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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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<item xml:lang="pt_br">
		<title>Uma sa&#237;da a esquerda para a crise pol&#237;tica</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/Uma-saida-a-esquerda-para-a-crise-politica</link>
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		<dc:date>2015-08-19T14:08:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Thiago Flam&#233;</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> MRT (Movimento Revolucion&#225;rio de Trabalhadores) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;As manifesta&#231;&#245;es de junho de 2013 trouxeram a tona uma enorme crise de representatividade que j&#225; estava latente na sociedade brasileira desde o esc&#226;ndalo do mensal&#224;o em 2005. Os representados j&#225; n&#227;o se identificam com os representantes. At&#233; as manifesta&#231;&#245;es, e at&#233; o in&#237;cio do segundo mandato de Dilma, essa crise de representatividade era compensada pela grande popularidade do governo federal, que capitalizava politicamente o per&#237;odo de crescimento econ&#244;mico.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH100/arton9165-a791e.jpg?1694417691' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='100' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;As manifesta&#231;&#245;es de junho de 2013 trouxeram a tona uma enorme crise de representatividade que j&#225; estava latente na sociedade brasileira desde o esc&#226;ndalo do mensal&#224;o em 2005. Os representados j&#225; n&#227;o se identificam com os representantes. At&#233; as manifesta&#231;&#245;es, e at&#233; o in&#237;cio do segundo mandato de Dilma, essa crise de representatividade era compensada pela grande popularidade do governo federal, que capitalizava politicamente o per&#237;odo de crescimento econ&#244;mico.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, com Dilma aplicando o ajuste que poucos meses atr&#225;s dizia que n&#227;o aplicaria, com os esc&#226;ndalos de corrup&#231;&#227;o cada vez maiores, a popularidade do governo est&#225; em seus n&#237;veis mais baixos e a crise de representatividade nos seus patamares mais elevados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PSDB e a oposi&#231;&#227;o tentam se aproveitar da situa&#231;&#227;o para avan&#231;ar em posi&#231;&#245;es mais s&#243;lidas e se colocar como alternativa ao petismo. Por&#233;m esbarram em enormes obst&#225;culos. De um lado, n&#227;o podem ir at&#233; o final com a bandeira da destitui&#231;&#227;o de Dilma. N&#227;o podem por que mesmo os grandes empres&#225;rios que apoiam esse setor n&#227;o querem medidas que agravem a crise pol&#237;tica e prejudiquem a aplica&#231;&#227;o dos ajustes. N&#227;o conseguem tamb&#233;m se colocar como alternativa, por que mesmo nas marchas contra Dilma, &#233; muito forte a desconfian&#231;a em rela&#231;&#227;o a todos os pol&#237;ticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De ambos os lados, governo petista ou a direita, ningu&#233;m questiona esse sistema pol&#237;tico podre. Para mudar a situa&#231;&#227;o a favor dos trabalhadores e do povo, n&#227;o basta trocar de presidente ou realizar pequenas mudan&#231;as. &#201; preciso sa&#237;das de fundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A reforma pol&#237;tica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; neste marco de desprestigio das institui&#231;&#245;es e crise de representatividade, que o Congresso Nacional est&#225; discutindo pontos da reforma pol&#237;tica. Est&#225; demonstrando, por&#233;m, que &#233; incapaz de qualquer medida que signifique abrir m&#227;o de alguns dos privil&#233;gios dos deputados ou que permita alguma democratiza&#231;&#227;o efetiva do regime pol&#237;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; incapaz, sequer, de uma reforma pol&#237;tica cosm&#233;tica, mas que fosse capaz de conferir mais legitimidade ao sistema pol&#237;tico. A discuss&#227;o em andamento aponta para o fortalecimento do papel das doa&#231;&#245;es privadas para campanhas e em regras proscritivas contra os partidos de esquerda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A reforma pol&#237;tica que o PT defende tamb&#233;m n&#227;o mudaria nada de fundamental. Seu objetivo seria mudar algumas regras do jogo, para que o sistema pol&#237;tico pudesse sair da crise de representatividade em que se encontra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O fora Cunha e o PMDB&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aproveitando a crise do governo e de sua base de sustenta&#231;&#227;o no Congresso, uma figura obscura como Eduardo Cunha conseguiu um protagonismo enorme. Por um momento tentou se colocar como representante das camadas mais conservadoras da sociedade. At&#233; que ele tamb&#233;m foi alvejado pela opera&#231;&#227;o Lavo Jato e ao tentar responder na ofensiva, atirando no governo e na justi&#231;a, come&#231;ou a se enfraquecer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de romper oficialmente com o governo Dilma, a milit&#226;ncia petista iniciou uma campanha pelo Fora Cunha, no que foi acompanhada por setores do pr&#243;prio PSOL. O problema &#233; que simplesmente retirar Cunha da presid&#234;ncia do Congresso, n&#227;o muda em nada o que significa este Congresso de parasitas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao contr&#225;rio, na sua demagogia, Cunha foi tamb&#233;m desagradando setores da pr&#243;pria elite. Para conseguir legitimidade popular, Cunha defendeu as demandas de reajuste do judici&#225;rio e na sua disputa com o governo federal come&#231;ou a colocar em risco as medidas de ajuste do pr&#243;prio governo. A partir disso come&#231;ou um movimento para acalmar os &#226;nimos e retirar o protagonismo de Cunha. Primeiro o vice Michel Temer veio a p&#250;blico pedido unidade nacional, depois a Fiesp e a Firjan (as federa&#231;&#245;es de industriais de S&#227;o Paulo e Rio de Janeiro) tamb&#233;m se posicionaram defendendo a estabilidade pol&#237;tica, no que foram seguidas pelo Bradesco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na sequencia, quando Renan se re&#250;ne com Sarney e Lula, o PMDB se coloca como o grande fiador da estabilidade pol&#237;tica nacional e garantidor da governabilidade necess&#225;ria para a aplica&#231;&#227;o dos ajustes. Neste momento, Cunha &#233; mais uma pedra no sapato dos aplicadores do ajuste, n&#227;o por que esteja contra o ajuste, mas por que seu jogo de &#8220;pautas bombas&#8221; contra o governo pode atrapalhar e sua figura tende a entrar em decad&#234;ncia t&#227;o r&#225;pido como emergiu. Por isso, a campanha Fora Cunha, ainda s&#243; ajuda a estabiliza&#231;&#227;o t&#227;o cara aos ajustadores. Ainda que todos n&#243;s queiramos que pol&#237;ticos como Cunha estejam bem longe de fazer leis para a popula&#231;&#227;o, n&#227;o ser&#225; com uma campanha &#8220;fora cunha&#8221; que atacaremos a fundo a quest&#227;o, pois Cunha sair agora pelas m&#227;os do regime s&#243; significar&#225; uma depura&#231;&#227;o para uma estabiliza&#231;&#227;o maior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma pol&#237;tica de fundo, para construir uma alternativa dos trabalhadores&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contra o governo Dilma e a oposi&#231;&#227;o de direita, todos implicados com esc&#226;ndalos de corrup&#231;&#227;o e aplicadores dos ajustes, o PSOL e os partidos de esquerda como o PSTU, os sindicatos combativos, da CSP-Conlutas e Intersindicais e os movimentos sociais opositores ao governo Dilma, precisam se unificar para oferecer uma terceira alternativa aos trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro passo seria unificar todas essas for&#231;as nos processos de luta contra os ajustes. Cercando de solidariedade, neste momento, a importante greve da GM contra as demiss&#245;es. Um passo adiante seria tamb&#233;m a convoca&#231;&#227;o de um terceiro ato, em oposi&#231;&#227;o ao ato da direita no dia 16 e ao ato em defesa do governo no dia 20.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas &#233; necess&#225;rio tamb&#233;m oferecer uma sa&#237;da de fundo para a crise pol&#237;tica e a crise de representatividade, que questione at&#233; o fim o atual sistema pol&#237;tico surgido do pacto com os militares na d&#233;cada de 1980.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso colocamos em discuss&#227;o a luta por uma Assembleia Constituinte livre e Soberana, que coloque em pauta todos os problemas do pa&#237;s. A &#250;ltima Constituinte realizada foi em 1988, sob a tutela dos militares e do governo Sarney. A constituinte que necessitamos agora, tem que ser diferente. Ela precisaria ser imposta pela for&#231;a da mobiliza&#231;&#227;o popular, pois a nenhum dos partidos no Congresso interessa convoc&#225;-la. Ela tamb&#233;m n&#227;o teria nada em comum com a proposta de Constituinte que o PT chegou a defender, que seria para discutir somente pontos cosm&#233;ticos da reforma pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Necessitamos de uma Constituinte eleita de forma democr&#225;tica, na qual os trabalhadores e suas organiza&#231;&#245;es possam se lan&#231;ar como candidatos. Uma constituinte, com milhares de representantes e n&#227;o composta pela casta de pol&#237;ticos profissionais. Essa seria uma forma para que todos os problemas do pa&#237;s fossem discutidos com o conjunto dos trabalhadores e da juventude e que as decis&#245;es pol&#237;ticas fundamentais que afetam nossas vidas n&#227;o sejam exclusividade dos gabinetes parlamentares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma constituinte livre, que discuta todos os problemas do pa&#237;s, sem nenhuma restri&#231;&#227;o de &#8220;exclusividade&#8221; e sem nenhuma tutela externa. Uma constituinte soberana, que no tempo em que durar exer&#231;a os poderes do Congresso e do Executivo, sem nenhuma inger&#234;ncia do exercito nem das classes dominantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma Constituinte assim poderia colocar em quest&#227;o todos os privil&#233;gios da casta pol&#237;tica, o foro privilegiado de pol&#237;ticos e ju&#237;zes. Colocaria em quest&#227;o a nacionaliza&#231;&#227;o, sob controle dos trabalhadores e do povo, de empresas como a Petrobras, amea&#231;adas de um lado pela corrup&#231;&#227;o e de outro pela privatiza&#231;&#227;o. Poderia discutir um plano de reforma urbana para acabar o deficit de moradias do pa&#237;s e o n&#227;o pagamento da d&#237;vida publica. Em resumo, poderia colocar em discuss&#227;o todas as demandas sociais que surgiram em junho e acabar com o ajuste que est&#225; em curso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vemos que a luta por uma constituinte nestes moldes, que de ampla abertura para a participa&#231;&#227;o democr&#225;tica dos trabalhadores e do povo, seria um importante passo para um verdadeiro governo dos trabalhadores.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>Una salida por izquierda a la crisis pol&#237;tica brasilera</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/Una-salida-por-izquierda-a-la-crisis-politica-brasilera</link>
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		<dc:date>2015-08-19T14:03:00Z</dc:date>
