233;s, que sea capaz de poner en movimiento una fuerza material de trabajadores, j&#243;venes y sectores oprimidos es imposible derrotar la ofensiva del capital y luchar por conquistar un verdadero gobierno obrero.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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<item xml:lang="es">
		<title>Claves del acuerdo nuclear entre Estados Unidos e Ir&#225;n</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/Claves-del-acuerdo-nuclear-entre-Estados-Unidos-e-Iran</link>
		<guid isPermaLink="true">https://estrategiainternacional.org/Claves-del-acuerdo-nuclear-entre-Estados-Unidos-e-Iran</guid>
		<dc:date>2015-07-16T08:48:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Claudia Cinatti</dc:creator>


		<dc:subject>Medio Oriente</dc:subject>
		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Asia</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>
		<dc:subject>Ir&#225;n</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El restablecimiento de las relaciones diplom&#225;ticas entre Estados Unidos e Ir&#225;n, interrumpidas desde la revoluci&#243;n de 1979, est&#225; haciendo crujir la estructura geopol&#237;tica que domin&#243; el Medio Oriente por casi cuatro d&#233;cadas. Claves del acuerdo nuclear entre Estados Unidos e Ir&#225;n&lt;/p&gt;

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		</description>


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		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;br class='autobr' /&gt;
El restablecimiento de las relaciones diplom&#225;ticas entre Estados Unidos e Ir&#225;n, interrumpidas desde la revoluci&#243;n de 1979, est&#225; haciendo crujir la estructura geopol&#237;tica que domin&#243; el Medio Oriente por casi cuatro d&#233;cadas. Claves del acuerdo nuclear entre Estados Unidos e Ir&#225;n &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El 14 de julio, Estados Unidos al frente del llamado G5+1 (los cinco miembros permanentes del Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas m&#225;s Alemania) sell&#243; el acuerdo con Ir&#225;n para limitar su programa nuclear a cambio del levantamiento de las sanciones econ&#243;micas impuestas por las potencias occidentales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Luego de 20 d&#237;as de negociaciones febriles en Viena, Ir&#225;n y el G5+1, bajo direcci&#243;n norteamericana, firmaron el texto del acuerdo para limitar el desarrollo nuclear del pa&#237;s persa al menos durante 15 a&#241;os. A cambio, las potencias occidentales ir&#225;n levantando gradualmente las sanciones econ&#243;micas impuestas sobre Ir&#225;n.&lt;br class='autobr' /&gt;
El llamado Plan de Acci&#243;n Comprensivo Conjunto viene a coronar un prolongado proceso de casi dos a&#241;os de negociaciones interrumpidas, de plazos postergados y de diplomacia secreta norteamericana en varios frentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lo central del acuerdo establece que Ir&#225;n deber&#225; reducir la cantidad de centrifugadoras que le permiten enriquecer uranio -de las 19.000 actuales a 6.000-, no podr&#225; acumular m&#225;s de 300 kg de uranio enriquecido de los 10.000 que tiene ahora (que ser&#225;n exportados probablemente a Rusia) y estar&#225; sometido durante 15 a&#241;os a un r&#233;gimen de inspecciones de la Agencia Internacional de Energ&#237;a At&#243;mica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El acuerdo reci&#233;n entrar&#225; en vigencia una vez que el Consejo de Seguridad de la ONU transforme el texto en una resoluci&#243;n, es decir, le d&#233; jerarqu&#237;a de documento internacional, y que se cumpla la primera ronda de inspecciones. Es decir, que el levantamiento efectivo y gradual de las sanciones comenzar&#225; a regir a dentro de al menos cinco meses, aunque el r&#233;gimen iran&#237; diga otra cosa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por