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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>Egito: a marcha da classe oper&#225;ria para sua consci&#234;ncia pol&#237;tica</title>
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		<dc:date>2013-07-22T12:08:56Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Jacques Chastaing, militant du NPA &#224; Mulhouse</dc:creator>


		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>La Primavera &#193;rabe</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;No Egito e no mundo &#225;rabe &#8211; ou em qualquer outro lugar-, a auto-organiza&#231;&#227;o s&#243; pode inscrever-se na marcha das classes exploradas para sair da sua apatia pol&#237;tica e no caminho de tomar consci&#234;ncia sobre seu pr&#243;prio papel.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Por Jacques Chastaing - NPA&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Egito e no mundo &#225;rabe &#8211; ou em qualquer outro lugar-, a auto-organiza&#231;&#227;o s&#243; pode inscrever-se na marcha das classes exploradas para sair da sua apatia pol&#237;tica e no caminho de tomar consci&#234;ncia sobre seu pr&#243;prio papel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A revolu&#231;&#227;o no Egito (e Tun&#237;sia, S&#237;ria, etc.) &#233; um grande abalo no mundo. Tamb&#233;m &#233; um fant&#225;stico desdobramento das mudan&#231;as recentes no planeta e os caminhos que, atualmente, tomam a consci&#234;ncia dos oprimidos para sua emancipa&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas revoltas n&#227;o s&#227;o apenas fen&#244;menos &#8220;&#225;rabes&#8221; causados pelo desgaste dos regimes ditatoriais, sen&#227;o que est&#227;o vinculadas &#225;s altera&#231;&#245;es econ&#244;mico mundiais dos &#250;ltimos trinta anos. A crise tem levado o capitalismo a passar para frente o endividamento cujos efeitos vemos aqui hoje, mas tamb&#233;m o tem levado &#227; busca tanto de novos mercados como de um novo proletariado de baixos sal&#225;rios; a competi&#231;&#227;o entre os trabalhadores do mundo; uma nova geografia industrial planet&#225;ria e a desregulamenta&#231;&#227;o mundial da prote&#231;&#227;o social, pondo de cabe&#231;a para baixo muitas situa&#231;&#245;es assentadas e estabelecendo as bases dos atuais levantamentos, desde Egito a Turquia, passando por Bangladesh.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As revolu&#231;&#245;es &#225;rabes tem dado passo a um per&#237;odo de desbarate e desdobramento destas novas mudan&#231;as econ&#244;micas e seu impacto na consci&#234;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os fluxos estruturais da consciente para a autonomia &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A liberaliza&#231;&#227;o econ&#244;mica quebrou todo tipo de prote&#231;&#227;o, empurrou os pobres a buscar uma vida melhor nas principais cidades, conduzindo a uma urbaniza&#231;&#227;o desenfreada. O Cairo passou de ter 3 milh&#245;es de habitantes em 1960 a mais de 20 milh&#245;es atualmente. Surgiu uma grande quantidade de cidades m&#233;dias e pequenas. Dos 100 milh&#245;es de habitantes do mundo &#225;rabe em 1950, 26% vivia nas cidades. Hoje em dia, tem mais de 66% de um total de 350 milh&#245;es. Alexandria conta com mais de 5 milh&#245;es de habitantes, Port Said, Suez, Mahalla, Mansoura, cidades que as lutas nos fizeram conhecer, superam os 500.000 habitantes cada uma. O Egito tem uma popula&#231;&#227;o de 85 milh&#245;es de pessoas, muito jovens (com uma idade em m&#233;dia de 24 anos); uma densidade de habitantes seis vezes superior a dos Pa&#237;ses Baixos &#8211; a mais alta da Europa-; uma classe oper&#225;ria de 8 milh&#245;es de pessoas; a ind&#250;stria mais desenvolvida no mundo &#225;rabe (24.000 empregados, por exemplo, em &#8220;Misr Spinning and Weaving&#8221; no local de Mahalla al-Kubra), e um setor &#8220;informal&#8221; de pequenos postos de trabalho do &#8220;dia a dia&#8221; que abarca entre 10 a 17 milh&#245;es de trabalhadores. Frequentemente, estes &#250;ltimos s&#227;o estigmatizados socialmente como delinquentes ou traficantes de drogas que n&#227;o tem, por suposto, nenhuma prote&#231;&#227;o em caso de acidente ou enfermidade, n&#227;o tem acesso &#227; aposentadoria e seus filhos tampouco se atrevem a dizer a o qu&#234; se dedicam seus pais. Contudo, &#233; este setor do proletariado o que tem tido e segue tendo um papel central nas revoltas que sacudiram o pa&#237;s, mas que continua at&#233; o momento sem representa&#231;&#227;o pol&#237;tica. &#201; esta contradi&#231;&#227;o e a marcha em dire&#231;&#227;o &#227; consci&#234;ncia dos explorados, a chave de todos os acontecimentos pol&#237;ticos dos &#250;ltimos dois anos no Egito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta contradi&#231;&#227;o &#233; a que se encontra na cidade-selva, a que sacudiu as tradi&#231;&#245;es e destruiu a velha solidariedade, mas ao mesmo tempo destr&#243;i o que tem de mais pesado e coercitivo a pr&#243;pria tradi&#231;&#227;o, criando um &#8220;espa&#231;o de liberdade&#8221; que minava a autoridade da antiga fam&#237;lia patriarcal ou a religi&#227;o. &#8220;A liberdade&#8221; sem d&#250;vida de um proletariado feminino e infantil que tem sido explorado sem limites. Mas, ao mesmo tempo em que a cidade se converte em &#8220;selva&#8221;, mescla as tradi&#231;&#245;es e faz os trabalhadores eg&#237;pcios entrarem no proletariado mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estima-se em tr&#234;s milh&#245;es a quantidade de habitantes das vilas mis&#233;ria do Cairo em condi&#231;&#245;es de vida dram&#225;ticas. Um milh&#227;o de crian&#231;as s&#227;o abandonadas a sua sorte nas ruas das cidades. &#8220;Gavroches&#8221; (nome de um personagem de &#8220;Os miser&#225;veis&#8221;) dos tempos modernos, que frequentemente se encontram nas filas dos ultra ou na primeira linha dos enfrentamentos com a pol&#237;cia. Ao mesmo tempo, tem 21, 7 milh&#245;es de usu&#225;rios de Internet no Egito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a cidade, suas liberdades, sua concentra&#231;&#227;o e internet, o peso dos jovens tem multiplicado. Mas o mais surpreendente &#233; a participa&#231;&#227;o significativa dos homens maduros na revolu&#231;&#227;o, que at&#233; esse momento, ao assumir a autoridade na fam&#237;lia patriarcal e religiosa, jogavam um papel moderador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No campo industrial, a abertura &#227; concorr&#234;ncia mundial tem levado &#227; privatiza&#231;&#227;o das produ&#231;&#245;es do Estado mais tradicionais como a t&#234;xtil, que t&#234;m sido compradas frequentemente pelo capital indiano, com condi&#231;&#245;es degradadas para os trabalhadores. A terra &#233; tirada dos campesinos em favor dos grandes latif&#250;ndios. A &#8220;liberaliza&#231;&#227;o&#8221; da economia mundial tem implicado na industrializa&#231;&#227;o, mas tamb&#233;m no fechamento de empresas de propriedade estatal (4.600 fechamentos em 2012), assim como a destrui&#231;&#227;o dos servi&#231;os p&#250;blicos que causam o crescimento da pobreza por um lado, e da riqueza, por outro. A pobreza aumentou de 39% da popula&#231;&#227;o em 1990 para 48% em 1999 nas zonas urbanas, e de 39% a 55% nas zonas rurais. Hoje mais de 40% vive com menos de um euro por dia. De fato, tratando de escapar das velhas institui&#231;&#245;es &#225;s quais foram confinados, massas de homens formaram ondas de imigra&#231;&#227;o de uma magnitude sem precedentes na historia da humanidade. No mundo &#225;rabe, mais de 22 milh&#245;es tem emigrado, sobretudo aos pa&#237;ses do Golfo, mas tamb&#233;m para a Europa e inclusive, mais al&#233;m. No desespero que assola esses pa&#237;ses, n&#227;o havia mais que uma sa&#237;da: fugir ao estrangeiro, trabalhar ali, ir &#227; escola, sonhar com um lugar melhor. Mas grande parte dos migrantes nos Estados do Golfo tem regressado. Quando as fronteiras europeias s&#227;o cada vez mais herm&#233;ticas, isso n&#227;o &#233; nem um pouco assim nas revoltas atuais. A urbaniza&#231;&#227;o e a migra&#231;&#227;o t&#234;m mostrado n&#227;o s&#243; outro mundo, sen&#227;o que tamb&#233;m o tem feito penetrar, causando uma verdadeira revolu&#231;&#227;o matrimonial que minava os cimentos das ditaduras, como as bases da religi&#227;o tradicional, ambas baseadas na fam&#237;lia patriarcal, o matrimonio com pouca idade e entre primos, a submiss&#227;o das mulheres e uma alta taxa de fertilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 30 anos no Egito &#8211; a tend&#234;ncia &#233; similar nos pa&#237;ses &#225;rabes- com consider&#225;vel urbaniza&#231;&#227;o e a imigra&#231;&#227;o em grande escala, muitas mulheres se puseram a trabalhar; a idade para contrair matrimonio que era de 17 a 18 anos para as mulheres aumentou para 23 anos, e 27 para os homens. Isso significa um per&#237;odo de celibato maior, e tamb&#233;m de disponibilidade para a a&#231;&#227;o coletiva. A fertilidade diminuiu de 6 ou 7 crian&#231;as ao redor de 3. Estima-se que a taxa de contracep&#231;&#227;o &#233; de quase 60%. O n&#250;mero de abortos, pese que ainda seja proibido, explode. A diferen&#231;a de idade entre os c&#244;njuges, tradicionalmente alta, diminui &#227; medida que se torna habitual o matrimonio endog&#226;mico. A dura&#231;&#227;o do matrim&#244;nio, bastante curto pela facilidade com que contam os homens para recus&#225;-lo, se alonga. A poligamia quase tem desaparecido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A viol&#234;ncia atual do tradicionalismo religioso &#233; uma rea&#231;&#227;o a um mundo superado por esta evolu&#231;&#227;o, o colapso eleitoral brutal da Irmandade Mu&#231;ulmana encontra nela seus motivos. A pra&#231;a Tahrir, onde convivem sem problemas homens e mulheres, tem dado um rosto a esta transforma&#231;&#227;o, ao mostrar que estes arca&#237;smos n&#227;o est&#227;o inscritos nas profundidades da &#8220;natureza humana&#8221;, se n&#227;o que se assentam nestes regimes ditatoriais e ali que encontram seus fundamentos. A fam&#237;lia, o matrimonio, a heran&#231;a, as fronteiras nacionais, a educa&#231;&#227;o, as formas de governo, a representa&#231;&#227;o pol&#237;tica, religiosa e a propriedade est&#227;o todos em crise.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O caminho dos explorados para a consci&#234;ncia pol&#237;tica que faz entrar em p&#226;nico os possuidores &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contrariamente ao que se diz frequentemente, a revolu&#231;&#227;o eg&#237;pcia n&#227;o tem sido sufocada por um chamado inverno islamita, nem se est&#225; apagando aos poucos pelo desgaste lento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como prova, o m&#234;s de abril de 2013, com 1.462 protestos identificados pelo Centro para o Desenvolvimento Internacional &#8211; 48 por dia- dos quais 62,4% tem um car&#225;ter econ&#244;mico e social, n&#227;o s&#243; rompeu todos os recordes da historia do Egito, se n&#227;o que tem sido tamb&#233;m o pico mundial deste m&#234;s. Ao comparar quantitativamente os meses que separam duas revolu&#231;&#245;es russas de 1917, parecem um longo e tranquilo rio. O m&#234;s de mar&#231;o foi agitado, com quase 1.354 protestos. De fato, desde a tomada do poder por Morsi e a Irmandade Mu&#231;ulmana, em julho de 2012, o numero de conflitos tem mais que duplicado no mesmo tempo, s&#243; no ano de 2012 j&#225; contava com mais movimentos que os 10 anos anteriores juntos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Milh&#245;es de eg&#237;pcios ingressaram na cena pol&#237;tica e est&#227;o fazendo sua pr&#243;pria experi&#234;ncia. Alguns pela primeira vez, &#225;s vezes utilizados por seus patr&#245;es ou administradores para pressionar as autoridades. Mas outros j&#225; est&#227;o em sua quinta ou sexta greve em dois anos, para n&#227;o falar da sua participa&#231;&#227;o nos protestos nos bairros ou nas manifesta&#231;&#245;es pol&#237;ticas. Todos direta ou indiretamente tem mais experi&#234;ncia e organiza&#231;&#227;o do que jamais tiveram; novos militantes se formam, em busca de alimentos ideol&#243;gicos na pra&#231;a Tahrir ou na universidade e todos os lugares de debate, deixando pouco a pouco seu estupor de explorados, mostrando-se capazes de ajudar a si mesmos e com cada vez mais peso sobre outras categoriais