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		<dc:creator>Thiago Flam&#233;</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> MRT (Movimento Revolucion&#225;rio de Trabalhadores/ Movimiento Revolucionario de Trabajadores), de Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Las manifestaciones de junio de 2013 trajeron a la superficie una enorme crisis de representatividad que ya estaba latente en la sociedad brasilera desde el esc&#225;ndalo de corrupci&#243;n en el parlamento en 2005, conocido como mensal&#224;o. Los representados ya no se identifican con los representantes. Hasta las manifestaciones y hasta el comienzo del segundo mandato de Dilma, esa crisis de representatividad era compensada por la gran popularidad del gobierno federal, que capitalizaba pol&#237;ticamente el per&#237;odo de crecimiento econ&#243;mico.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH100/arton9163-60860.jpg?1694417691' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='100' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Las manifestaciones de junio de 2013 trajeron a la superficie una enorme crisis de representatividad que ya estaba latente en la sociedad brasilera desde el esc&#225;ndalo de corrupci&#243;n en el parlamento en 2005, conocido como mensal&#224;o. Los representados ya no se identifican con los representantes. Hasta las manifestaciones y hasta el comienzo del segundo mandato de Dilma, esa crisis de representatividad era compensada por la gran popularidad del gobierno federal, que capitalizaba pol&#237;ticamente el per&#237;odo de crecimiento econ&#243;mico.&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ahora que Dilma viene aplicando el ajuste que pocos meses atr&#225;s dec&#237;a que no aplicar&#237;a y con los esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n cada vez mayores, la popularidad del gobierno est&#225; en sus niveles m&#225;s bajos y la crisis de representatividad est&#225; en sus niveles m&#225;s elevados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El PSDB y la oposici&#243;n intentan aprovecharse de la situaci&#243;n para avanzar a posiciones m&#225;s solidas y ubicarse como alternativa al petismo. Sin embargo tropiezan con enormes obst&#225;culos. De un lado, no pueden ir hasta el final con la bandera de destituci&#243;n de Dilma. No pueden porque aun los grandes empresarios que apoyan a ese sector no quieren medidas que agraven la crisis pol&#237;tica y perjudiquen la aplicaci&#243;n de los ajustes. No logran tampoco ubicarse como alternativa porque aun en las marchas contra Dilma, es muy fuerte la desconfianza hacia todos los pol&#237;ticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De ambos lados, gobierno petista o derecha, nadie cuestiona ese sistema pol&#237;tico podrido. Para cambiar la situaci&#243;n en favor de los trabajadores y del pueblo, no basta cambiar de presidente o realizar peque&#241;os cambios. Son necesarias salidas de fondo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La reforma pol&#237;tica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es en este marco de desprestigio de las instituciones y crisis de representatividad que el Congreso Nacional est&#225; discutiendo puntos de reforma pol&#237;tica. Est&#225; demostrando, sin embargo, que es incapaz de cualquier medida que signifique echar mano de algunos de los privilegios de los diputados o que permita alguna democratizaci&#243;n efectiva del r&#233;gimen pol&#237;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es incapaz siquierda de una reforma pol&#237;tica cosm&#233;tica, pero que fuese capaz de otorgar m&#225;s legitimidad al sistema pol&#237;tico. La discusi&#243;n en curso apunta al fortalecimiento del papel de las donaciones privadas para campa&#241;as electorales y en reglas proscriptivas contra los partidos de izquierda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La reforma pol&#237;tica que el PT defiende tampoco cambiar&#237;a nada fundamental. Su objetivo ser&#237;a cambiar algunas reglas del juego para que el sistema pol&#237;tico pueda salir de la crisis de representatividad en la que se encuentra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El &#034;fuera Cunha&#034; y el PMDB&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aprovechando la crisis del gobierno y de su base de sustentaci&#243;n en el Congreso, una figura oscura como Eduardo Cunha (PMDB), presidente de la C&#225;mara de Diputados, logr&#243; un enorme protagonismo. Por un momento intent&#243; ubicarse como representante de las capas m&#225;s conservadoras de la sociedad. Hasta que &#233;l tambi&#233;n fue alcanzado por el esc&#225;ndalo de corrupci&#243;n en Petrobras conocido como operaci&#243;n Lava Jato y al intentar responder en la ofensiva, tirando al gobierno y la justicia, comenz&#243; a debilitarse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Despu&#233;s de romper oficialmente con el gobierno de Dilma, la militancia petista comenz&#243; una campa&#241;a por el &#034;Fuera Cunha&#034;, en lo que fue acompa&#241;ada por sectores del propio PSOL. El problema es que simplemente sacar a Cunha de la presidencia del Congreso no cambia en nada el contenido de ese Congreso de par&#225;sitos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por el contrario, en su demagogia Cunha fue tambi&#233;n degradando sectores de la propia elite. Para lograr legitimidad popular, denfendi&#243; las demandas de reajuste para el poder judicial y en su disputa con el gobierno federal comenz&#243; a poner en riesgo las medidas de ajuste del propio gobienro. A partir de ah&#237; comenz&#243; un movimiento para calmar los &#225;nimos y quitarle protagonismo a Cunha. Primero el vicepresidente Michel Temer hizo un p&#250;blico pedido de unidad nacional, luego la FIESP y la FIRJAN, las federaciones de industriales de San Pablo y Rio de Janeiro, tambi&#233;n se ubicaron defendiendo la estabilidad pol&#237;tica, en lo que fueron seguidas por el banco privado Bradesco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En la secuencia, cuando Renan Calheiros, presidente de la C&#225;mara de Senadores, se reuni&#243; con el ex presidente Jos&#233; Sarney (PMDB) y Lula, el PMDB se ubic&#243; como el gran aval de la estabilidad pol&#237;tica nacional y garante de la gobiernabilidad necesaria para la aplicaci&#243;n de los ajustes. En ese momento, Cunha es m&#225;s una piedra en el zapato de los aplicadores del ajuste, no por que est&#233; en contra, sino porque su juego de &#034;agenda bomba&#034; contra el gobierno puede molestar y su figura tiende a entrar en decadencia tan r&#225;pido como emergi&#243;. Por eso, la campa&#241;a &#034;Fora Cunha&#034; solo ayuda a la estabilizaci&#243;n tan cara a los ajustadores. Aun cuando todos querramos que pol&#237;ticos como Cunha est&#233;n bien lejos de hacer leyes para la poblaci&#243;n, no ser&#225; con una campa&#241;a &#034;Fora Cunha&#034; que atacaremos el fondo de la cuesti&#243;n, ya que una salida dentro del r&#233;gimen de Cunha solo significar&#225; una depuraci&#243;n para una mayor estabilidad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Una pol&#237;tica de fondo para contituir una alternativa de los trabajadores&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contra el gobierno de Dilma y la oposici&#243;n de derecha, todos implicados con esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n y aplicadores de los ajustes, el PSOL y los partidos de izquierda como el PSTU, los sindicatos combativos, de la CSP-Conlutas e Intersindicales y los movimientos sociales opositores al gobierno de Dilma tienen planteado unificarse para ogrecer una tercera alternativa a los trabajadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El primer paso ser&#237;a unificar todas esas fuerzas en los procesos de lucha contra los ajustes. Rodeando de solidaridad, en este momento, a la importante huelga de la General Motors contra los despidos. Un paso adelante ser&#237;a tambi&#233;n la convocatoria a un tercer acto, opuesto al acto de la derecha del d&#237;a 16 y al acto en defensa del gobierno del d&#237;a 20.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero es necesario ofrecer una salida de fondo para la crisis pol&#237;tica y la crisis de representatividad, que cuestione hasta el final al actual sistema pol&#237;tico surgido del pacto con los militares en la d&#233;cada de 1980.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por eso ponemos a discusi&#243;n la lucha por una Asamblea Constituyente Libre y Soberana, que ponga en la agenda todos los problemas del pa&#237;s. La &#250;ltima Consituyente realizada fue en 1988, bajo la tutela de los militares y del gobierno de Sarney. La constituyente que necesitamos ahora tiene que ser distitna. Deber&#237;a ser impuesta por la fuerza de la movilizaci&#243;n popular, ya que a ninguno de los partidos en el Congreso le interesa convocarla. Tampoco tendr&#237;a nada en com&#250;n con la propuesta de Constituyente que el PT lleg&#243; a defender, que ser&#237;a para discutir solamente los puntos cosm&#233;ticos de la reforma pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Necesitamos una Constituyente elegida en forma democr&#225;tica, en la que los trabajadores y sus organizaciones puedan lanzarse como candidatos. Una constituyente con miles de repreentantes y no compuesta por la casta de pol&#237;ticos profesionales. Esa ser&#237;a una forma para que todos los problemas del pa&#237;s fuesen discutidos con el conjunto de los trabajadores y la juventud y que las decisiones pol&#237;ticas fundamentales que afectan nuestras vidas no sean exclusividad de los gabinetes parlamentarios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Una constituyente libre, que discuta todos los problemas del pa&#237;s sin ninguna restricci&#243;n de &#034;exclusividad&#034; y sin ninguna tutela externa. Una constituyente soberana, que en el tiempo que dure ejerza los poderes del Congreso y del Ejecutivo sin ninguna injerencia del ej&#233;rcito ni de las clases dominantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Una constituyente as&#237; podr&#237;a poner en cuesti&#243;n todos los privilegios de la casta pol&#237;tica, el fuero priviegiado de pol&#237;ticos y jueces. Podr&#237;a en cuesti&#243;n la nacionalizaci&#243;n bajo control de los trabajadores y el pueblo de empresas como Petrobras, amenazadas de un lado por la corrupci&#243;n y del otro por la privatizaci&#243;n. Podr&#237;a discutir un plan de reforma urbana para terminar el d&#233;ficit de viviendas del pa&#237;s y el no pago de la deuda p&#250;blica. En resumen, podr&#237;a poner en discusi&#243;n todas las demandas sociales que surgieron en Junio y terminar con el ajuste que est&#225; en curso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vemos que la lucha por una constituyente en estos moldes, que de amplia apertura a la participaci&#243;n democr&#225;tica de los trabajadores y del pueblo, ser&#237;a un importante paso para un verdadero gobierno de los trabajadores.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>O discurso e as panelas</title>
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		<dc:date>2015-03-12T05:40:07Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Thiago Flam&#233;</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;O conte&#250;do da fala de Dilma, em si mesmo, n&#227;o traz nenhuma novidade. Pedir para o povo fazer sacrif&#237;cios agora, em nome de dias melhores &#233; o que sempre fizeram as elites governantes em tempos de crise. Com o agravante para Dilma que ela acabou de se eleger dizendo que n&#227;o faria isso, que isso era coisa s&#243; dos neoliberais do PSDB.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH85/arton8950-4424a.jpg?1694417691' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='85' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;O conte&#250;do da fala de Dilma, em si mesmo, n&#227;o traz nenhuma novidade. Pedir para o povo fazer sacrif&#237;cios agora, em nome de dias melhores &#233; o que sempre fizeram as elites governantes em tempos de crise. Com o agravante para Dilma que ela acabou de se eleger dizendo que n&#227;o faria isso, que isso era coisa s&#243; dos neoliberais do PSDB.