otra parte, sigue en vigencia por otros cinco a&#241;os el embargo de armas convencionales que pesa sobre Ir&#225;n, mientras que Estados Unidos contin&#250;a armando a Israel (en mayo el Congreso aprob&#243; una venta de armas por U$ 1.900 millones) y Arabia Saudita viene de gastar, solo en 2014, unos 80.000 millones en armamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ambas partes cantaron victoria, tomando la parte del compromiso que m&#225;s les conviene. Incluso el ministro de exteriores iran&#237;, Mohammad Javad Zarif, lo defini&#243; como una &#8220;win-win solution&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hasta el gobierno argentino, con objetivos mucho m&#225;s modestos, se entiende, se subi&#243; al carro del &#233;xito, tratando de relacionar el memor&#225;ndum de entendimiento firmado en 2013 con la Rep&#250;blica Isl&#225;mica de Ir&#225;n para el esclarecimiento del atentado de la AMIA, con este giro copernicano de la pol&#237;tica de Estados Unidos hacia Ir&#225;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Evaluando el resultado inmediato de las negociaciones, la mayor&#237;a de los analistas hace una primera divisi&#243;n entre ganadores y perdedores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;En el bando ganador est&#225;n:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Barack Obama:&lt;/strong&gt; la firma del acuerdo es quiz&#225;s, junto con la normalizaci&#243;n de las relaciones diplom&#225;ticas y econ&#243;micas con Cuba, el &#250;nico &#233;xito significativo en pol&#237;tica exterior de sus dos presidencias. &lt;br class='autobr' /&gt;
Desde el punto de vista dom&#233;stico, Obama busca demostrar a la oposici&#243;n republicana que no es un &#8220;pato rengo&#8221; y, como expres&#243; en una extensa entrevista concedida al diario &lt;a href=&#034;http://www.nytimes.com/2015/07/15/opinion/thomas-friedman-obama-makes-his-case-on-iran-nuclear-deal.html?action=click&amp;pgtype=Homepage&amp;module=opinion-c-col-left-region&amp;region=opinion-c-col-left-region&amp;WT.nav=opinion-c-col-left-region&amp;_r=3&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;The New York Time&lt;/a&gt;s, espera dejar como legado un cambio de dimensiones similares al acuerdo de Nixon con China o de Reagan con la Uni&#243;n Sovi&#233;tica. Esto, junto con la mejora de las condiciones econ&#243;micas, est&#225; haciendo que los dem&#243;cratas empiecen a ilusionarse con ganar las pr&#243;ximas elecciones.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ir&#225;n, &lt;/strong&gt; en particular el presidente Hassan Rouhani: Para la Rep&#250;blica Isl&#225;mica significa salir de la condici&#243;n de paria internacional a la que la conden&#243; el presidente Bush durante 13 a&#241;os, cuando lo incluy&#243; junto con Corea del Norte e Irak en su famoso &#8220;eje del mal&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El acuerdo le permite legitimar su programa nuclear, que continuar&#225; aunque con limitaciones. Las dos alas del r&#233;gimen &#8211;los reformistas en la presidencia y los sectores m&#225;s conservadores que dirigen el estado a trav&#233;s del l&#237;der supremo Al&#237; Khamenei y dominan el aparato militar y la econom&#237;a, est&#225;n capitalizando el resultado del acuerdo. Pueden arrogarse haber evitado la humillaci&#243;n nacional que hubiera significado una renuncia lisa y llana al programa nuclear. Este &#233;xito evita por el momento que se profundicen las fracturas internas del r&#233;gimen. &lt;br class='autobr' /&gt;