sociais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos &#250;ltimos 10 meses, desde que Morsi assumiu o governo, a revolu&#231;&#227;o tem tomado a forma, em setembro e outubro de 2012, de amplos movimentos sociais centrados em fins econ&#244;micos ao redor de greves gerais de professores e m&#233;dicos. Em novembro e dezembro, se converteu num grande movimento pol&#237;tico em torno da exig&#234;ncia da queda do regime considerado uma nova ditadura. Na mobiliza&#231;&#227;o de 4 de dezembro, se reuniram quase 750.000 manifestantes nas ruas do Cairo e ao redor do pal&#225;cio presidencial, o que obrigou a Morsi a fugir, mas foi salvado pela covardia da oposi&#231;&#227;o que o acompanhou no desvio do movimento insurrecional para as urnas, com o referendum religioso e constitucional. Com a absten&#231;&#227;o massiva durante estas elei&#231;&#245;es em dezembro, as pessoas tinham experi&#234;ncia de ter deixado em minoria o conjunto de seus partidos. Em janeiro, fevereiro e mar&#231;o de 2013, as cidades do canal de Suez insurretas desafiaram massivamente o estado de emerg&#234;ncia e ridiculizaram a autoridade que o poder isl&#224;&#162;mico havia posto em seu lugar. Mas foram tamb&#233;m os trabalhadores das cidades do delta do Nilo, como Mansoura e Mahalla, os que simbolizaram, frente todo pa&#237;s, o questionamento &#227; autoridade governamental, a pol&#237;cia e os isl&#224;&#162;micos com numerosos edif&#237;cios do Partido da Liberdade e da Justi&#231;a (Irmandade Mu&#231;ulmana), da pol&#237;cia ou prefeituras, queimados ou saqueados. O grande aparato policial (4 milh&#245;es), militar (3 milh&#245;es), religioso (2 milh&#245;es de membros da Irmandade Mu&#231;ulmana) que impuseram o terror, pareciam paralisados. Nas mesquitas, via-se os imanes denunciar o falso isl&#224; de salafistas e da Irmandade Mu&#231;ulmana. Inclusive vimos uma jovem professora fazer apologia de ate&#237;smo frente a uma multid&#227;o de curiosos. Nem sequer a universidade de Al Azhar, foco central do isl&#224; do Oriente M&#233;dio, escapou a desafio em toda a regra por seus estudantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sob o governo do ex&#233;rcito SCAF, de janeiro de 2011 a julho de 2012 e 9 elei&#231;&#245;es, os eg&#237;pcios tem rompido com suas ilus&#245;es sobre o exercito e a democracia representativa. A partir do governo da Irmandade Mu&#231;ulmana, romperam as ilus&#245;es no isl&#224; pol&#237;tico e aprendem a faz&#234;-lo com o FSN, frente aos partidos da oposi&#231;&#227;o sob a dire&#231;&#227;o dos liberais, democratas e socialistas nasseristas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; por isso que temos visto aparecer a partir de janeiro de 2013, mil&#237;cias de autodefesa, batizadas comumente pela imprensa como &#8220;Bloco Negro&#8221;, para se defender da extrema viol&#234;ncia da pol&#237;cia, rompendo com a tradi&#231;&#227;o de n&#227;o viol&#234;ncia legal da oposi&#231;&#227;o institucional. &#201; por isso que tamb&#233;m apareceram os in&#237;cios de autoorganiza&#231;&#227;o popular, conselhos da cidade de Mahalla e Kafr el Sheick, embri&#227;o de pol&#237;tica popular, pris&#227;o para os Irm&#227;os Mu&#231;ulmanos e um esbo&#231;o de educa&#231;&#227;o tomada em suas m&#227;os pela popula&#231;&#227;o de Port Said, dando conta de uma l&#243;gica da situa&#231;&#227;o onde se levanta a quest&#227;o da democracia direta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em mar&#231;o e abril, ao mesmo tempo em que assist&#237;amos ao debate eleitoral dos isl&#224;&#162;micos durante o escrut&#237;nio para a representa&#231;&#227;o eleitoral entre os estudantes e enquanto as universidades estavam cada vez mais perto de se tornar um foco de agita&#231;&#227;o pol&#237;tica permanente, a revolu&#231;&#227;o, em uma esp&#233;cie de respira&#231;&#227;o, se deslocava para os assuntos econ&#244;micos. Come&#231;ando por uma greve geral dos ferrovi&#225;rios, uma multid&#227;o de movimentos sociais atomizados, das f&#225;bricas e dos bairros estouraram contra os aumentos de pre&#231;os, a escassez de combust&#237;veis e os cortes de eletricidade. Qui&#231;&#225; antes que o rebaixamento dos subs&#237;dios nos produtos de primeira necessidade programados pelo governo para dentro de pouco unifiquem novamente o movimento em um mesmo terreno, mas agora brutalmente pol&#237;tico. Atrav&#233;s destas m&#250;ltiplas experi&#234;ncias, vai tomando forma pouco a pouco a ideia de que a salvaguarda da revolu&#231;&#227;o passa pela revolu&#231;&#227;o social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Teve um fato em abril que foi particularmente significativo. O grande jornal liberal Al Masry al Youmha fechava suas portas. Propriedade de homens de neg&#243;cios, eles acharam que haviam feito sua parte em ajudar a queda de Mubarak, mas hoje quando era o momento de uma alian&#231;a entre isl&#224;&#162;micos e liberais, uma informa&#231;&#227;o livre n&#227;o podia mais que beneficiar a classe oper&#225;ria. Em resposta a sua &#250;ltima apari&#231;&#227;o, seus jornalistas fizeram um n&#250;mero especial explicando que n&#227;o podia existir democracia real sem democracia econ&#244;mica e justi&#231;a social, em suma, que o futuro era a revolu&#231;&#227;o social!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A converg&#234;ncia atual entre a perda de ilus&#245;es e as lutas oper&#225;rias com democracia direta, tendem a que emerjam publica e abertamente as mudan&#231;as subterr&#226;neas que est&#227;o transformando as rela&#231;&#245;es entre homens e mulheres, o tipo de fam&#237;lia, o matrimonio, a heran&#231;a, a educa&#231;&#227;o, a religi&#227;o e a propriedade: quest&#245;es do socialismo e da revolu&#231;&#227;o permanente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o &#233; de outro modo que vivendo nesta consci&#234;ncia emergente de que os homens atrav&#233;s de suas lutas podem se converter em atores de sua pr&#243;pria hist&#243;ria, dando-a um objetivo aos organismos de contra-poder que come&#231;aram tomando os espa&#231;os p&#250;blicos, continuaram construindo sindicatos e diversas organiza&#231;&#245;es n&#227;o governamentais, e poderiam continuar pondo em p&#233; comit&#234;s de luta por fabrica ou cidades e suas coordena&#231;&#245;es e sua escala, e, porque n&#227;o, atravessar fronteiras. Ent&#227;o, seu alcance ser&#225; tanto maior quanto sua linguagem ser&#225; comum &#227; humanidade.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Egipto: la marcha de la clase obrera hacia su conciencia pol&#237;tica</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/Egipto-la-marcha-de-la-clase-obrera-hacia-su-conciencia-politica</link>