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para Dilma, o governo absorveu os impactos da crise nos &#250;ltimos anos e agora ser&#225; necess&#225;rio reparti-los com todos. Essa &#233; uma afirma&#231;&#227;o que causa revolta, quando vemos os bilh&#245;es de reais roubados a cada esc&#226;ndalo que vem a tona (que s&#227;o s&#243; a parte vis&#237;vel da corrup&#231;&#227;o, presente em todas as esferas do estado capitalista) e os privil&#233;gios sem fim da casta pol&#237;tica, que aumenta seus sal&#225;rios e aux&#237;lios enquanto corta &#8220;despesas&#8221; com os servi&#231;os p&#250;blicos. A esta casta, Dilma n&#227;o pede nenhum sacrif&#237;cio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que torna a situa&#231;&#227;o inusitada &#233; que Dilma est&#225; aplicando o programa que A&#233;cio defendeu nas elei&#231;&#245;es, um programa antipopular, e a base eleitoral do PSDB, mesmo assim, bate panela contra Dilma. A bate&#231;&#227;o de panelas deste domingo, foi puxada pelas camadas mais ricas das classes medias e arrastou setores heterog&#234;neos. Mas o clima de revolta deste setor social &#233; vol&#250;vel e se volta cada hora para um lado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje atendem a convoca&#231;&#227;o de grupos reacion&#225;rios pela internet e setores mais amplos acabam sendo arrastados e simpatizam com o protesto reacion&#225;rio dos mais privilegiados, como foi o panela&#231;o deste domingo e pode ser o ato do dia 15. Quando os trabalhadores mostram firmeza na sua luta, como os garis cariocas ano passado, ou os professores no Paran&#225; mais recentemente, conseguem o apoio da maioria, isolando os setores mais privilegiados e reacion&#225;rios. O que esses giros de opini&#227;o em sentido em contr&#225;rio mostram &#233; que existe uma grande insatisfa&#231;&#227;o nas classes m&#233;dias, contra o governo do PT mas tamb&#233;m contra todo o sistema de partidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se enganariam os petistas, no entanto, se achassem que essa insatisfa&#231;&#227;o s&#243; est&#225; presente nas classes m&#233;dias. Elas est&#225; presente em todas as camadas sociais. Amplos setores de trabalhadores e da juventude est&#227;o decepcionados com o governo Dilma e pelos sucessivos esc&#226;ndalos de corrup&#231;&#227;o envolvendo o PT. Com suas novas medidas, com a &#8220;segunda fase do combate a crise&#8221;, em que todos &#8220;far&#227;o sacrif&#237;cios&#8221;, leia-se &#8211; na qual os trabalhadores e os pobres v&#227;o pagar a conta &#8211;, o PT se volta contra a sua base, sem ganhar nenhum novo terreno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O efeito Janot e a crise de representatividade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O quadro pol&#237;tico geral &#233; complexo e inst&#225;vel. A oposi&#231;&#227;o tem muita dificuldade em se beneficiar do caso Petrobras por que ela est&#225; imersa tamb&#233;m na crise de representatividade. Agora com a lista, em que aparece o nome do ex-governador e atual senador por Minas Gerais Anastasia, ainda mais. A aplica&#231;&#227;o dos ajustes desgasta o governo federal, mas tamb&#233;m os governos tucanos, como no Paran&#225;. Sendo que em S&#227;o Paulo, Alckmin provavelmente enfrentar&#225; uma imprevis&#237;vel greve de professores contra os cortes e fechamentos de salas. Um cen&#225;rio que Dilma pode ter que encarar nas universidades federais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, j&#225; come&#231;am a surgir as vozes para acalmar os &#226;nimos. A linha editorial dos principais jornais, tenta acalmar a turma do impeachment e buscar a manuten&#231;&#227;o do equil&#237;brio pol&#237;tico necess&#225;rio a aplica&#231;&#227;o dos ajustes e das reformas de cunho neoliberal. No PSDB j&#225; se escutam as vozes contra o impeachment, com FHC tomando a frente para acalmar os &#226;nimos, como fez j&#225; em 2005 na crise do mensal&#224;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Toda a casta pol&#237;tica vai tender a buscar pactos para manter a estabilidade e acalmar os &#226;nimos. N&#227;o s&#243; por que tanto situa&#231;&#227;o como oposi&#231;&#227;o est&#227;o envolvidos, mas tamb&#233;m por que concordam no fundamental das medidas econ&#244;micas a tomar: cortar gastos e atacar direitos para &#8220;acertar&#8221; as contas p&#250;blicas e aumentar a competitividade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muitos no PSDB apoiam o ato pelo impeachment no dia 15, apesar de n&#227;o concordarem com a palavra de ordem. Por outro lado, o ato que a CUT est&#225; convocando no dia 13, que &#233; na pr&#225;tica em defesa do governo, se apresenta como um ato contra medidas do pr&#243;prio governo. Nem o ato cutista em defesa do governo pode ser muito dilmista, nem o PSDB determina as bandeiras das classes m&#233;dias que podem ir as ruas no dia 15.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por uma terceira alternativa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os setores petistas e semi petistas tentam apresentar a indigna&#231;&#227;o da classe media tradicional como um giro a direita na situa&#231;&#227;o. Esse discurso da de barato que esses setores est&#227;o blocados com o PSDB e a oposi&#231;&#227;o burguesa. Mas isso &#233; incorreto em v&#225;rios aspectos. Como dissemos, a maioria dos setores m&#233;dios tamb&#233;m est&#227;o sendo atingidos pelos ajustes e o exemplo do Paran&#225; mostra que uma greve de trabalhadores pode tamb&#233;m se tornar porta-voz da indigna&#231;&#227;o popular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um plano de lutas firme dos trabalhadores contra os ajustes e pelo confisco dos bens e pris&#227;o de todos os corruptos arrastaria a maioria da classe m&#233;dia com muito mais massividade e ativismo do que as convoca&#231;&#245;es da direita, do que os panela&#231;os das Higien&#243;polis e Copacabanas. Estaria na ordem do dia a convoca&#231;&#227;o de uma greve geral do setor da educa&#231;&#227;o contra os cortes, assim como a organiza&#231;&#227;o de grandes encontros regionais de luta contra os ajustes, as demiss&#245;es, a alta dos impostos e das tarifas, como parte de preparar uma grande dia de paralisa&#231;&#227;o nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa perspectiva hoje &#233; dificultada pelo fato de que os sindicatos de trabalhadores est&#227;o nas m&#227;os do PT, como na greve dos professores do Paran&#225;, ou nas m&#227;os da oposi&#231;&#227;o burguesa. A CUT se equilibra entre a dif&#237;cil tarefa de manter seu apoio ao governo e ao mesmo tempo aparecer como contraria as medidas de ajuste. Est&#225; nas m&#227;os das organiza&#231;&#245;es de esquerda, das centrais sindicais independentes do governo, como a Conlutas, dos sindicatos combativos e das organiza&#231;&#245;es e partidos de esquerda dar passos concretos neste caminho.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>El discurso de Dilma y las cacerolas domingueras</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/El-discurso-de-Dilma-y-las-cacerolas-domingueras</link>
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		<dc:creator>Thiago Flam&#233;</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Isabel Infanta</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Luego de cuatro meses, por primera vez Dilma habl&#243; sobre las medidas de ajuste que vienen tomando desde el d&#237;a siguiente de la reelecci&#243;n. El contenido de su discurso, sin embargo, fue ahogado por las cacerolas de los barrios pudientes.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH85/arton8949-d4d6e.jpg?1694417691' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='85' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Luego de cuatro meses, por primera vez Dilma habl&#243; sobre las medidas de ajuste que vienen tomando desde el d&#237;a siguiente de la reelecci&#243;n. El contenido de su discurso, sin embargo, fue ahogado por las cacerolas de los barrios pudientes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El contenido del discurso de Dilma en s&#237; mismo no trajo ninguna novedad. Pedirle al pueblo hacer sacrificios ahora en nombre de d&#237;as mejores es lo que han hecho siempre las elites gobernantes en tiempos de crisis. Con el agravante de que Dilma acaba de ser reelegida tras una campa&#241;a en la que dijo que no lo har&#237;a, que esas eran cosas de los neoliberales del PSDB, conocidos tambi&#233;n como &#8220;tucanos&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para Dilma, el gobierno absorbi&#243; los impactos de la crisis en los &#250;ltimos a&#241;os y ahora se hace necesario repartirlo entre todos. Esa es una afirmaci&#243;n que genera indignaci&#243;n cuando vemos los miles de millones de reales robados en cada esc&#225;ndalo que sale a superficie, que son la punta del iceberg de la corrupci&#243;n, presente en todas las esferas del Estado. O cuando vemos los privilegios sin fin de la casta pol&#237;tica, que aumenta sus salarios mientras recorta gastos en los servicios p&#250;blicos. A esta casta, Dilma no le pide ning&#250;n sacrificio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lo que hace peculiar la situaci&#243;n es que Dilma est&#225; aplicando el programa que su contrincante neoliberal, A&#233;cio Neves, defendi&#243; en las elecciones, un programa antitpopular, y la base electoral del PSDB, as&#237; y todo, cacerolea contra Dilma. El cacerolazo de este domingo fue impulsado por las capas m&#225;s ricas de las clases medias, y arrastr&#243; a sectores heterogeneos. Sin embargo, el clima de indignaci&#243;n de este sector social es vol&#225;til y gira hacia un lado y hacia el otro, a cada momento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoy atienden a la convocatoria de grupos reaccionarios por internet y sectores m&#225;s amplios terminan siendo arrastrados y simpatizan con la protesta reaccionaria de los m&#225;s privilegiados, como fue el cacerolazo de este domingo y como puede ser el acto convocado para el 15 de marzo para impulsar un impeachment a Dilma. Cuando los trabajadores muestran firmeza en su lucha, como los garis de Rio de Janeiro en a&#241;o pasado, o &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/Finaliza-la-huelga-de-los-profesores-de-Parana-Testimonios-de-sus-protagonistas&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;los docentes de Paran&#225; m&#225;s recientemente&lt;/a&gt;, logran el apoyo de la mayor&#237;a, aislando a los sectores m&#225;s privilegiados y reaccionarios. Lo que muestran estos giros en la opini&#243;n en sentidos contrarios es que existe una gran insatisfacci&#243;n en las clases medias contra el gobierno del PT, pero tambi&#233;n contra todo el sistema de partidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se enga&#241;ar&#237;an los petistas, sin embargo, si consideraran que esa insatisfacci&#243;n solo est&#225; presente en las clases medias. Est&#225; presente en todas las capas sociales. Amplios sectores de trabajadores y de la juventud est&#225;n decepcionados con el gobierno de Dilma y por los sucesivos esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n involucrando al PT. Con sus nuevas medidas, con la &#8220;segunda fase del combate a la crisis&#8221;, en la que todos har&#225;n sacrificios &#8211;l&#233;ase: en la que los trabajadores y los pobres pagar&#225;n la cuenta- el PT se vuelve en contra de su base, sin ganar ning&#250;n nuevo terreno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El efecto Janot y la crisis de representatividad&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El cuadro pol&#237;tico general es complejo e inestable. La oposici&#243;n tiene mucha dificultad para beneficiarse del caso Petrobr&#225;s porque est&#225; inmersa tambi&#233;n en la crisis de representatividad. Ahora con la lista de pol&#237;ticos que ser&#225;n investigados por la Corte Suprema, &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/Parlamentarios-y-lideres-politicos-seran-investigados-por-corrupcion-en-Petrobras&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;la lista Janot&lt;/a&gt;, en la que aparece el nombre del ex gobernador por Minas Gerais, Anastasia, peor a&#250;n. El ajuste desgasta al gobierno federal pero tambi&#233;n a los gobiernos tucanos, como en Paran&#225;. En San Pablo, Alckmin probablemente enfretar&#225; una imprevisible huelga docente contra los recortes y cierres de aulas. Un escenario que Dilma posiblemente tendr&#225; que encarar en las universidades federales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comienzan a surgir voces para calmar los &#225;nimos. &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/Mas-ajuste-desgaste-politico-y-menos-impeachment&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;La l&#237;nea editorial de los principales diarios&lt;/a&gt; intenta calmar al bando del impeachment y mantener el equilibrio pol&#237;tico necesario para la aplicaci&#243;n de los ajustes y de las reformas de tinte neoliberal. En el PSDB ya se escuchan voces contra el impeachment, con el ex presidente Fernando Henrique Cardoso tomando la delantera para tranquilizar los &#225;nimos, tal como hizo en 2005 frente a la crisis del mensalao, esc&#225;ndalo de pago de coimas mensuales a parlamentarios del PT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Toda la casta pol&#237;tica tender&#225; a buscar pactos para mantener la estabilidad y traer calma, no solo porque tanto el oficialismo como oposici&#243;n est&#225;n involucrados, sino porque tienen acuerdo en lo fundamental de las medidas econ&#243;micas a tomar: cortar gastos y atacar derechos para ajustar las cuentas p&#250;blicas y aumentar la competitividad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muchos en el PSDB apoyan el acto por el impeachment convocado para el 15 de marzo, a pesar de no estar de acuerdo con la consigna. Por otro lado, el acto que la CUT est&#225; convocando para el 13 de marzo, que es en la pr&#225;ctica en defensa del gobierno, se presenta como un acto contra medidas del propio gobierno. &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/Ni-con-Dilma-ni-con-la-derecha-Movilizacion-contra-los-ajustes&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;Ni el acto cutista en defensa del gobierno puede ser muy dilmista, ni el PSDB determina las banderas de las clases medias que pueden ir a las calles el 15&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Una tercera altarnativa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los sectores petistas y semipetistas intentan presentar la indignaci&#243;n de la clase media tradicional como un giro a la derecha en la situaci&#243;n. Ese discurso pretende instalar que estos sectores est&#225;n emblocados con el PSDB y la oposici&#243;n burguesa. Pero eso es incorrecto en varios aspectos. Como queda planteado m&#225;s arriba, la mayor&#237;a de los sectores medios tambi&#233;n est&#225;n siendo alcanzados por el ajuste, y el ejemplo de Paran&#225; muestra que una huelga de trabajadores puede tambi&#233;n tornarse portavoz de la indignaci&#243;n popular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Un plan de luchas firme de los trabajadores contra el ajuste y por la confiscaci&#243;n de bienes y c&#225;rcel a todos los corruptos arrastrar&#237;a a la mayor&#237;a de la clase media con mucha m&#225;s masividad y activismo que las convocatorias de la derecha, que los cacerolazos de los barrios pudientes. Parece ser necesaria y urgente la convocatoria de una huelga general del sector educativo contra los recortes, as&#237; como la organizaci&#243;n de encuentros regionales de lucha contra los ajustes, los despidos, el alza de los impuestos y tarifas, como parte de la preparaci&#243;n de una gran jornada de paro nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esa perspectiva se hace m&#225;s dif&#237;cil por el hecho de que los sindicatos est&#225;n en manos del PT, como en la huelga de los docentes de Paran&#225;, o en las manos de la oposici&#243;n burguesa. La CUT hace equilibrio entre la dif&#237;cil tarea de mantener su apoyo al gobierno y al mismo tiempo aparecer como contraria a las medidas de ajuste. Est&#225; en las manos de las centrales sindicales independientes del gobierno como la Central Social y Popular (CSP-Conlutas), de los sindicatos combativos y de las organizaciones y partidos de izquierda dar pasos en este camino.