Desde el punto de vista econ&#243;mico, Ir&#225;n se librar&#225; de las sanciones impuestas por Estados Unidos y la Uni&#243;n Europea, que en los &#250;ltimos a&#241;os ahogaron al pa&#237;s, aumentando las disputas internas y el descontento popular. Estos elementos son suficientes para reforzar su rol de potencia regional frente a sus rivales tradicionales, principalmente Arabia Saudita, y darle nuevo aliento a sus aliados como Hezbollah.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rusia:&lt;/strong&gt; su ganancia es doble. Desde el punto de vista geopol&#237;tico, a pesar de estar en su peor enfrentamiento con occidente por el conflicto de Ucrania, Rusia ha recuperado juego en la pol&#237;tica internacional. Obama consider&#243; positivo no solo su rol en las negociaciones, sino tambi&#233;n su disposici&#243;n a buscar una salida negociada a la crisis en Siria. Adem&#225;s, Putin espera retomar la venta de armas a Ir&#225;n, seg&#250;n se vayan levantando las sanciones, sino que ser&#225; el destinatario del uranio enriquecido que Ir&#225;n no podr&#225; almacenar en su territorio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;En el bando perdedor est&#225;n:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Arabia Saudita:&lt;/strong&gt; La monarqu&#237;a saudita teme que la normalizaci&#243;n de las relaciones entre Estados Unidos e Ir&#225;n ponga en riesgo el rol prioritario que hasta ahora ha jugado para la preservaci&#243;n de los intereses norteamericanos en la regi&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hist&#243;ricamente, Ir&#225;n ha sido el principal rival de la monarqu&#237;a saudita. Esta rivalidad se profundiz&#243; luego de la revoluci&#243;n de 1979, cuya onda expansiva se hizo sentir en el mundo musulm&#225;n. El fortalecimiento regional de Ir&#225;n como efecto colateral de la invasi&#243;n norteamericana en Irak y el derrocamiento de Saddam Hussein, y la reactivaci&#243;n del enfrentamiento entre chiitas y sunitas, agudiz&#243; las disputas con Arabia Saudita, al punto de que varios analistas hablan de una guerra fr&#237;a entre Ir&#225;n y Arabia Saudita que alimenta las guerras civiles desde Siria e Irak hasta Yemen.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El potencial de producci&#243;n de petr&#243;leo y gas de Ir&#225;n, que se desarrollar&#225; como subproducto del levantamiento de las sanciones, le dar&#225; la dimensi&#243;n econ&#243;mica a este conflicto geopol&#237;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Israel: &lt;/strong&gt; Las relaciones entre Obama y el primer ministro israel&#237;, el ultraderechista Benjamin Netanyahu, est&#225;n seriamente deterioradas, al punto de que Netanyahu act&#250;a abiertamente junto con la oposici&#243;n republicana en el Congreso contra el acuerdo con Ir&#225;n. Las dos prioridades del primer ministro israel&#237; son evitar que surja un estado palestino y que Ir&#225;n se fortalezca como actor de peso regional, menos a&#250;n que puede adquirir armamento nuclear, algo que es considerado una amenaza directa a la seguridad del estado de Israel. Junto con los halcones del partido republicano presion&#243; sin &#233;xito para que Estados Unidos adopte una pol&#237;tica dura contra Ir&#225;n, que iba desde hacer m&#225;s estricto el r&#233;gimen de sanciones hasta alg&#250;n tipo de intervenci&#243;n militar. Por eso calific&#243; al acuerdo de &#8220;un error hist&#243;rico&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esto no quiere decir de ninguna manera que est&#233; en cuesti&#243;n la alianza estrat&#233;gica entre Estados Unidos e Israel, pero s&#237; que la relaci&#243;n ser&#225; tensa hasta el fin del mandato de Obama, lo que podr&#237;a llevar a alg&#250;n cambio t&#225;ctico en la pol&#237;tica hist&#243;rica hacia Israel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El Congreso norteamericano:&lt;/strong&gt; tiene 60 d&#237;as para discutir el acuerdo. Es altamente probable que la mayor&#237;a republicana en ambas c&#225;maras vote en contra. Sin embargo, Obama ya anunci&#243; que vetar&#225; cualquier resoluci&#243;n del Congreso que ponga en riesgo el acuerdo alcanzado con Ir&#225;n. En ese caso, los republicanos necesitar&#237;an una mayor&#237;a de dos tercios para derogar el veto presidencial, algo que est&#225; fuera de su alcance. Por lo tanto, aunque usar&#225;n el debate en el Congreso como otro argumento para la campa&#241;a electoral, y mantendr&#225;n vigente la ley de sanciones (que, al igual que el embargo contra Cuba, solo se puede derogar por una ley del Congreso), pero no podr&#225;n revertir el curso tomado por la presidencia, al menos hasta el final del mandato de Obama.