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		<dc:creator>Jacques Chastaing, militant du NPA &#224; Mulhouse</dc:creator>


		<dc:subject>Medio Oriente</dc:subject>
		<dc:subject>&#193;frica</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>La Primavera &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Egipto</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;En Egipto y en el mundo &#225;rabe -o en cualquier otro lugar-, la autoorganizaci&#243;n s&#243;lo puede inscribirse en la marcha de las clases explotadas para salir de su apat&#237;a pol&#237;tica y en el camino de tomar conciencia sobre su propio papel.&lt;br class='autobr' /&gt;
La revoluci&#243;n en Egipto (y T&#250;nez, Siria, etc.) es un gran cimbronazo del mundo. Tambi&#233;n es un fant&#225;stico desciframiento de los cambios recientes en el planeta y los caminos que, actualmente, toma la conciencia de los oprimidos hacia su emancipaci&#243;n.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Egipto" rel="tag"&gt;Egipto&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Por Jacques Chastaing &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En Egipto y en el mundo &#225;rabe -o en cualquier otro lugar-, la autoorganizaci&#243;n s&#243;lo puede inscribirse en la marcha de las clases explotadas para salir de su apat&#237;a pol&#237;tica y en el camino de tomar conciencia sobre su propio papel.&lt;br class='autobr' /&gt;
La revoluci&#243;n en Egipto (y T&#250;nez, Siria, etc.) es un gran cimbronazo del mundo. Tambi&#233;n es un fant&#225;stico desciframiento de los cambios recientes en el planeta y los caminos que, actualmente, toma la conciencia de los oprimidos hacia su emancipaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas revueltas no son s&#243;lo fen&#243;menos &#034;&#225;rabes&#034; causadas por el desgaste de los reg&#237;menes dictatoriales, sino que est&#225;n vinculados al desquiciamiento econ&#243;mico mundial de los &#250;ltimos treinta a&#241;os. La crisis ha llevado al capitalismo a patear hacia adelante el endeudamiento cuyos efectos vemos aqu&#237; hoy, pero tambi&#233;n lo ha llevado a la b&#250;squeda tanto de nuevos mercados como de un nuevo proletariado de bajos salarios; la competencia entre los trabajadores del mundo; una nueva geograf&#237;a industrial planetaria y la desregulaci&#243;n mundial de la protecci&#243;n social, poniendo patas arriba muchas situaciones asentadas y sentando las bases de los actuales levantamientos, desde Egipto a Turqu&#237;a, pasando por Bangladesh.&lt;br class='autobr' /&gt;
Las revoluciones &#225;rabes han dado paso a un per&#237;odo de desbarajuste y desciframiento de estos cambios econ&#243;micos y su impacto en la conciencia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Los flujos estructurales de la conciencia hacia la autonom&#237;a&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La liberalizaci&#243;n econ&#243;mica resquebraj&#243; todo tipo de protecci&#243;n, empuj&#243; a los pobres a buscar una mejor vida en las principales ciudades, conduciendo a una urbanizaci&#243;n desenfrenada. El Cairo pas&#243; de tener 3 millones de habitantes en 1960 a m&#225;s de 20 millones en la actualidad. Surgieron una gran cantidad de ciudades medianas y peque&#241;as. De los 100 millones de habitantes del mundo &#225;rabe en 1950, el 26% viv&#237;a en ciudades. Hoy en d&#237;a, hay m&#225;s de 66% de un total de 350 millones. Alejandr&#237;a cuenta con m&#225;s de 5 millones de habitantes, Port Said, Suez, Mahalla, Mansoura, ciudades que las luchas nos hicieran conocer, superan los 500.000 habitantes cada una. Egipto tiene una poblaci&#243;n de 85 millones de personas, muy j&#243;venes (con una edad promedio de 24 a&#241;os); una densidad de habitantes seis veces superior a la de los Pa&#237;ses Bajos -el m&#225;s alto de Europa-; una clase obrera de 8 millones de personas; la industria m&#225;s desarrollada en el mundo &#225;rabe (24.000 empleados, por ejemplo, en &#034;Misr Spinning and Weaving&#034; en el sitio de Mahalla al-Kubra), y un sector &#034;informal&#034; de peque&#241;os puestos de trabajo de &#8220;d&#237;a a d&#237;a&#8221; que abarca entre 10 y 17 millones de trabajadores. Muy a menudo, estos &#250;ltimos son estigmatizados socialmente como delincuentes o traficantes de drogas que no tienen, por supuesto, ninguna protecci&#243;n en caso de accidente o enfermedad, no acceden a jubilaci&#243;n y sus hijos tampoco se atreven a decir a qu&#233; se dedican sus padres. Sin embargo, es este sector del proletariado el que ha jugado y sigue jugando un papel central en las revueltas que sacudieron el pa&#237;s, pero que contin&#250;a hasta el momento sin representaci&#243;n pol&#237;tica. Es esta contradicci&#243;n y la marcha hacia la conciencia de los explotados, la clave de todos los acontecimientos pol&#237;ticos de los &#250;ltimos dos a&#241;os en Egipto.&lt;br class='autobr' /&gt;