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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<item xml:lang="pt_br">
		<title>Reflex&#245;es sobre a crise do PT</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/Reflexoes-sobre-a-crise-do-PT</link>
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		<dc:date>2015-02-24T21:20:42Z</dc:date>
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		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;N&#227;o &#233; novidade que o PT est&#225; em crise. N&#227;o s&#243; os jornalistas da oposi&#231;&#227;o e da direita partem da exist&#234;ncia desta crise como um fato. Os lideres petistas, come&#231;ando por Lula, tamb&#233;m admitem essa crise, por muitos apontada como a maior da hist&#243;ria deste partido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que &#233; essa crise? Como discutimos em artigos anteriores (leia aqui), Lula afirma que o PT &#8220;se tornou um partido igual aos outros&#8221;. O PT h&#225; muitos anos se tornou um partido igual aos outros. Mas algumas quest&#245;es devem explicar que agora o partido enfrente uma crise de propor&#231;&#245;es hist&#243;ricas, por &#8220;ter se tornado um partido igual aos outros&#8221;.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH92/arton8919-4b88b.jpg?1694417691' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='92' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;N&#227;o &#233; novidade que o PT est&#225; em crise. N&#227;o s&#243; os jornalistas da oposi&#231;&#227;o e da direita partem da exist&#234;ncia desta crise como um fato. Os lideres petistas, come&#231;ando por Lula, tamb&#233;m admitem essa crise, por muitos apontada como a maior da hist&#243;ria deste partido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que &#233; essa crise? Como discutimos em artigos anteriores (leia aqui), Lula afirma que o PT &#8220;se tornou um partido igual aos outros&#8221;. O PT h&#225; muitos anos se tornou um partido igual aos outros. Mas algumas quest&#245;es devem explicar que agora o partido enfrente uma crise de propor&#231;&#245;es hist&#243;ricas, por &#8220;ter se tornado um partido igual aos outros&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A diferen&#231;a do PT e a crise de representatividade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando se diz que o PT se tornou um partido igual aos outros, quer dizer que antes ele era diferente. Enquanto todos os demais partidos eram partidos das classes possuidoras e de setores privilegiados (com exce&#231;&#227;o do velho partid&#227;o que tamb&#233;m era um partido de trabalhadores), o PT nasceu como um partido dos trabalhadores, que buscavam uma representa&#231;&#227;o pol&#237;tica pr&#243;pria, independente dos pol&#237;ticos burgueses e dos militares. Nesse sentido o PT foi sim diferente dos principais partidos &#8211; PMDB, PSDB, DEM, PSB, PTB etc. Al&#233;m disso, ao longo da d&#233;cada de 1990, tamb&#233;m consolidou sua imagem como o partido da &#233;tica, contra a corrup&#231;&#227;o na pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nestes dois sentidos o PT era visto como um partido diferente dos outros por amplos setores da popula&#231;&#227;o, principalmente nos centros urbanos. Na oposi&#231;&#227;o, o PT cumpriu o papel de legitimar o sistema de partidos surgido do pacto de transi&#231;&#227;o com os militares. As recorrentes crises de corrup&#231;&#227;o afetavam menos a credibilidade do sistema pol&#237;tico brasileiro, pois o PT aparecia como uma alternativa. Agora, quando a crise atinge em cheio o PT, ela se torna tamb&#233;m uma crise de representatividade do conjunto do regime, sem que exista nenhum partido capaz de cumprir o papel estabilizador (poucas vezes reconhecido pelos tucanos) que o PT teve quando era oposi&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A primeira grande crise do PT &#8211; 2003/2005&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A primeira crise do PT como partido de governo foi logo quando Lula assumiu a presid&#234;ncia. Num contexto recessivo, Lula aplicou medidas neoliberais para satisfazer o mercado. Uma grande greve dos servidores p&#250;blicos a n&#237;vel nacional contra a reforma da previd&#234;ncia em 2003, e rupturas no PT e na CUT que deram origem ao PSOL e a Conlutas, foram os resultados imediatos. Se um processo de greves, que teve seu auge em 2004 com a greve dos banc&#225;rios, que se enfrentaram com a dire&#231;&#227;o petista de um dos sindicatos mais fortes da CUT para entrar em greve.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Houve, no entanto, um destempo entre o ajuste e rupturas de 2003 e a crise de representatividade de 2005 (que levou a uma nova s&#233;rie de rupturas com o PT e ades&#245;es ao PSOL). Quando a crise do mensal&#224;o atingiu seu &#225;pice em 2005, a onda de greves de 2003/2004 j&#225; havia sido contida e a economia come&#231;ava uma recupera&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a melhoria das condi&#231;&#245;es econ&#244;micas a partir de 2006 Lula conseguiu aumentar os gastos sociais, e recompor em partes sua base de apoio tanto no funcionalismo p&#250;blico quanto em amplos setores das classes m&#233;dias tradicionais. Contanto com o crescimento econ&#244;mico para congelar a luta de classes, o PT se recuperou e estancou o movimento de rupturas a esquerda. A possibilidade do que tem sido chamado pelos pr&#243;prios intelectuais petistas de um &#8220;reformismo fraco&#8221;, esteve sempre pautada na passividade dos movimentos populares e de trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2013 um grande movimento de massas tomou conta do pa&#237;s. Seu sentido geral era a luta por mais direitos sociais, pelo fim do &#8220;reformismo fraco&#8221;, que significa uma rentabilidade alta para os grandes capitais e a manuten&#231;&#227;o dos privil&#233;gios da casta pol&#237;tica. A situa&#231;&#227;o de passividade e de conten&#231;&#227;o da luta de classes, com a qual o PT estacou sua crise de 2003/2005, foi rompida em 2013. O movimento de trabalhadores n&#227;o demorou para aproveitar a brecha, e j&#225; no segundo semestre de 2013 e em 2014, vimos grandes processos de luta que ficaram marcados nas grandes vit&#243;rias dos garis do Rio de Janeiro e dos trabalhadores USP em S&#227;o Paulo. Ainda num contexto de estabilidade econ&#244;mica, a ruptura da passividade social, questionou pela esquerda os tempos de &#8220;reformismo fraco&#8221; e privil&#233;gios em alta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entre demagogia eleitoreira e o ajuste neoliberal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas elei&#231;&#245;es o PT respondeu a sua crise com um discurso popular, de defesa de direitos sociais e denunciando ferozmente o car&#225;ter antipopular do programa tucano. Esse discurso garantiu a reelei&#231;&#227;o de Dilma, que vinha fortemente questionada pelas manifesta&#231;&#245;es de junho. Chegou a despertar entusiasmo em muitos setores que tamb&#233;m apoiaram passivamente as manifesta&#231;&#245;es. Isso s&#243; aumentou o impacto negativo imediato da sua virada rumo a medidas de ajuste neoliberal &#8211; cortes de gastos de &#225;reas sociais, como educa&#231;&#227;o e sa&#250;de, restri&#231;&#245;es a direitos dos trabalhadores e medidas privatistas como a abertura de capital da Caixa Econ&#244;mica. Tudo que Dilma e o PT tanto criticaram nos tucanos uma semana antes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, os componentes da crise que se deram separados no tempo dez anos atr&#225;s agora s&#227;o simult&#226;neos. 1. Uma grande crise representatividade do sistema pol&#237;tico e particularmente do PT, ligadas ao esc&#226;ndalo da Petrobras e a mentira que o PT contou nas elei&#231;&#245;es, que a guinada atual deixa clara para todos 2. Um processo de luta classes superior ao que foi a greve do funcionalismo em 2003, que mesmo tendo acontecido h&#225; dois anos, iniciou um ciclo de mobiliza&#231;&#245;es que n&#227;o se encerrou, levando em conta, al&#233;m das mobiliza&#231;&#245;es de junho de 2013, tamb&#233;m a onda de greves oper&#225;rias de 2014, o chamado &#8220;maio oper&#225;rio&#8221; 3. Um processo recessivo que obriga o PT a aplicar medidas de ajuste que colocam o seu governo em rota de colis&#227;o com sua base social e com os sindicatos. Sendo muito menos prov&#225;vel que agora o PT consiga se desviar o processo atual contando com a ajuda de um novo ciclo de expans&#227;o econ&#244;mica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem d&#250;vida o enfraquecimento do PT provocado pelas manifesta&#231;&#245;es de junho, abriu espa&#231;o para uma maior atua&#231;&#227;o da oposi&#231;&#227;o tucana e inclusive de setores mais &#227; direita. Mas abriu tamb&#233;m espa&#231;o para novos fen&#244;menos antiburocr&#225;ticos entre os trabalhadores, para as lutas democr&#225;ticas de todos os setores oprimidos e novas perspectivas para a esquerda revolucionaria.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>5 pontos fundamentais no debate sobre a reforma pol&#237;tica</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/5-pontos-fundamentais-no-debate-sobre-a-reforma-politica</link>
		<guid isPermaLink="true">https://estrategiainternacional.org/5-pontos-fundamentais-no-debate-sobre-a-reforma-politica</guid>