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pero una cosa es la foto del acuerdo y otra la pel&#237;cula.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El giro pragm&#225;tico de Obama tiene como objetivo lograr la cooperaci&#243;n del r&#233;gimen iran&#237; para desescalar conflictos regionales que vienen consumiendo los recursos norteamericanos desde hace m&#225;s de una d&#233;cada: las guerras civiles en Siria e Irak, resolver la ocupaci&#243;n de Afganist&#225;n y derrotar al Estado Isl&#225;mico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Despu&#233;s de la derrota de la estrategia militarista y unilateral de Bush y los &#8220;neocon&#8221; Obama parece estar volviendo al tradicional sistema de equilibrio mutuo entre las diversas potencias del Medio Oriente, que le permita a Estados Unidos reorientar sus recursos diplom&#225;ticos y militares hacia la regi&#243;n del Asia Pac&#237;fico. &lt;br class='autobr' /&gt;
Pero m&#225;s all&#225; de las declaraciones, la situaci&#243;n tambi&#233;n dej&#243; al descubierto los l&#237;mites del poder&#237;o norteamericano. Estados Unidos no pudo controlar a sus aliados tradicionales, principalmente Arabia Saudita e Israel, que persiguen sus intereses a trav&#233;s de alianzas cambiantes y no siempre funcionales a la pol&#237;tica norteamericana. Esto abona conflictos y enfrentamientos en el marco de una regi&#243;n a&#250;n sumida en la inestabilidad y el caos, con estados al punto de la disgregaci&#243;n y una guerra civil al interior del islam que est&#225; lejos de haberse agotado. Por eso, la dimensi&#243;n verdaderamente hist&#243;rica del acuerdo a&#250;n est&#225; por verse.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Capitulation de Tsipras. La fin d'une illusion</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/Capitulation-de-Tsipras-La-fin-d-une-illusion</link>
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		<dc:date>2015-07-15T20:02:00Z</dc:date>
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		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>Claudia Cinatti</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Parti des Travailleurs Socialistes) d'Argentine </dc:subject>
		<dc:subject>Grecia</dc:subject>
		<dc:subject>Balcanes</dc:subject>
		<dc:subject>Grecia : &#034;Gobierno de izquierda&#034; o &#034;gobierno de los trabajadores&#034;</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Malgr&#233; la victoire &#233;crasante du &#171; Non &#187; &#224; l'aust&#233;rit&#233; lors du r&#233;f&#233;rendum du 5 juillet, le Premier ministre grec, Alexis Tsipras, a capitul&#233; face aux exigences de la Troika. Il a fini par c&#233;der au chantage et par accepter un plan d'aust&#233;rit&#233; tr&#232;s dur en &#233;change d'un nouveau &#171; sauvetage &#187; de la Gr&#232;ce. Les prochains jours seront un test pour savoir si Syriza r&#233;ussira &#227; passer ce cap, indemne, et &#227; survivre &#224; la trahison du mandat populaire. Pour ce qui est, en revanche, de l'exp&#233;rience d'un gouvernement &#171; anti-aust&#233;rit&#233; &#187;, l'illusion touche &#227; sa fin.