Esta contradicci&#243;n es la que se encuentra en la ciudad-jungla, la que sacudi&#243; las tradiciones y destruy&#243; la vieja solidaridad, pero al mismo tiempo destruye lo que tiene de m&#225;s pesado y coercitivo la propia tradici&#243;n, creando un &#034;espacio de libertad&#034; que socava la autoridad de la antigua familia patriarcal o la religi&#243;n. &#034;La libertad&#034; sin duda de un proletariado femenino e infantil que ha sido explotado sin l&#237;mites. Pero, al mismo tiempo que la ciudad se convierte en &#034;jungla&#034;, mezcla las tradiciones y hace entrar a los trabajadores egipcios en el proletariado mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se estima en tres millones la cantidad de habitantes de las villas miseria de El Cairo en condiciones de vida dram&#225;ticas. Un mill&#243;n de ni&#241;os son abandonados a su suerte en las calles de las ciudades. &#8220;Gavroches&#8221; (nombre de un personaje de la novela &#8220;Los miserables&#8221;) de los tiempos modernos, que a menudo se encuentran en las filas de los ultra o la primera l&#237;nea de los enfrentamientos con la polic&#237;a. Al mismo tiempo, hay 21,7 millones de usuarios de Internet en Egipto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Con la ciudad, sus libertades, su concentraci&#243;n e internet, el peso de los j&#243;venes se ha multiplicado. Pero lo m&#225;s sorprendente es la participaci&#243;n significativa de los hombres maduros en la revoluci&#243;n, que hasta ese momento, al asumir la autoridad en la familia patriarcal y religiosa, jugaban un papel moderador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el campo industrial, la apertura a la competencia mundial ha llevado a la privatizaci&#243;n de las producciones del Estado m&#225;s tradicionales como el textil, que han sido compradas a menudo por el capital indio, con condiciones degradadas para los trabajadores. La tierra es quitada a los campesinos a favor de los grandes latifundios. La &#034;liberalizaci&#243;n&#034; de la econom&#237;a mundial ha entra&#241;ado la industrializaci&#243;n, pero tambi&#233;n el cierre de las empresas de propiedad estatal (4.600 cierres en 2012), as&#237; como la destrucci&#243;n de los servicios p&#250;blicos que causan el crecimiento de la pobreza por un lado, y la riqueza, por el otro. La pobreza aument&#243; del 39% de la poblaci&#243;n en 1990 al 48% en 1999 en las zonas urbanas, y del 39% al 55% en las zonas rurales. Hoy m&#225;s del 40% vive con menos de un euro por d&#237;a. De hecho, tratando de escapar de las viejas instituciones a las que fueron confinados, masas de hombres formaron olas de inmigraci&#243;n de una magnitud sin precedentes en la historia de la humanidad. En el mundo &#225;rabe, m&#225;s de 22 millones han emigrado, sobre todo a los pa&#237;ses del Golfo, pero tambi&#233;n a Europa e inclusive, m&#225;s all&#225;. En la desesperaci&#243;n que azota a esos pa&#237;ses, no hab&#237;a m&#225;s que una salida: huir al extranjero, trabajar all&#237;, ir a la escuela, so&#241;ar con un lugar mejor. Pero gran parte de los migrantes en los Estados del Golfo ha regresado. Cuando las fronteras europeas son cada vez m&#225;s herm&#233;ticas, esto no es para nada as&#237; en las revueltas actuales. La urbanizaci&#243;n y la migraci&#243;n han mostrado no s&#243;lo otro mundo, sino que tambi&#233;n lo han hecho penetrar, causando una verdadera revoluci&#243;n matrimonial que socava los cimientos de las dictaduras, como las bases de la religi&#243;n tradicional, ambas basadas en la familia patriarcal, el matrimonio a corta edad y entre primos, la sumisi&#243;n de las mujeres y una alta tasa de fertilidad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En 30 a&#241;os en Egipto -la tendencia es similar en todos los pa&#237;ses &#225;rabes- con considerable urbanizaci&#243;n y la inmigraci&#243;n a gran escala, muchas mujeres se pusieron a trabajar; la edad para contraer matrimonio que era de 17 a 18 a&#241;os para las mujeres aument&#243; a 23 a&#241;os, y 27 para los hombres. Esto significa un per&#237;odo de celibato mayor, y tambi&#233;n de disponibilidad para la acci&#243;n colectiva. La fertilidad disminuy&#243; de 6 o 7 ni&#241;os a alrededor de 3. Se estima que la tasa de contracepci&#243;n es de casi un 60%. El n&#250;mero de abortos, pese a estar a&#250;n prohibido, explota. La diferencia de edad entre los c&#243;nyuges, tradicionalmente alta, disminuye a medida que se vuelve habitual el matrimonio endog&#225;mico. La duraci&#243;n del matrimonio, bastante corto por la facilidad con la que cuentan los hombres para repudiarlo, se alarga. La poligamia casi ha desaparecido.&lt;br class='autobr' /&gt;
La violencia actual del tradicionalismo religioso es una reacci&#243;n a un mundo superado por esta evoluci&#243;n, el colapso electoral brutal de la Hermandad Musulmana encuentra en ella sus motivos. La plaza Tahrir, donde conviven sin problemas hombres y mujeres, ha dado un rostro a este trastocamiento, al mostrar que estos arca&#237;smos no est&#225;n inscriptos en las profundidades de la &#034;naturaleza humana&#034;, sino que se asientan en estos reg&#237;menes dictatoriales y all&#237; que encuentran sus fundamentos. La familia, el matrimonio, la herencia, las fronteras nacionales, la educaci&#243;n, las formas de gobierno, la representaci&#243;n pol&#237;tica, religiosa y la propiedad est&#225;n todos en crisis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El camino de los explotados hacia la conciencia pol&#237;tica que hace entrar en p&#225;nico a los poseedores &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contrariamente a lo que se dice a menudo, la revoluci&#243;n egipcia no ha sido sofocada por un llamado invierno islamista, ni se est&#225; apagando de a poco por el desgaste lento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como prueba, el mes de abril de 2013, con 1.462 protestas identificadas por el Centro para el Desarrollo Internacional -48 por d&#237;a&#8211; de los cuales el 62,4% tiene un car&#225;cter econ&#243;mico y social, no s&#243;lo rompi&#243; todos los records de la historia de Egipto, sino que ha sido tambi&#233;n pico mundial de este mes. Al comparar cuantitativamente los meses que separan las dos revoluciones rusas de 1917, parecen un largo y tranquilo r&#237;o. El mes de marzo ha sido agitado, con casi 1.354 protestas. De hecho, desde la toma del poder por Morsi y la Hermandad Musulmana, en julio de 2012, el n&#250;mero de conflictos se ha m&#225;s que duplicado en el mismo tiempo, s&#243;lo el a&#241;o 2012 ya contaba con m&#225;s movimientos que los 10 a&#241;os anteriores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Millones de egipcios ingresaron a la escena pol&#237;tica y est&#225;n haciendo su propia experiencia. Algunos por primera vez, a veces utilizados por sus patrones o administradores para presionar a las autoridades. Pero otros ya est&#225;n en su quinta o sexta