		<dc:date>2014-12-08T14:00:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Thiago Flam&#233;</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;O que se discute sobre a reforma pol&#237;tica &#233; que ela &#233; necess&#225;ria para corrigir distor&#231;&#245;es do atual sistema pol&#237;tico e melhorar alguns pontos. Que a fragmenta&#231;&#227;o partid&#225;ria &#233; que aumenta a corrup&#231;&#227;o, pois o partido do governo eleito para ser maioria no congresso tem que formar alian&#231;as com v&#225;rios outros partidos, um regime chamado pelos soci&#243;logos de &#8220;presidencialismo de coaliza&#231;&#227;o&#8221;. Que se o financiamento das campanhas fossem p&#250;blicos os grandes capitalistas deixariam de controlar os pol&#237;ticos.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH95/arton8776-6722e.jpg?1694417692' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='95' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;1. O que se discute sobre a reforma pol&#237;tica &#233; que ela &#233; necess&#225;ria para corrigir distor&#231;&#245;es do atual sistema pol&#237;tico e melhorar alguns pontos. Que a fragmenta&#231;&#227;o partid&#225;ria &#233; que aumenta a corrup&#231;&#227;o, pois o partido do governo eleito para ser maioria no congresso tem que formar alian&#231;as com v&#225;rios outros partidos, um regime chamado pelos soci&#243;logos de &#8220;presidencialismo de coaliza&#231;&#227;o&#8221;. Que se o financiamento das campanhas fossem p&#250;blicos os grandes capitalistas deixariam de controlar os pol&#237;ticos. S&#227;o temas discutidos h&#225; muito tempo no congresso, e se agora entram na agenda pol&#237;tica &#233; pela press&#227;o das manifesta&#231;&#245;es de junho, e do desgaste provocado pelo novo esc&#226;ndalo de corrup&#231;&#227;o da Petrobr&#225;s. Com medo da revolta popular, o congresso pode aprovar algumas mudan&#231;as na legisla&#231;&#227;o eleitoral na tentativa de melhorar a sua imagem bastante desgastada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. A CUT e os movimentos sociais governistas falam de uma reforma pol&#237;tica que n&#227;o seja feita pelos atuais pol&#237;ticos e sim por uma constituinte especifica para alterar o sistema pol&#237;tico. Falam que isso aumentaria o protagonismo popular, que mudando alguns pontos de como se elegem os candidatos o PT n&#227;o ficaria mais ref&#233;m dos pactos com o PMDB. Tamb&#233;m neste caso, o discurso responde &#227; press&#227;o da nova situa&#231;&#227;o. Depois das manifesta&#231;&#245;es de junho, os trabalhadores passaram por cima das dire&#231;&#245;es mafiosas dos sindicatos em algumas greves sintom&#225;ticas. O sindicalismo petista faz a campanha do plebiscito pela reforma pol&#237;tica para se cobrir pela esquerda e conter a crise de legitimidade das dire&#231;&#245;es sindicais petistas. Enquanto isso, pactua com as patronais as medidas de ajuste contra os trabalhadores e pisoteia a democracia oper&#225;ria nos sindicatos que controla.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. Principal partido de oposi&#231;&#227;o ao governo, o PSOL se soma a campanha do plebiscito pela reforma pol&#237;tica, depois das suas principais figuras declararem apoio a Dilma no segundo turno, em nome da luta contra a direita. Ao apoiar as iniciativas do governo pela reforma pol&#237;tica e participar de atos em defesa do governo e pela reforma pol&#237;tica, o PSOL na pr&#225;tica abre m&#227;o da revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica que diz defender em seu programa partid&#225;rio. Sua atua&#231;&#227;o fortalece a campanha da CUT e dos movimentos sociais governistas e a pol&#237;tica de autoreforma do regime, de mudar algumas regras sem mudar o fundamental. A cr&#237;tica do PSTU ao PSOL n&#227;o vai ao fundamental. Em recente texto, Valerio Arcary critica a t&#225;tica deste partido, pois n&#227;o seria o momento adequado de levantar a bandeira da reforma pol&#237;tica e sim bandeiras sociais pela sa&#250;de educa&#231;&#227;o e em defesa do sal&#225;rio. Ao mesmo tempo em que &#233; uma posi&#231;&#227;o abstencionista que n&#227;o apresenta combate aos privil&#233;gios da casta pol&#237;tica, n&#227;o faz uma critica profunda &#227; proposta de reforma pol&#237;tica do governo e ao PSOL, que se coloca como ala esquerda da pol&#237;tica governista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4. O governo, sob o regime capitalista, &#233; um comit&#234; que administra os neg&#243;cios conjuntos de toda a classe capitalista. Isso &#233; verdade tanto para uma ditadura &#8211; e n&#227;o faltam exemplos no Brasil da liga&#231;&#227;o entre os militares e os empres&#225;rios durante a ditadura, e tamb&#233;m para os regimes democr&#225;ticos. Em todas as democracias capitalistas, seja qual for a legisla&#231;&#227;o eleitoral, a burguesia utiliza o mecanismo da corrup&#231;&#227;o e dos privil&#233;gios legais para garantir o seu dom&#237;nio e remunerar os governantes que administram seus &#8220;neg&#243;cios conjuntos&#8221;. A nomea&#231;&#227;o do novo minist&#233;rio de Dilma, entregando o minist&#233;rio da fazenda para um executivo do Bradesco e o minist&#233;rio da agricultura para uma latifundi&#225;ria, &#233; uma homenagem a essa defini&#231;&#227;o marxista dos governos democr&#225;ticos burgueses e mostra toda a sua atualidade. Mudan&#231;as na legisla&#231;&#227;o eleitoral n&#227;o v&#227;o mudar essa realidade. Seja qual forem as regras eleitorais, o predom&#237;nio dos capitalistas sobre o estado sempre encontrara uma forma para se reafirmar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5. Para acabar com a corrup&#231;&#227;o e os privil&#233;gios da casta pol&#237;tica &#233; preciso inverter a situa&#231;&#227;o atual em que uma minoria governa a maioria. Defendemos que as maiorias trabalhadoras sejam quem governe o pa&#237;s. Tal como foi a Comuna de Paris em 1871, primeiro governo oper&#225;rio da hist&#243;ria, que destruiu as for&#231;as de repress&#227;o do estado que foram substitu&#237;das pelos trabalhadores em armas. A comuna se constituiu como uma assembleia &#250;nica, sem a figura do presidente, que ao mesmo tempo era o legislativo e o executivo. Cada deputado da comuna, assim como todos os funcion&#225;rios do novo estado de trabalhadores, n&#227;o ganhava mais do que o sal&#225;rio m&#233;dio de um oper&#225;rio e poderiam ser substitutivos a qualquer momento pelo povo que o elegeu. Acompanhamos as lutas dos trabalhadores e a juventude contra os aspectos mais antidemocr&#225;ticos do atual regime, como a impossibilidade das organiza&#231;&#245;es sindicais e movimentos sociais lan&#231;arem seus pr&#243;prios candidatos. Mas uma sa&#237;da de fundo s&#243; poder&#225; ser alcan&#231;ada por um verdadeiro governo dos trabalhadores.&lt;code class='spip_code spip_code_inline' dir='ltr'&gt;&lt;/code&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Reforma pol&#237;tica? Lutemos para acabar com os privil&#233;gios</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/Reforma-politica-Lutemos-para-acabar-com-os-privilegios</link>
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		<dc:date>2014-12-03T06:55:01Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Thiago Flam&#233;</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Depois da polariza&#231;&#227;o do discurso contra a direita neoliberal, voltamos &#227; realidade cotidiana da pol&#237;tica petista. A revela&#231;&#227;o da corrup&#231;&#227;o na Petrobr&#225;s, ati&#231;ada pelos interesses da oposi&#231;&#227;o e pelo jogo pr&#243;prio da Pol&#237;cia Federal, escancara o funcionamento do sistema pol&#237;tico&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH103/arton8762-f6635.jpg?1694417692' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='103' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Depois da polariza&#231;&#227;o do discurso contra a direita neoliberal, voltamos &#227; realidade cotidiana da pol&#237;tica petista. A revela&#231;&#227;o da corrup&#231;&#227;o na Petrobr&#225;s, ati&#231;ada pelos interesses da oposi&#231;&#227;o e pelo jogo pr&#243;prio da Pol&#237;cia Federal, escancara o funcionamento do sistema pol&#237;tico.&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar da crise, a fila anda, e a partir dos minist&#233;rios e das disputas no Congresso, a verba p&#250;blica e o controle das estatais continuam sendo divididos entre os pol&#237;ticos aliados e os grandes empres&#225;rios e financistas. Quanto mais o chamado mercado e os setores conservadores pressionam, mais o PT cede.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A oposi&#231;&#227;o denuncia escandalizada, FHC se diz envergonhado pelo que fizeram com a Petrobr&#225;s. Como se cada um de n&#243;s n&#227;o tiv&#233;ssemos a certeza de que a Petrobr&#225;s &#233; somente um dentre um milh&#227;o de casos. At&#233; mesmo o lobista Fernando Baiano tem o cinismo de se referir &#227; corrup&#231;&#227;o generalizada para se defender, como se empres&#225;rios e lobistas n&#227;o fossem os principais beneficiados com a corrup&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou algu&#233;m duvida que a corrup&#231;&#227;o esteja presente em cada empresa p&#250;blica, em cada licita&#231;&#227;o das reparti&#231;&#245;es, federal, estadual e municipal, de norte a sul do Brasil, governe PT ou PSDB? Governo e oposi&#231;&#227;o fazem parte da mesma casta de pol&#237;ticos que se sustentam no poder participando da corrup&#231;&#227;o e usufruindo de infind&#225;veis privil&#233;gios, governando a servi&#231;o dos monop&#243;lios nacionais e estrangeiros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamb&#233;m os altos funcion&#225;rios, da administra&#231;&#227;o dos fundos de pens&#227;o, das empresas e dos servi&#231;os p&#250;blicos fazem parte da mesma casta de privilegiados. Assim como as c&#250;pulas do judici&#225;rio, com seus supremos tribunais e seus excelent&#237;ssimos ministros e desembargadores. E tamb&#233;m as c&#250;pulas das for&#231;as armadas e das pol&#237;cias civis e militares, com seus generais, brigadeiros, almirantes, coron&#233;is e delegados. A lista &#233; grande, mas a mesa do Estado &#233; farta e quem paga a conta &#233; o povo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O debate sobre a reforma pol&#237;tica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a grande indigna&#231;&#227;o que veio &#227; tona depois de junho de 2013, cresceu a discuss&#227;o sobre a reforma do atual sistema pol&#237;tico. Principalmente o PT e os movimentos sociais e sindicatos governistas apontam o atual sistema pol&#237;tico como a fonte de todos os pecados do atual governo, por ser &#8220;obrigado&#8221; a fazer todo tipo de acordo para garantir base parlamentar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ningu&#233;m obrigou o PT a se integrar e aceitar as &#8220;regras do jogo&#8221;. Pelo contr&#225;rio, a dire&#231;&#227;o petista e dos sindicatos cutistas tiveram que ir contra os interesses dos seus representados para avan&#231;ar na sua integra&#231;&#227;o ao sistema pol&#237;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ent&#227;o, nas m&#227;os do PT, a bandeira da reforma pol&#237;tica &#233; uma medida para tirar o foco das demandas sociais que ganharam for&#231;a depois de junho. Mas, uma vez que PT instalou este debate, devemos aproveitar a oportunidade para defender de medidas que realmente acabem com os privil&#233;gios e a corrup&#231;&#227;o da casta pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um combate verdadeiro contra os privil&#233;gios da casta pol&#237;tica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A agenda dos trabalhadores, da esquerda e da juventude &#233; outra. N&#227;o &#233; o momento de se abster da discuss&#227;o sobre as formas de representa&#231;&#227;o e se centrar somente nas quest&#245;es sociais e econ&#244;micas, como querem alguns setores da esquerda. Os sindicatos, associa&#231;&#245;es e organiza&#231;&#245;es pol&#237;ticas dos trabalhadores n&#227;o podem acreditar que vir&#225; qualquer democratiza&#231;&#227;o s&#233;ria do regime pelas m&#227;os dos pol&#237;ticos capitalistas, j&#225; que governo e oposi&#231;&#227;o v&#227;o sempre conspirar para manter seus privil&#233;gios intactos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os trabalhadores e a juventude, atrav&#233;s de suas organiza&#231;&#245;es de luta, precisam tomar para si aluta contra todos os privil&#233;gios da casta pol&#237;tica. Nenhum pol&#237;tico, juiz, ou alto funcion&#225;rio da administra&#231;&#227;o das estatais deveriam receber mais do que um professor da rede p&#250;blica, contar com as verbas de representa&#231;&#227;o ou foro privilegiado. Todos os cargos de gest&#227;o dos setores p&#250;blicos em todos os &#226;mbitos deveriam ser escolhidos por elei&#231;&#245;es diretas e serem revog&#225;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os supremos tribunais, por exemplo, concentram em si um grande poder e sendo indicados pela presid&#234;ncia, n&#227;o est&#227;o sujeitos ao voto popular. Defendemos que todos os ju&#237;zes sejam eleitos e que todos os julgamentos sejam feitos por j&#250;ri popular. O mesmo em rela&#231;&#227;o &#227; Petrobr&#225;s, a maior empresa do pa&#237;s, fundamental para definir os rumos da economia nacional. Assim como o Banco Central e os bancos p&#250;blicos. Por que n&#227;o colocar seus conselhos administrativos em vota&#231;&#227;o? Ao inv&#233;s de deixar as empresas p&#250;blicas nas m&#227;os de funcion&#225;rios corruptos, ou entreg&#225;-las a empres&#225;rios, defendemos que elas sejam administradas pelos verdadeiros interessados, os trabalhadores e o povo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas formas de escolha e representa&#231;&#227;o, n&#227;o basta mudar a forma de escolher os deputados e financiar as campanhas. O ponto mais elementar seria permitir candidaturas por fora dos atuais partidos. &#201; um absurdo que um movimento como o MPL n&#227;o possa lan&#231;ar seus pr&#243;prios candidatos nas elei&#231;&#245;es sem ser obrigado a se filiar a algum partido j&#225; existente. O mesmo em rela&#231;&#227;o aos sindicatos, organiza&#231;&#245;es estudantis, associa&#231;&#245;es de bairro e movimentos como MST ou MTST. Toda