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH89/arton9144-788af.jpg?1696134342' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='89' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Malgr&#233; la victoire &#233;crasante du &#171; Non &#187; &#224; l'aust&#233;rit&#233; lors du r&#233;f&#233;rendum du 5 juillet, le Premier ministre grec, Alexis Tsipras, a capitul&#233; face aux exigences de la Troika. Il a fini par c&#233;der au chantage et par accepter un plan d'aust&#233;rit&#233; tr&#232;s dur en &#233;change d'un nouveau &#171; sauvetage &#187; de la Gr&#232;ce. Les prochains jours seront un test pour savoir si Syriza r&#233;ussira &#227; passer ce cap, indemne, et &#227; survivre &#224; la trahison du mandat populaire. Pour ce qui est, en revanche, de l'exp&#233;rience d'un gouvernement &#171; anti-aust&#233;rit&#233; &#187;, l'illusion touche &#227; sa fin.&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L'illusion n'a pas dur&#233; plus de cinq mois, en effet. Syriza est arriv&#233;e au gouvernement fin janvier en faisant la promesse d'en finir avec les deux M&#233;morandums, c'est-&#224;-dire les plans d'aust&#233;rit&#233; sign&#233;s par les pr&#233;c&#233;dents gouvernements du PASOK et de la Nouvelle D&#233;mocratie avec les cr&#233;anciers repr&#233;sent&#233;s par la Tro&#239;ka, sous la houlette de l'imp&#233;rialisme allemand. L'application de ces plans d'aust&#233;rit&#233; pendant les cinq derni&#232;res ann&#233;es a plong&#233; le peuple grec dans la mis&#232;re, avec un ch&#244;mage de 27% (qui va jusqu'&#224; 60% dans la jeunesse) afin de payer une dette qui correspond &#227; 180% du PIB et d'&#233;viter une crise bancaire et une crise de l'euro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais loin de ces promesses formul&#233;es par un &#171; gouvernement anti-aust&#233;rit&#233; &#187; (et non pas d'un &#171; gouvernement de gauche &#187; puisque, d&#232;s le d&#233;but, Syriza s'est alli&#233; avec la droite nationaliste des Grecs Ind&#233;pendants d'Anel), le gouvernement Syriza est devenu le &#171; gouvernement du troisi&#232;me m&#233;morandum &#187;. Apr&#232;s la confiance dans la volont&#233; &#227; n&#233;gocier de la Tro&#239;ka, c'est le fatalisme qui prime : l'aust&#233;rit&#233; serait n&#233;cessaire pour &#233;viter le &#171; Grexit &#187;, une sortie du pays de la zone euro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cette semaine Tsipras va essayer d'obtenir la validation parlementaire d'un plan d'aust&#233;rit&#233; encore plus dur que celui qu'il avait refus&#233; fin juin. Sans exag&#233;ration, ce nouveau plan ferait de la Gr&#232;ce une sorte de protectorat sous tutelle du capital financier europ&#233;en et de l'imp&#233;rialisme allemand. Il suffit de regarder la d&#233;claration prononc&#233;e par l'Eurogroupe le 12 juillet pour comprendre la dimension coloniale de ce nouvel &#171; accord &#187;. Non seulement toute une s&#233;rie de mesures draconiennes qui vont faire couler encore plus l'&#233;conomie sont exig&#233;es, mais le Parlement grec se voit &#233;galement impos&#233; son agenda. Parmi les mesures qu'aurait &#227; prendre le gouvernement (un gouvernement Syriza-Anel, s'il tient, ou un autre cabinet, &#233;ventuellement &#171; d'union nationale &#187; ou remani&#233;), il y a, notamment, l'augmentation de la TVA &#227; 23% pour la majorit&#233; des biens de consommation, la r&#233;duction des pensions, le passage de 62 &#227; 67 ans pour l'&#226;ge de d&#233;part &#224; la retraite, la limitation des conventions collectives et du droit de gr&#232;ve, de nouvelles lois pour simplifier les licenciements, la r&#233;duction d'effectifs dans la fonction publique et un programme de privatisations avec la nouveaut&#233; que les actifs &#227; privatiser seraient transf&#233;r&#233;s vers un fonds sous tutelle des institutions europ&#233;ennes. De ce fonds de 50 milliards d'euros, 50% seraient utilis&#233;s pour la r&#233;capitalisation des banques, 25 % pour payer la dette, et 25% restant pour des investissements. Ce n'est pas par hasard si ce nouveau m&#233;morandum est d&#233;j&#224; compar&#233; dans la presse internationale au Trait&#233; de Versailles qui a &#233;t&#233; impos&#233; par les puissances victorieuses &#224; l'Allemagne apr&#232;s la Premi&#232;re guerre Mondiale. N&#233;anmoins, ce serait aujourd'hui l'humiliation d'une nation en temps de paix, et non pas apr&#232;s un conflit militaire mondial de quatre ans.