huelga en dos a&#241;os, por no hablar de su participaci&#243;n en las protestas barriales o en las manifestaciones pol&#237;ticas. Todos directa o &#8220;por capilaridad&#8221; tienen m&#225;s experiencia y organizaci&#243;n que lo que tuvieron jam&#225;s; nuevos militantes se forman, en busca de alimentos ideol&#243;gicos en la plaza Tahrir o en la universidad y todos los lugares de debate, dejando poco a poco su estupor de explotados, mostr&#225;ndose capaces de ayudarse a s&#237; mismos y con cada vez m&#225;s peso sobre las otras categor&#237;as sociales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En los &#250;ltimos 10 meses, desde que Morsi asumi&#243; el gobierno, la revoluci&#243;n ha tomado la forma, en septiembre y octubre de 2012, de amplios movimientos sociales centrados en fines econ&#243;micos alrededor de huelgas generales de profesores y m&#233;dicos. En noviembre y diciembre, se convirti&#243; en un gran movimiento pol&#237;tico en torno a la exigencia de la ca&#237;da del r&#233;gimen considerado una nueva dictadura. En la movilizaci&#243;n del 4 de diciembre, se reunieron casi 750.000 manifestantes en las calles de El Cairo y alrededor del palacio presidencial, lo que oblig&#243; a Morsi a huir, pero fue salvado por la pusilanimidad de la oposici&#243;n que lo acompa&#241;&#243; en el desv&#237;o del movimiento insurreccional hacia las urnas, con el refer&#233;ndum religioso y constitucional. Con la abstenci&#243;n masiva durante estas elecciones en diciembre, la gente ten&#237;a la experiencia de haber dejado en minor&#237;a al conjunto de sus partidos. En enero, febrero y marzo de 2013, las ciudades del canal de Suez insurrectas desafiaron masivamente el estado de emergencia y ridiculizaron la autoridad que el poder isl&#225;mico hab&#237;a puesto en su lugar. Pero fueron tambi&#233;n los trabajadores de las ciudades del delta del Nilo, como Mansoura y Mahalla, los que simbolizaron, ante todo el pa&#237;s, el cuestionamiento a la autoridad gubernamental, la polic&#237;a y los islamistas con numerosas bancas del Partido de la Libertad y de la Justicia (Hermanos Musulmanes), polic&#237;as o prefecturas, quemados o saqueados. El gran aparato policial (4 millones), militar (3 millones), religioso (2 millones de Hermanos Musulmanes) que impusieron el terror, parec&#237;an paralizados. En las mezquitas, se ve&#237;a a los imanes denunciar el falso islam de salafistas y Hermanos Musulmanes. Incluso vimos a una joven profesora hacer apolog&#237;a de ate&#237;smo frente a una multitud de curiosos. Ni siquiera la universidad de Al Azhar, foco central del islam de Medio Oriente, escap&#243; al desaf&#237;o en toda la regla por sus estudiantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bajo el gobierno del ej&#233;rcito SCAF, de enero de 2011 a julio de 2012 y 9 elecciones, los egipcios han roto con sus ilusiones sobre el ej&#233;rcito y la democracia representativa. A partir del gobierno de los Hermanos Musulmanes, rompieron con las ilusiones en el islam pol&#237;tico y aprenden a hacerlo con el FSN, frente de los partidos de la oposici&#243;n bajo la direcci&#243;n de los liberales, dem&#243;cratas y socialistas nasserianos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es por ello que hemos visto aparecer a partir de enero de 2013, milicias de autodefensa, bautizadas com&#250;nmente por la prensa como &#8220;Bloque Negro&#8221; para defenderse de la extrema violencia de la polic&#237;a, rompiendo con la tradici&#243;n de no violencia legal de la oposici&#243;n institucional. Es por eso que tambi&#233;n aparecieron los inicios de auto organizaci&#243;n popular, consejos de ciudad en Mahalla y Kafr el Sheick, embri&#243;n de polic&#237;a popular, prisi&#243;n para los Hermanos Musulmanes y un esbozo de educaci&#243;n tomada en sus manos por la poblaci&#243;n de Port Said, dando cuenta de una l&#243;gica de la situaci&#243;n donde se plantea la cuesti&#243;n de la democracia directa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En marzo y abril, al mismo tiempo que asist&#237;amos a la debacle electoral de los islamistas durante el escrutinio para la representaci&#243;n electoral entre los estudiantes y mientras las universidades estaban cada vez m&#225;s cerca de volverse un foco de agitaci&#243;n pol&#237;tica permanente, la revoluci&#243;n, en una especie de respiraci&#243;n, se desplazaba hacia los asuntos econ&#243;micos. Empezando por una huelga general de los ferrocarriles, una multitud de movimientos sociales atomizados, de las f&#225;bricas y los barrios estallaron contra los aumentos de precios, la escasez de combustible y los cortes de electricidad. Quiz&#225;s antes de que la rebaja de los subsidios en los productos de primera necesidad programados por el gobierno para dentro de poco unifiquen nuevamente el movimiento en un mismo terreno pero ahora brutalmente pol&#237;tico.&lt;br class='autobr' /&gt;
A trav&#233;s de estas m&#250;ltiples experiencias, va tomando forma poco a poco la idea de que la salvaguarda de la revoluci&#243;n pasa por la revoluci&#243;n social.&lt;br class='autobr' /&gt;
Hubo un hecho en abril que fue particularmente significativo. El gran peri&#243;dico liberal Al Masry al Youmha cerraba sus puertas. Propiedad de hombres de negocios, ellos estimaron que hab&#237;a jugado su parte en ayudar a la ca&#237;da de Mubarak, pero hoy cuando era el momento de una alianza entre islamistas y liberales, una informaci&#243;n libre no pod&#237;a m&#225;s que beneficiar a la clase obrera. En respuesta a su &#250;ltima aparici&#243;n, sus periodistas hicieron un n&#250;mero especial explicando que no pod&#237;a existir democracia real sin democracia econ&#243;mica y justicia social, en suma, que el futuro era la revoluci&#243;n social!&lt;br class='autobr' /&gt;