associa&#231;&#227;o de trabalhadores, movimentos sociais e democr&#225;ticos deveria ter o direito de ter candidatos. Por que n&#227;o podem ter seus pr&#243;prios candidatos? Precisamos colocar em quest&#227;o os mecanismos restritivos que impedem a ampla participa&#231;&#227;o dos trabalhadores e o seu poder de decis&#227;o nos neg&#243;cios do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As diversas propostas de reforma pol&#237;tica: maquiar para manter a ess&#234;ncia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;V&#225;rias frentes se formaram pela reforma pol&#237;tica. V&#225;rias propostas foram apresentadas pelos parlamentares, com a participa&#231;&#227;o de sindicatos e movimentos sociais. As diverg&#234;ncias j&#225; aparecem quanto &#227; forma de realizar tal reforma. Com ou sem constituinte exclusiva, com ou sem referendo. Com ou sem plebiscito. O PMDB e os partidos aliados de Dilma no congresso pressionam por uma reforma feita pelos parlamentares e depois colocada para votarmos sim ou n&#227;o ao que eles decidirem. Os sindicatos da CUT e os movimentos sociais governistas pressionam por uma constituinte exclusiva para mudar alguns pontos das regras eleitorais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar das diferentes formas, com maior ou menor participa&#231;&#227;o popular, o debate de conte&#250;do do lado do governismo est&#225; concentrado nos mesmos t&#243;picos: forma de elei&#231;&#227;o dos deputados e financiamento de campanhas. Entre as propostas do PMDB e do PT as diferen&#231;as n&#227;o s&#227;o t&#227;o grandes, por que a pr&#243;pria reforma defendida pelo PT e pela CUT n&#227;o questiona os privil&#233;gios estruturais da casta pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&#225; poucos dias, Michel Temer declarou junto com Jos&#233; Serra ser contra o fim do financiamento privado de campanhas, que ficaria apenas limitado a um &#250;nico partido por empresa. O candidato a novo l&#237;der da c&#226;mara pelo PMDB, Eduardo Cunha, trabalha abertamente contra o fim do financiamento privado e defende que os deputados sejam votados de forma majorit&#225;ria nos estados, ou seja, os mais votados entram. O objetivo seria dar alguma legitimidade ao congresso, sem mudar nada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem entrar nos detalhes, a proposta de Constituinte apoiada pela CUT e movimento sociais defende um financiamento publico das campanhas, e elei&#231;&#245;es em lista partid&#225;ria previamente definida (ou uma mistura, com dois turnos, o primeiro voto nos partidos e o segundo voto nas personalidades). A inten&#231;&#227;o declarada seria enfraquecer o poder econ&#244;mico e fortalecer os partidos pol&#237;ticos. A CUT, o MST e os movimentos sociais governistas fazem muito mais barulho em torno da proposta de constituinte do que justificam as quest&#245;es pontuais que querem alterar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao fim, podemos esperar que o PT ceda mesmo na sua ultra limitada reforma, e que qualquer reforma que se fa&#231;a, se alguma reforma houver, ao gosto do PMDB e dos partidos aliados. Todo o movimento da CUT serve apenas para iludir com alguma possibilidade de democratiza&#231;&#227;o do sistema pol&#237;tico, desviar o foco da popula&#231;&#227;o em rela&#231;&#227;o &#225;s medidas de direita que o novo governo vem implementando, e com isso justificar a defesa da &#8220;governabilidade&#8221; de Dilma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que mudaria?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mesmo na vers&#227;o petista, muito pouco. O fim do financiamento da campanha por empresas privadas &#233; uma quest&#227;o democr&#225;tica elementar para que o sistema pol&#237;tico n&#227;o seja institucionalmente ref&#233;m dos capitalistas. Entretanto, sem atacar os problemas estruturais, as grandes empresas encontrar&#227;o outras formas de financiamento aos partidos, al&#233;m do j&#225; conhecido &#8220;caixa 2&#8221;. Depois de fortes crises de corrup&#231;&#227;o, v&#225;rios pa&#237;ses j&#225; aprovaram medidas de restri&#231;&#227;o do financiamento privado de campanha. Entretanto, isso n&#227;o mudou a ess&#234;ncia do sistema que garante a reprodu&#231;&#227;o do poder dos capitalistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os pontos que tentam promover um fortalecimento dos partidos e uma diminui&#231;&#227;o da quantidade de partidos s&#227;o reacion&#225;rios por v&#225;rios motivos. A cl&#225;usula de barreira n&#227;o &#233; nada mais que uma medida restritiva contra os pequenos partidos de esquerda sem representa&#231;&#227;o parlamentar. No mais, realmente interessa aos trabalhadores, &#227; juventude e ao povo pobre fortalecer os partidos existentes?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A fragmenta&#231;&#227;o pol&#237;tica &#233; um problema decorrente da pr&#243;pria forma&#231;&#227;o hist&#243;rica do Estado brasileiro, um somat&#243;rio de regi&#245;es com economia pr&#243;pria, unificadas pela metr&#243;pole e pelas pot&#234;ncias imperialistas. Os interesses espec&#237;ficos das elites locais, na sua disputa por espa&#231;os no Estado nacional, exercem uma press&#227;o constante de fragmenta&#231;&#227;o sobre os partidos. Entre as tend&#234;ncias descentralizadoras das elites locais e a centraliza&#231;&#227;o imposta pelo grande capital, as tentativas de acabar com a fragmenta&#231;&#227;o do sistema pol&#237;tico foram historicamente in&#250;teis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;S&#243; a mobiliza&#231;&#227;o independente dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre pode de fato colocar em cheque os privil&#233;gios da casta pol&#237;tica. Nesta batalha, veremos que esses privil&#233;gios s&#227;o insepar&#225;veis de um Estado que funciona como balc&#227;o de neg&#243;cios da burguesia. Por isso, a luta por acabar pela raiz com esses privil&#233;gios deve ser insepar&#225;vel da luta por um governo dos trabalhadores e do povo pobre, baseado em suas organiza&#231;&#245;es de luta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;**********&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que diz o PSOL?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Merece uma nota a postura que vem adotando o PSOL, n&#227;o s&#243; por sua postura de oposi&#231;&#227;o de esquerda ao PT, mas por que muitas vezes suas correntes internas falam de revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica. No seu pr&#243;prio programa aparecem demandas progressivas como a revogabilidade dos deputados e o &#8220;Juntos!&#8221;, a juventude de uma das suas correntes, chegou a lan&#231;ar depois de junho uma campanha de que todo deputado ganhe como professor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, essa campanha n&#227;o foi apoiada pelos pr&#243;prios parlamentares do PSOL. Estes pontos ficam apenas no discurso, pois na pr&#225;tica o PSOL n&#227;o questiona os privil&#233;gios legais da casta pol&#237;tica, apenas a corrup&#231;&#227;o. E mesmo no discurso ficam bastante secundarizadas, pois o principal ponto que este partido defende &#233; a quest&#227;o do financiamento e do tempo de TV. Muito longe de qualquer revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar das cr&#237;ticas que faz ao PT, a pol&#237;tica do PSOL &#233; de apoiar o movimento de reforma pol&#237;tica das dire&#231;&#245;es petistas. Participam nas iniciativas do governo no congresso em rela&#231;&#227;o &#227; reforma pol&#237;tica e tamb&#233;m dos atos junto com os setores governistas, em defesa da governabilidade e da reforma pol&#237;tica. N&#227;o &#227; toa o PSOL assumiu a relatoria de uma comiss&#227;o que analisa uma das propostas de reforma pol&#237;tica atrav&#233;s da constituinte exclusiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada vez mais o PSOL mostra porque n&#227;o &#233; uma alternativa s&#233;ria ao PT. Ao falar como oposi&#231;&#227;o de esquerda e ao mesmo tempo apoiar os movimentos em defesa do governo presta um grande desservi&#231;o a todos os trabalhadores. S&#243; ajuda a corroborar a falsa ideia de que o PT continua sendo uma organiza&#231;&#227;o de esquerda.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Como combater a direita?</title>
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		<dc:date>2014-11-12T18:27:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Matos, Thiago Flam&#233;</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Quem viu os v&#237;deos do ato na Avenida Paulista no dia 1 de novembro n&#227;o pode mais que se indignar com essa direita reacion&#225;ria que coloca a cabe&#231;a para fora defendendo a volta da ditadura. V&#234;-se o deputado federal rec&#233;m eleito Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) ao microfone do carro de som aclamando a pol&#237;cia com uma arma na cintura, ao lado de Lob&#227;o (que infelizmente decidiu n&#227;o ir embora do pa&#237;s) com a bandeira do Brasil nas costas, e grupos de choque hostilizando transeuntes&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/LER-QI-Liga-Estrategia" rel="tag"&gt; LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH72/arton8697-0354f.jpg?1694417692' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='72' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Quem viu os v&#237;deos do ato na Avenida Paulista no dia 1 de novembro n&#227;o pode mais que se indignar com essa direita reacion&#225;ria que coloca a cabe&#231;a para fora defendendo a volta da ditadura. V&#234;-se o deputado federal rec&#233;m eleito Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) ao microfone do carro de som aclamando a pol&#237;cia com uma arma na cintura, ao lado de Lob&#227;o (que infelizmente decidiu n&#227;o ir embora do pa&#237;s) com a bandeira do Brasil nas costas, e grupos de choque hostilizando transeuntes&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gritos como &#034;Viva a PM&#034; foram entoados pelos cerca de dois mil direitistas. O protesto foi organizado pelas redes sociais na internet e teve a confirma&#231;&#227;o de 100 mil pessoas. Nova manifesta&#231;&#227;o da mesma estirpe est&#225; convocada nas redes sociais para o dia 15 de novembro em S&#227;o Paulo, Rio de Janeiro, Bras&#237;lia e outras capitais. Os organizadores, ligados pelas redes sociais a todo tipo de bandos de ideologia fascista e de extrema direita, s&#227;o como Levy Fidelix, que na televis&#227;o incitou &#227; viol&#234;ncia contra os homossexuais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A &#8220;nova direita&#8221; e a polariza&#231;&#227;o eleitoral&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os programas e as pr&#225;ticas pol&#237;ticas do PSDB e do PT, assim como da maioria dos partidos brasileiros, divergem em alguns aspectos, mas convergem no fundamental. Apesar de ter ampliado os planos de assist&#234;ncia social e ter aproveitado o ciclo de crescimento econ&#244;mico mundial para aumentar empregos e elevar o consumo com cr&#233;dito barato, o PT seguiu destinando metade do or&#231;amento federal para pagar juros aos investidores e banqueiros internacionais, o que impede qualquer melhoria significativa dos direitos sociais. Seguiu governando com os mesmos oligarcas reacion&#225;rios que antes governavam com o PSDB, com os mesmos m&#233;todos corruptos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem for&#231;ar as diferen&#231;as entre ambos partidos durante as elei&#231;&#245;es seria dif&#237;cil obter legitimidade e apoio ativo de suas bases sociais. Tanto o PT como o PSDB alimentaram a polariza&#231;&#227;o em fun&#231;&#227;o dos interesses eleitorais. Agora, ambos se esfor&#231;am para acalmar um pouco os &#226;nimos. O acordo que fizeram na CPI da Petrobr&#225;s de n&#227;o investigar pol&#237;ticos de ambos partidos &#233; uma demonstra&#231;&#227;o disso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao fim, governam servindo os mesmos interesses do capital financeiro, dos bancos, das empreiteiras, do agroneg&#243;cio, dos monop&#243;lios nacionais e estrangeiros, e estes setores n&#227;o est&#227;o interessados em desestabilizar o governo petista para n&#227;o prejudicar seus neg&#243;cios. Por isso, agora, os l&#237;deres do PSDB foram obrigados a sair publicamente criticando as manifesta&#231;&#245;es contra Dilma, ainda que sem deixar de atribuir certa legitimidade aos protestos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Junho provocou uma inflex&#227;o &#227; esquerda na situa&#231;&#227;o nacional, colocando em pauta a amplia&#231;&#227;o dos direitos sociais e civis, e questionado todos os partidos do regime, sobretudo o PT, mas tamb&#233;m o PSDB. Essa inflex&#227;o &#227; esquerda