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De cette fa&#231;on, la Tro&#239;ka cherche &#227; faire passer la Gr&#232;ce de &#171; laboratoire des gauches &#187; &#227; &#171; laboratoire des politiques d'ajustement &#187; pour que cela serve de le&#231;on &#227; toute l'Europe, et plus particuli&#232;rement pour les travailleurs et les jeunes de l'Etat espagnol qui pourraient faire le choix d'ass&#233;ner un grand coup aux partis traditionnels en portant Podemos au pouvoir &#227; Madrid lors des prochaines &#233;lections. C'est en ce sens que la courte exp&#233;rience du gouvernement Syriza est centrale, non seulement pour la Gr&#232;ce mais &#233;galement pour l'ensemble de la gauche radicale et des travailleurs, &#227; &#233;chelle europ&#233;enne.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Syriza n'est pas arriv&#233; au pouvoir dans le sillage de la pouss&#233;e des mobilisations, comme cela aurait pu &#234;tre le cas en 2012, mais lorsque la perspective de battre en br&#232;che l'aust&#233;rit&#233; dans la rue s'&#233;tait &#233;loign&#233;e, &#224; la suite d'une trentaine de gr&#232;ves g&#233;n&#233;rales dirig&#233;es par la bureaucratie de syndicats li&#233;e aux partis traditionnels, des gr&#232;ves qui s'&#233;taient av&#233;r&#233;s insuffisantes pour faire reculer les classes dominantes et l'UE. C'est en ce sens qu'au cours des premiers mois de gouvernement, les attentes se sont transf&#233;r&#233;es de la rue au Parlement et aux instances de n&#233;gociation.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cette situation de passivit&#233; relative est arriv&#233;e &#227; son terme. 62% de l'&#233;lectorat a dit &#171; non &#187; &#224; l'aust&#233;rit&#233;, un vote qui a &#233;t&#233; massivement ouvrier et jeune. La man&#339;uvre de Tsipras a consist&#233; &#227; transformer ce rejet profond du chantage imp&#233;rialiste en un blanc-seing pour l&#233;gitimer sa capitulation.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L'aile majoritaire de Syriza soutient maintenant l'id&#233;e selon laquelle la voie pour sortir de l'aust&#233;rit&#233; consisterait &#227; &#171; n&#233;gocier avec les cr&#233;anciers &#187;, en faisant appel &#227; un caract&#232;re soi-disant &#171; solidaire &#187; et &#171; d&#233;mocratique &#187; de l'UE. Ce qui ressort de &#171; l'accord &#187; de ce weekend, n&#233;anmoins, c'est que l'UE est un bloc imp&#233;rialiste fa&#231;onn&#233; par les int&#233;r&#234;ts du capital allemand.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La gauche de Syriza, la Plateforme de Gauche, s'est r&#233;v&#233;l&#233;e impuissante &#227; pr&#233;senter une alternative, alimentant, &#224; l'inverse, des illusions vis-&#224;-vis du gouvernement. La gauche du parti n'a donc m&#234;me pas d&#233;fendu une position unifi&#233;e au parlement face au plan n&#233;goci&#233; &#227; Bruxelles, ce weekend. De la trentaine de parlementaires r&#233;pondant &#224; la gauche du parti, seules deux d&#233;put&#233;es ont vot&#233; contre le plan, les autres se sont abstenus, se sont absent&#233;s ou ont vot&#233; &#171; pour &#187; de fa&#231;on &#227; &#233;viter que le gouvernement ne tombe, tout en signant une d&#233;claration de rejet de l'aust&#233;rit&#233;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Les partisans du &#171; Plan B &#187;, au sein de Syriza, &#227; savoir ceux qui soutiennent la n&#233;cessit&#233; d'une sortie de la zone euro, &#224; l'instar de Costas Lapavitsas, ne d&#233;fendent pas non plus la perspective d'une rupture avec l'UE mais une solution n&#233;goci&#233;e avec les institutions cr&#233;anci&#232;res.