La convergencia actual entre la p&#233;rdida de ilusiones y las luchas obreras con democracia directa, tiende a que emerjan p&#250;blica y abiertamente los cambios subterr&#225;neos que han ido transformando las relaciones entre hombres y mujeres, en el tipo de familia, el matrimonio, la herencia, la educaci&#243;n, la religi&#243;n y la propiedad: cuestiones del socialismo y de la revoluci&#243;n permanente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No es de otro modo que viviendo en esta conciencia emergente de que los hombres a trav&#233;s de sus luchas pueden convertirse en actores de su propia historia, d&#225;ndole un objetivo a los organismos de contra-poder que comenzaron tomando los espacios p&#250;blicos, continuaron construyendo sindicatos y diversas organizaciones no gubernamentales, y podr&#237;an continuar poniendo en pie comit&#233;s de lucha por f&#225;brica o ciudades y sus coordinaciones a escala, y, por qu&#233; no, atravesar fronteras. Entonces, su alcance ser&#225; tanto mayor cuanto que su lenguaje ser&#225; com&#250;n a la humanidad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;12/05/2013.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>&#201;gypte : la marche des classes populaires vers une conscience politique</title>
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		<dc:date>2013-07-06T14:25:00Z</dc:date>
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		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>Jacques Chastaing, militant du NPA &#224; Mulhouse</dc:creator>


		<dc:subject>Medio Oriente</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>&#193;frica</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>La Primavera &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Egipto</dc:subject>
		<dc:subject>Mundo &#193;rabe</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;En &#201;gypte comme dans le monde arabe - ou ailleurs- l'auto-organisation ne peut s'inscrire que dans la marche des classes exploit&#233;es pour sortir de leur apathie politique et vers la prise de conscience de leur r&#244;le propre.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Par Jacques Chastaing&lt;/i&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Jacques Chastaing est militant du NPA &#227; Mulhouse. Cet article a &#233;t&#233; publi&#233; (&#8230;)&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En &#201;gypte comme dans le monde arabe - ou ailleurs- l'auto-organisation ne peut s'inscrire que dans la marche des classes exploit&#233;es pour sortir de leur apathie politique et vers la prise de conscience de leur r&#244;le propre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_3911 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L400xH175/sipa-ap-egypte-manifestant-tue-mansoura-police-1129383-jpg_1003098-9a6c1-bd299.jpg?1693027745' width='400' height='175' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br class='autobr' /&gt;
[Manifestation d'ouvriers gr&#233;vistes de la ville de Mansoura, le 17 f&#233;vrier dernier]&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La r&#233;volution en &#201;gypte (comme en Tunisie, Syrie, etc...) est un formidable bousculement du monde. C'est aussi un fantastique d&#233;cryptage des transformations r&#233;centes du monde et des chemins que prend aujourd'hui la conscience des opprim&#233;s vers leur &#233;mancipation.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ces soul&#232;vements ne sont pas seulement des ph&#233;nom&#232;nes &#034;arabes&#034; provoqu&#233;s par l'usure de r&#233;gimes dictatoriaux mais sont aussi li&#233;s aux bouleversements &#233;conomiques mondiaux de ces trente derni&#232;res ann&#233;es. La crise a conduit le capitalisme &#224; la fuite en avant de l'endettement dont nous voyons les effets ici mais aussi &#224; la recherche de nouveaux march&#233;s comme de nouveaux prol&#233;taires &#227; bas salaires, la mise en concurrence des travailleurs du monde, une nouvelle g&#233;ographie industrielle plan&#233;taire et la d&#233;r&#233;gulation mondiale des protections sociales, chamboulant bien des situations assises et jetant ainsi les bases des soul&#232;vements actuels de l'Egypte &#224; la Turquie en passant par le Bangladesh.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Les r&#233;volutions arabes ont ouvert une p&#233;riode de chamboulement et d&#233;chiffrement de ces transformations &#233;conomiques et de leurs cons&#233;quences sur la conscience.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Les cheminements structuraux de la conscience vers l'autonomie&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La lib&#233;ralisation &#233;conomique cassant toutes les protections a pouss&#233; les pauvres &#227; chercher une vie meilleure dans les villes conduisant &#227; une urbanisation d&#233;brid&#233;e. Le Caire est pass&#233; de 3 millions d'habitants dans les ann&#233;es 1960 &#227; plus de 20 millions aujourd'hui. Une foule de villes moyennes et petites ont &#233;merg&#233;. Sur les 100 millions d'habitants du monde arabe en 1950, 26% vivaient en ville. Aujourd'hui ils sont plus de 66% pour les 350 millions actuels. Alexandrie a plus de 5 millions d'habitants, Port Sa&#239;d, Suez, Mahalla, Mansoura... que les luttes nous ont fait conna&#238;tre, d&#233;passent toutes les 500 000 habitants. L'&#201;gypte a une population de 85 millions d'habitants, tr&#232;s jeune, (&#226;ge m&#233;dian de 24 ans), une densit&#233; d'habitat six fois plus importante que celle de la Hollande - la plus forte d'Europe - , une classe ouvri&#232;re de 8 millions de salari&#233;s, avec le secteur industriel le plus d&#233;velopp&#233; du monde arabe ( 24 000 salari&#233;s par exemple chez &#034;Misr Filature et Tissage&#034; sur le site de Mahallah al Kubra), et un secteur &#034;informel&#034; de petits boulots au jour le jour de 10 &#227; 17 millions de travailleurs. Ces derniers sont plus stigmatis&#233;s socialement que des criminels ou des vendeurs de drogue, ils n'ont bien s&#251;r aucune protection en cas d'accident ou maladie, pas de retraite et leurs enfants n'osent le plus souvent pas dire ce que font leurs parents. Pourtant c'est ce prol&#233;tariat qui a jou&#233; et continue &#227; jouer un r&#244;le central dans les soul&#232;vements qui secouent le pays, mais sans jusqu'&#224; ce jour de repr&#233;sentation politique. C'est cette contradiction et la marche vers cette conscience des exploit&#233;s qui sont la clef de tous les faits politiques de ces deux derni&#232;res ann&#233;es en &#201;gypte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cette