foi aproveitada pelo movimento oper&#225;rio para protagonizar a maior onda de greves dos &#250;ltimos vinte anos e questionar os seus dirigentes sindicais corruptos. No entanto, ao enfraquecer o PT e todos os setores da esquerda que na &#250;ltima d&#233;cada se tornaram governistas, junho tamb&#233;m criou as condi&#231;&#245;es para que a polariza&#231;&#227;o eleitoral encorajasse setores de direita. Setores esses que n&#227;o se v&#234;m representados pelo PSDB e pela oposi&#231;&#227;o moderada que faz ao PT, que defendem solu&#231;&#245;es mais radicais, pela direita, como uma interven&#231;&#227;o militar contra o governo petista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ato contra Dilma em S&#227;o Paulo, que teve suas vers&#245;es menores em Bras&#237;lia, Belo Horizonte e Curitiba, questiona pela direita o pr&#243;prio PSDB. Para muitos que simpatizam com estes atos, mesmo que tenham votado no PSDB contra o PT, os tucanos s&#227;o coniventes com a &#8220;ditadura comunista&#8221; (ou &#8220;bolivariana&#8221;) que Dilma estaria implementando no Brasil. No ato de S&#227;o Paulo estavam presentes um grande arco de organiza&#231;&#245;es de extrema direita. N&#227;o &#233; muito, sabendo que s&#227;o grupos que existem h&#225; muito tempo. O novo &#233; que tenham tido pela primeira vez a capacidade de mobilizar um certo contingente para uma a&#231;&#227;o unit&#225;ria, com a presen&#231;a de um deputado federal (Eduardo Bolsonaro) e de um apresentador de TV e m&#250;sico famoso (Lob&#227;o). E que essa a&#231;&#227;o tenha tido respaldo em setores da classe m&#233;dia nas redes sociais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; cada vez maior, principalmente no estado de S&#227;o Paulo, o ressentimento da classe m&#233;dia tradicional contra o PT. Este &#233; um setor que permaneceu estagnado durante o per&#237;odo do lulismo e &#233; a principal base social da oposi&#231;&#227;o. De tanto alentar o sentimento conservador contra o PT neste setor, que se confunde com as vis&#245;es xen&#243;fobas contra nordestinos, com as posi&#231;&#245;es religiosas mais homof&#243;bicas e machistas, o PSDB fortaleceu as tend&#234;ncias de extrema direita da sua pr&#243;pria base social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A responsabilidade do PT&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PT colaborou nesses doze anos de governo para o fortalecimento de uma direita que se volta contra ele agora. Ao fugir de todos os embates, em nome da governabilidade, o PT foi entregando posi&#231;&#245;es para os setores conservadores. Se submeteu &#227; bancada evang&#233;lica ao ponto de entregar a comiss&#227;o de direitos humanos da C&#226;mara dos Deputados para o fundamentalismo religioso do pastor e deputado federal Marco Feliciano, abandonando o combate &#227; homofobia e a luta pelo direito ao aborto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Abandonou a reforma agr&#225;ria e qualquer defesa consequente dos ecossistemas brasileiros (como a Amaz&#244;nia e o cerrado), entregando todos &#225;s grandes planta&#231;&#245;es de soja e cria&#231;&#245;es de gado, fortalecendo os ruralistas e negando o direitos dos povos ind&#237;genas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Comiss&#227;o Nacional da Verdade, se submeteu a todos os vetos militares e garantiu a impunidade dos torturadores. N&#227;o por acaso o mais not&#243;rio defensor da ditadura militar, Jair Bolsonaro (pais de Eduardo Bolsonaro) &#233; de um partido que faz parte da base governista, o PP.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Avan&#231;ou na militariza&#231;&#227;o das cidades com o apoio &#225;s UPP no Rio de Janeiro e em outras capitais. E sustentou um sistema de &#8220;seguran&#231;a p&#250;blica&#8221; para a Copa do Mundo que favoreceu as elites e marginalizou ainda mais o povo pobre. Somente nos tr&#234;s mandados do PT, o Brasil, justamente o per&#237;odo em que se faz apologia do surgimento de uma &#8220;nova classe m&#233;dia&#8221; viu duplicar seu contingente populacional carcer&#225;rio, formado em sua esmagadora maioria por negros e pobres.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao longo desses anos, em cada um dos embates que levaria a uma polariza&#231;&#227;o com a direita, o PT recuou e n&#227;o apresentou batalha. Em nenhum momento se apoiou na for&#231;a dos trabalhadores e dos movimentos populares para aprovar medidas progressivas, que mexessem com aspectos estruturais do pa&#237;s. Aparelhando os sindicatos e os movimentos sociais, e utilizando a seu favor o Bolsa Fam&#237;lia para amortecer a luta de classes no campo, o PT impediu que os trabalhadores e o povo se enfrentassem com seus novos aliados de direita, como Sarney, Collor, Maluf, os ruralistas e a bancada evang&#233;lica. Ao fazer isso em nome da esquerda e dos trabalhadores, o PT ajudou a fortalecer o sentimento anti-partid&#225;rio na juventude.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como combater a direita?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A situa&#231;&#227;o no Brasil, mesmo depois das elei&#231;&#245;es, ainda est&#225; sob o impacto de junho e das greves oper&#225;rias. N&#227;o existe, como o PT muitas vezes tenta nos fazer crer, uma onda reacion&#225;ria no Brasil. Apesar do seu recente fortalecimento, a direita, sobre tudo a extrema direita, ainda representa uma minoria da popula&#231;&#227;o, mesmo em S&#227;o Paulo. O ato na paulista e suas repercuss&#245;es nas redes sociais s&#227;o apenas sintom&#225;ticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda assim, o PT utiliza esse encorajamento de setores de extrema direita para cerrar fileiras de sua pr&#243;pria base social e constranger o questionamento e a oposi&#231;&#227;o pela esquerda ao seu governo. Amplificam essas tend&#234;ncias sintom&#225;ticas nas redes sociais e buscam alentar uma esp&#233;cie de &#8220;apoio cr&#237;tico&#8221; ao novo governo Dilma em prol da chamada &#8220;governabilidade&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Querem apoio para a mesma governabilidade que j&#225; aumentou as taxas de juros levando ao esfriamento da economia e consequentemente a mais desemprego, que j&#225; aumentou tarifas p&#250;blicas enquanto o povo sofre com falta de &#225;gua, que anuncia um querido dos bancos para encabe&#231;ar o minist&#233;rio da fazenda, que promete cortar gastos p&#250;blicos nos pr&#243;ximos anos para satisfazer a sede de lucro dos investidores financeiros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amenizar a luta pol&#237;tica dos trabalhadores e da juventude contra o PT em fun&#231;&#227;o dos setores que questionam o governo pela direita apenas far&#225; perpetuar essa situa&#231;&#227;o que favorece os interesses dos grandes empres&#225;rios, aos quais servem tanto o PT como o PSDB.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que faz falta para combater a direita &#233; retomar o caminho de junho e das greves que sacudiram o pa&#237;s no &#250;ltimo per&#237;odo, mobilizando os trabalhadores e a juventude para defender as demandas do povo pobre e de todos os setores oprimidos, construindo uma nova organiza&#231;&#227;o revolucion&#225;ria que re&#250;na os setores mais conscientes desses processos.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>Manifestaciones de extrema derecha en Brasil</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/Manifestaciones-de-extrema-derecha-en-Brasil</link>
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		<dc:date>2014-11-12T05:49:48Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Daniel Matos, Thiago Flam&#233;</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil </dc:subject>
		<dc:subject>Liliana Ogando Calo</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Cualquiera que haya visto los videos del acto en la Avenida Paulista el pasado 1 de noviembre no puede m&#225;s que indignarse con esta derecha reaccionaria que asoma defendiendo la vuelta de la dictadura. Fue posible ver al diputado federal reci&#233;n electo Eduardo Bolsonario (Partido Social Cristiano de San Pablo) al micr&#243;fono aclamando a la polic&#237;a con un pistola en la cintura, junto al famoso cantante brasilero Lob&#227;o con la bandera de Brasil en la espalda y grupos de choque hostilizando a los transe&#250;ntes.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH72/arton8692-6aa37.jpg?1694417692' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='72' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Cualquiera que haya visto los videos del acto en la Avenida Paulista el pasado 1 de noviembre no puede m&#225;s que indignarse con esta derecha reaccionaria que asoma defendiendo la vuelta de la dictadura. Fue posible ver al diputado federal reci&#233;n electo Eduardo Bolsonario (Partido Social Cristiano de San Pablo) al micr&#243;fono aclamando a la polic&#237;a con un pistola en la cintura, junto al famoso cantante brasilero Lob&#227;o con la bandera de Brasil en la espalda y grupos de choque hostilizando a los transe&#250;ntes. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gritos como &#034;Viva la PM&#034; (Polic&#237;a Militar) fueron entonados por los casi dos mil derechistas. La protesta organizada por las redes sociales en internet fue confirmada por 100 mil personas. Una manifestaci&#243;n similar est&#225; siendo convocada en las redes sociales para el d&#237;a 15 de noviembre en San Pablo, Rio de Janeiro, Brasilia y otras capitales. Los organizadores ligados por las redes sociales a todo tipo grupos ideol&#243;gicos fascistas y de extrema derecha, est&#225;n al igual que Levy Fidelix, en contra de los homosexuales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La &#034;nueva derecha&#034; y la polarizaci&#243;n electoral&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los programas y las pr&#225;cticas pol&#237;ticas del PSDB y del PT, as&#237; como de la mayor&#237;a de los partidos brasileros, divergen en algunos aspectos pero coinciden en lo fundamental. A pesar de haber ampliado los planes de asistencia social y haber aprovechado el ciclo de crecimiento econ&#243;mico mundial para aumentar los empleos y elevar el consumo con cr&#233;dito barato, el PT sigui&#243; destinando la mitad del presupuesto federal a pagar los intereses a los inversores y banqueros internacionales impidiendo cualquier mejora significativa de los derechos sociales. Sigui&#243; gobernando con los mismos oligarcas reaccionarios que antes gobernaban con el PSDB, con los mismos m&#233;todos corruptos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Si no forzaran sus diferencias durante las elecciones ser&#237;a dif&#237;cil obtener legitimidad y el apoyo activo de sus bases sociales. Tanto el PT como el PSDB alimentaron la polarizaci&#243;n en funci&#243;n de intereses electorales. Ahora, ambos se esfuerzan por calmar los &#225;nimos. El acuerdo que lograron en la Comisi&#243;n Parlamentaria Investigadora (CPI) de Petrobr&#225;s de no investigar a los pol&#237;ticos de ambos partidos es una clara demostraci&#243;n de ello.