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Il n'est pas exclu que cet &#233;chec de Syriza n'alimente la d&#233;moralisation et que, dans ce cadre, des courants r&#233;actionnaires ne se renforcent, sur la base d'un discours d&#233;magogue et nationaliste, comme dans le cas d'Aube Dor&#233;e.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Il existe, cependant, une solution pour &#233;viter que la d&#233;faite de la strat&#233;gie r&#233;formiste de Syriza ne se transforme en une d&#233;faite pour l'ensemble du monde du travail et des classes populaires en Gr&#232;ce et en Europe. Il faut, pour cela, transformer le &#171; non &#187; &#224; l'ajustement en une force mat&#233;rielle, sociale et politique, de fa&#231;on &#227; battre en br&#232;che, dans la rue, la Tro&#239;ka et ceux qui d&#233;fendent ses int&#233;r&#234;ts. L'appel &#224; la gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale d'ADEDY, le syndicat des travailleurs du public, pour le jour o&#249; les premi&#232;res mesures devraient &#234;tre ratifi&#233;es, pourrait repr&#233;senter une premi&#232;re &#233;tape.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La principale le&#231;on politique de l'exp&#233;rience grecque est que les partis larges qui ont pu se pr&#233;senter comme des alternatives &#224; la gauche r&#233;volutionnaire classique se sont av&#233;r&#233;s incapables de prendre la moindre mesure populaire et de r&#233;sistance &#224; l'imp&#233;rialisme. Au moment o&#249; il aurait fallu combattre, ils ont accept&#233; les diktats de Merkel et de l'UE. Aucun appel &#224; la solidarit&#233; au niveau europ&#233;en n'a &#233;t&#233; lanc&#233;. Si des millions de personnes ont pu se mobiliser contre la guerre imp&#233;rialiste en Irak, en 2003, pourquoi n'auraient-ils pas pu le faire en solidarit&#233; avec le peuple grec, contre le chantage des imp&#233;rialistes europ&#233;ens ? Syriza n'est pas le seul responsable. Podemos, dans l'Etat espagnol, a pu mobiliser des dizaines de milliers de personnes mais n'a rien organis&#233;, outre des rassemblements symboliques, et ce alors que le gouvernement de Mariano Rajoy fait partie de l'aile dure &#171; anti-Ath&#232;nes &#187;. Si les partis de gauche radicale, auxquels il faudrait rajouter Die Linke, en Allemagne, avaient d&#233;fendu une telle perspective, alors les travailleurs grecs ne se seraient pas sentis aussi seuls, face &#224; la puissance de la Tro&#239;ka. &lt;br class='autobr' /&gt;
Il est n&#233;cessaire, en ce sens, que l'aile gauche de Syriza, o&#249; interviennent des courants trotskystes, rompent avec le gouvernement et prennent la rue en appelant le monde du travail, la jeunesse et les classes populaires &#227; contrer ce pacte de colonisation. Aucune avanc&#233;e politique ne pourra se faire sans un bilan d'une orientation et d'une strat&#233;gie qui ont men&#233; les masses grecques dans la trag&#233;die qu'elles connaissent, actuellement.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Il n'y aura pas de solutions interm&#233;diaires. La crise sera pay&#233;e, soit par les travailleurs et les classes populaires, soit par les capitalistes. La seule fa&#231;on de sortir du m&#233;canisme du chantage et de l'imposition des plans d'aust&#233;rit&#233; ou subir les cons&#233;quences catastrophiques de ce que serait une sortie de la zone euro dans un cadre capitaliste ne peut que passer par des mesures &#233;l&#233;mentaires, &#227; commencer par le non-paiement de la dette ext&#233;rieure, la nationalisation des banques et des principales ressources &#233;conomiques du pays, sous contr&#244;le des travailleurs, et ce dans la perspective d'un gouvernement ouvrier et populaire et de la lutte pour l'unit&#233; socialiste de l'Europe.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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