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al final gobiernan sirviendo los mismos intereses del capital financiero, los bancos, empresas, el agronegocio, los monopolios nacionales y extranjeros, sectores que no est&#225;n interesados en desestabilizar al gobierno petista para no afectar sus negocios. Por eso, ahora, los l&#237;deres del PSDB fueron obligados a salir p&#250;blicamente a criticar las declaraciones contra Dilma aunque sin dejar de atribuir cierta legitimidad a las protestas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las jornadas de junio de 2013 fueron un momento de inflexi&#243;n a izquierda en la situaci&#243;n nacional, poniendo en primer plano la ampliaci&#243;n de derechos sociales y civiles, cuestionando a todos los partidos del r&#233;gimen, especialmente al PT pero tambi&#233;n al PSDB. Esta inflexi&#243;n a izquierda fue aprovechada por el movimiento obrero que protagoniz&#243; la mayor oleada de huelgas de los &#250;ltimos veinte a&#241;os y cuestion&#243; a sus dirigentes sindicales corruptos. Sin embargo, el desv&#237;o de esta energ&#237;a hacia la contienda electoral cedi&#243; la iniciativa de las calles a sectores de la derecha, que en parte canalizan el sentimiento &#034;antipol&#237;tico&#034; o &#034;anti PT&#034;. Sectores que no se ven representados por el PSDB ni por la oposici&#243;n moderada que lleva adelante, defendiendo soluciones m&#225;s radicales por derecha, como la intervenci&#243;n militar contra el gobierno petista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El acto contra Dilma en San Pablo, del que hubo versiones menores en Brasilia, Belo Horizonte y Curitiba, cuestiona por derecha al propio PSDB. Para muchos, incluso habiendo votado al PSDB contra el PT, los tucanos son conniventes con la &#8220;dictadura comunista&#8220; (o &#8220;bolivariana&#8221;) que Dilma estar&#237;a implementando en Brasil. En el acto en San Pablo estuvieron presentes un gran arco de organizaciones de extrema derecha. No es mucho, sabiendo que son grupos que existen desde hace mucho tiempo. Lo nuevo es que hayan tenido por primera vez capacidad de movilizar un m&#237;nimo contingente para una acci&#243;n unitaria, con presencia de un diputado federal (Eduardo Bolsonaro) y de un presentador de TV y m&#250;sico famoso (Lob&#227;o). Y que esa acci&#243;n haya tenido respaldo en sectores de clase media en las redes sociales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es cada vez mayor, principalmente en el estado de San Pablo, el resentimiento de la clase media tradicional contra el PT. &#201;ste es un sector que permaneci&#243; estancado durante el lulismo y es la principal base social de la oposici&#243;n. De tanto alentar el sentimiento conservador contra el PT, que se confunde con las visiones xen&#243;fobas contra los nordestinos, con posiciones religiosas m&#225;s homof&#243;bicas y machistas, el PSDB fortaleci&#243; las tendencias de extrema derecha de su propia base social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La responsabilidad el PT&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El PT colabor&#243; durante estos doce a&#241;os de gobierno al fortalecimiento de una derecha que se le vuelve en contra. Al huir de los enfrentamientos en nombre de la gobernabilidad, el PT fue entregando posiciones a sectores conservadores. Se someti&#243; a la bancada evang&#233;lica al punto de entregar la comisi&#243;n de derechos humanos de la C&#225;mara de Diputados al fundamentalismo religioso del pastor y diputado federal Marco Feliciano, abandonando el combate a la homofobia y la lucha por el derecho al aborto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Abandon&#243; la reforma agraria y cualquier defensa consecuentemente de los ecosistemas brasileros (como la Amazonia) entregando todo a las grandes plantaciones de soja y crianza de ganado, fortaleciendo a los ruralistas y negando derechos a los pueblos ind&#237;genas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En la Comisi&#243;n Nacional de la Verdad, se someti&#243; a todos los vetos militares y garantiz&#243; la impunidad de los torturadores. No por casualidad el m&#225;s notorio defensor de la dictadura militar, Jair Bolsonaro (padre de Eduardo Bolsonaro) adhiere a un partido base del gobierno, el Partido Progresista (PP).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Avanz&#243; en la militarizaci&#243;n de las ciudades con el apoyo a las Unidades de la Polic&#237;a Pacificadora (UPP) en Rio de Janeiro y en otras capitales. Sostuvo un sistema de &#034;seguridad p&#250;blica&#034; para el Mundial de f&#250;tbol que favoreci&#243; a las elites y margin&#243; a&#250;n m&#225;s al pueblo pobre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Solo en los tres mandatos del PT, precisamente el per&#237;odo en el que se hace apolog&#237;a del surgimiento de una &#034;nueva clase media&#034;, en Brasil se duplic&#243; el contingente poblacional carcelario, formado en su enorme mayor&#237;a por negros y pobres.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A lo largo de estos a&#241;os, en cada uno de los embates que llevar&#237;a a la polarizaci&#243;n con la derecha, el PT retrocedi&#243; y no present&#243; batalla. En ning&#250;n momento se apoy&#243; en la fuerza de los trabajadores y los movimientos populares para aprobar medidas progresistas que alteraran aspectos estructurales del pa&#237;s. Cooptando a los sindicatos y movimientos sociales y utilizando a su favor el plan Bolsa Familia para amortiguar la lucha de clases en el campo, el PT impidi&#243; que los trabajadores y el pueblo se enfrentaran a sus nuevos aliados de derecha, como Jos&#233; Sarney, Collor de Mello, Paulo Maluf, los ruralistas y la bancada evang&#233;lica. Al hacerlo en nombre de la izquierda y los trabajadores, el PT ayud&#243; a fortalecer el sentimiento antipartidario en la juventud.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C&#243;mo combatir a la derecha&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La situaci&#243;n en Brasil, incluso despu&#233;s de las elecciones, a&#250;n est&#225; bajo el impacto de Junio y de las huelgas obreras. No existe, como el PT muchas veces intenta hacer creer, una oleada reaccionaria en el pa&#237;s. A pesar del creciente fortalecimiento, la derecha y sobre todo la extrema derecha, aun representa una minor&#237;a de la poblaci&#243;n, incluso en San Pablo. El acto en la Avenida Paulista y sus repercusiones en las redes sociales son solo s&#237;ntomas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A&#250;n as&#237;, el PT utiliza este posicionamiento de sectores de la extrema derecha para cerrar filas en su propia base social y reducir el cuestionamiento y la oposici&#243;n por izquierda a su gobierno. Amplifican estas tendencias sintom&#225;ticas en las redes sociales y buscan alentar una especie de &#034;apoyo cr&#237;tico&#034; al gobierno de Dilma en favor de la llamada &#034;gobernabilidad&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Buscan apoyo en funci&#243;n de una gobernabilidad que ya aument&#243; las tasas de inter&#233;s provocando el enfriamiento de la econom&#237;a y consecuentemente m&#225;s desempleo, que aument&#243; las tarifas p&#250;blicas mientras el pueblo sufre con la falta de agua, que anuncia como candidato al Ministerio de Hacienda una figura apoyada por los bancos, que promete recortes en los gastos p&#250;blicos para los pr&#243;ximos a&#241;os con el fin de satisfacer la sed de ganancias de los inversores financieros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Debilitar la lucha pol&#237;tica de los trabajadores y la juventud contra el PT en funci&#243;n de los sectores que cuestionan al gobierno por derecha s&#243;lo perpetuar&#225; esta situaci&#243;n que favorece los intereses de los grandes empresarios, a los cuales sirven tanto el PT como el PSDB. Para combatir a la derecha, hace falta retomar el camino de Junio, la movilizaci&#243;n organizada de los trabajadores y la juventud para defender sus demandas y que ofrezca una salida pol&#237;tica independiente para el pueblo pobre y todos los sectores oprimidos.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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<item xml:lang="pt_br">
		<title>Giro &#227; direita ou falta de alternativas ao PT?</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/Giro-a-direita-ou-falta-de-alternativas-ao-PT</link>
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		<dc:date>2014-10-10T22:02:39Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Thiago Flam&#233;</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Um dos centros dos grandes protestos em junho, o estado de S&#227;o Paulo reelegeu o governador Geraldo Alckmin no primeiro turno e votou amplamente em A&#233;cio Neves. A derrota do PT foi t&#227;o forte, que obrigou Dilma a reconhecer o fracasso e prometer um dialogo especifico com o estado.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH83/arton8570-2681a.jpg?1694417692' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='83' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Um dos centros dos grandes protestos em junho, o estado de S&#227;o Paulo reelegeu o governador Geraldo Alckmin no primeiro turno e votou amplamente em A&#233;cio Neves. A derrota do PT foi t&#227;o forte, que obrigou Dilma a reconhecer o fracasso e prometer um dialogo especifico com o estado.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A milit&#226;ncia petista est&#225; culpando o reacionarismo tradicional do estado pela derrota. Seria a comprova&#231;&#227;o da sua tese, com a ades&#227;o tardia por parte de setores da esquerda, de que as manifesta&#231;&#245;es de junho tiveram um car&#225;ter conservador. Uma analise mais atenta dos resultados eleitorais do estado de S&#227;o Paulo, no entanto, mostram um cen&#225;rio muito mais complexo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PT foi o grande derrotado nas elei&#231;&#245;es. Para presidente perdeu 2,8 milh&#245;es de votos. A queda para o governo do estado, com um candidato mais fraco, foi ainda maior: de 4,1 milh&#245;es de votos. Perdeu um senador por S&#227;o Paulo e deputados federais e estaduais. As demais candidaturas cresceram e tamb&#233;m os votos nulos e brancos. Seria uma an&#225;lise cega demais acreditar que a queda do PT se traduza no crescimento do PSDB. O que n&#227;o condiz com os n&#250;meros, j&#225; que o crescimento do PSDB foi &#237;nfimo comparado com a queda do PT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A vit&#243;ria tucana n&#227;o est&#225; isenta de contradi&#231;&#245;es. Houve ao longo da campanha eleitoral de S&#227;o Paulo grande oscila&#231;&#227;o das inten&#231;&#245;es de voto para presidente. Primeiro com a queda de A&#233;cio e crescimento de Marina Silva, depois com o movimento contr&#225;rio. Ao mesmo tempo em que acabou arrastando uma parcela do voto dos desiludidos com o PT nas classes m&#233;dias, tamb&#233;m perdeu votos neste setor para alternativas mais conservadoras e com menor express&#227;o, como o evang&#233;lico Pastor Everaldo ou o candidato de extrema direita Levi Fidelix. Na juventude principalmente, foi expressivo o aumento da vota&#231;&#227;o do PSOL, no entanto muito abaixo do aumento de votos brancos e nulos e da absten&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O voto para governador expressa de forma mais acentuada essa caracter&#237;stica da elei&#231;&#227;o, da incapacidade das variantes do regime em S&#227;o Paulo absorverem o forte desgaste do PT. O voto em branco e nulo passou de 10 para 17%. Na capital do estado, A&#233;cio ampliou muito pouco a vota&#231;&#227;o de Serra em 2010 ao passo que a queda do PT foi grande. Na elei&#231;&#227;o para governador n&#227;o foi s&#243; o PT que diminuiu sua vota&#231;&#227;o. Geraldo Alckmin tamb&#233;m perdeu votos na capital em compara&#231;&#227;o com 2010. A cidade de S&#227;o Paulo, que foi um dos centros nas manifesta&#231;&#245;es de junho, mostrou desgaste eleitoral tanto do PSDB quanto do PT, ainda que deste &#250;ltimo numa escala muito maior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Giro a direita ou falta de alternativas ao PT?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Partindo deste quadro um pouco mais detalhado do que os dados percentuais brutos que o PT utiliza de forma interessada, podemos ver que n&#227;o houve um fortalecimento da direita em S&#227;o Paulo. Mais ainda, n&#227;o &#233; exagero afirmar que em meio a muitas crises, o PSDB se mant&#233;m em fun&#231;&#227;o da debilidade ainda maior dos seus advers&#225;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A for&#231;a que chegou a ter a candidatura de Marina Silva no estado, antes do PT pregar nela a etiqueta de neoliberal, &#233; uma mostra do desgaste tanto do pr&#243;prio PT como do PSDB. N&#227;o &#233; imposs&#237;vel at&#233; que o PT recupere parte dos votos que perdeu no estado, quando voltar sua campanha de den&#250;ncia contra A&#233;cio Neves e pregar nele a pecha impopular de neoliberal e privatizador. Mas isso n&#227;o significaria que o PT teria conseguido recompor sua base social no estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O grande recha&#231;o ao PT &#233; consequ&#234;ncia direta das manifesta&#231;&#245;es de junho e da crise de representatividade que golpeia o PT duplamente, no aparato estatal e sindical. A vota&#231;&#227;o do PSOL, que na reta final do primeiro turno fez uma campanha centrada nas bandeiras democr&#225;ticas contra a homofobia e o machismo, em alguma medida &#233; express&#227;o do sentimento de junho. &#201; uma pequena mostra de que o desgaste do PT pode ser traduzido em crescimento das bandeiras da esquerda inclusive no terreno eleitoral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, no segundo turno, o PSOL se soma ao apoio impl&#237;cito ou expl&#237;cito ao PT com o pretexto do perigo da direita. Como sabem muitos trabalhadores e jovens que deixaram de votar no PT, este partido h&#225; muito tempo est&#225; aliado com a direita mais retr&#243;grada. O &#250;nico verdadeiro caminho consequente para combater a direita &#233; construir uma alternativa de massas ao PT, que n&#227;o repita os erros do passado.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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