contradiction r&#233;side dans la jungle de la ville qui bouscule les traditions et d&#233;truit les solidarit&#233;s anciennes mais aussi ce qu'il y a de plus pesant et coercitif dans la tradition et cr&#233;e ainsi un &#034;espace de libert&#233;&#034; mettant &#227; mal les anciennes autorit&#233;s familiales patriarcales ou religieuses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;Libert&#233;&#034; certes d'un prol&#233;tariat f&#233;minin et enfantin &#227; &#234;tre exploit&#233; sans limites. Mais en m&#234;me temps qu'elle devient cette &#034;jungle&#034;, la ville m&#234;le les traditions et fait rentrer ces travailleurs dans le prol&#233;tariat mondial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;On estime &#227; 3 millions les habitants des bidonvilles du Caire aux conditions de vie dramatiques dont un million dans son seul cimeti&#232;re. Un million d'enfants abandonn&#233;s sont livr&#233;s &#227; eux-m&#234;mes dans les rues des villes. Gavroches des temps modernes, on les trouve souvent dans les rangs des Ultra ou en premi&#232;re ligne des affrontements avec la police. En m&#234;me temps on compte 21,7 millions d'internautes en &#201;gypte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Avec la ville, ses libert&#233;s, sa concentration et internet, le poids de la jeunesse s'est d&#233;multipli&#233;. Mais le plus &#233;tonnant, c'est la participation importante &#224; la r&#233;volution d'hommes d'&#226;ge m&#251;r, qui jusque l&#224; , en assumant l'autorit&#233; dans la famille, patriarcale et religieuse, jouaient un r&#244;le mod&#233;rateur.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sur le terrain industriel, l'ouverture &#224; la concurrence mondiale a amen&#233; la privatisation des productions d'&#201;tat les plus traditionnelles comme le textile dont les entreprises sont souvent rachet&#233;es par le capital indien, dans des conditions d&#233;grad&#233;es pour les salari&#233;s. Les terres sont reprises aux paysans au profit de grands latifundiaires. La &#034;lib&#233;ralisation&#034; de l'&#233;conomie mondiale a parfois entra&#238;n&#233; une certaine industrialisation mais surtout la fermeture des entreprises d'&#201;tat ( 4600 fermetures d'entreprises en 2012) comme la destruction des services publics provoquant la croissance de la pauvret&#233; d'un c&#244;t&#233;.... et de la richesse de l'autre. La pauvret&#233; est pass&#233;e de 39% de la population en 1990 &#227; 48% en 1999 dans les r&#233;gions urbaines et de 39% &#227; 55% dans les r&#233;gions rurales. Aujourd'hui plus de 40% vivent avec moins d'un euro par jour.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De ce fait, en cherchant &#227; &#233;chapper aux vieilles institutions dans lesquels ils &#233;taient enferm&#233;s, des masses d'hommes ont fa&#231;onn&#233; des vagues d'immigration d'une ampleur sans pr&#233;c&#233;dent dans l'histoire de l'humanit&#233;. Dans le monde arabe, plus de 22 millions ont &#233;migr&#233;, souvent dans les pays du Golfe mais aussi en Europe ou encore plus loin.Dans le d&#233;sespoir qui frappe ces pays, il n'y avait qu'un &#233;chappatoire : fuir &#224; l'&#233;tranger, y travailler, faire des &#233;tudes, partir, r&#234;ver d'un ailleurs meilleur. Mais une bonne partie des &#233;migr&#233;s dans les &#201;tats du Golfe est revenue. Quand aux fronti&#232;res europ&#233;ennes, elles sont de plus en plus herm&#233;tiques... Ce qui n'a pas &#233;t&#233; pour rien dans les soul&#232;vements actuels.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L'urbanisation et l'&#233;migration ont non seulement montr&#233; un autre monde mais l'ont fait p&#233;n&#233;trer en provoquant une v&#233;ritable r&#233;volution matrimoniale qui sape les bases des r&#233;gimes dictatoriaux comme les assises de la religion traditionnelle fond&#233;s tous deux sur la famille patriarcale, le mariage en bas &#226;ge et entre cousins germains, la soumission des femmes et un taux de f&#233;condit&#233; &#233;lev&#233;. En 30 ans en &#201;gypte &#8211; mais l'&#233;volution est semblable dans tous les pays arabes - avec une urbanisation consid&#233;rable et une immigration importante, bien des femmes se sont mis &#227; travailler, l'&#226;ge du mariage qui &#233;tait de 17-18 ans pour les femmes est pass&#233; &#227; 23 ans, 27 pour les hommes. Ce qui signifie un c&#233;libat plus long et une p&#233;riode de disponibilit&#233; &#224; l'action collective &#233;galement. La f&#233;condit&#233; est pass&#233; de 6 &#227; 7 enfants &#227; environ 3. On estime le taux de contraception &#227; pr&#232;s de 60%. Le nombre d'avortements, encore interdits, explose. L'&#233;cart d'&#226;ge traditionnellement &#233;lev&#233; entre &#233;poux diminue comme l'habitude du mariage endogame. La dur&#233;e du mariage, assez courte du fait des facilit&#233;s de r&#233;pudiation pour les hommes, s'allonge. La polygamie a quasiment disparu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La violence actuelle du traditionalisme religieux est une r&#233;action d'un monde d&#233;pass&#233; par cette &#233;volution, l'effondrement &#233;lectoral brutal des Fr&#232;res Musulmans y trouve ses fondements. La place Tahrir o&#249; cohabitaient sans probl&#232;mes hommes et femmes, a donn&#233; un visage &#227; ce chamboulement en montrant que ces archa&#239;smes ne sont pas inscrits au plus profond de la &#034;nature humaine&#034; mais ne tiennent que par ces r&#233;gimes dictatoriaux qui y trouvent leurs assises. La famille, le mariage, l'h&#233;ritage, les fronti&#232;res nationales, l'&#233;ducation, les formes de collectivit&#233;s, la repr&#233;sentation politique, religieuse et la propri&#233;t&#233; sont tous en crise.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Une marche des exploit&#233;s vers la conscience politique qui affole les poss&#233;dants&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contrairement &#227; ce qui est souvent dit, la r&#233;volution &#233;gyptienne n'a &#233;t&#233; ni &#233;touff&#233;e par un soit-disant hiver islamiste ni ne s'est &#233;teinte peu &#227; peu par usure lente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comme preuve, le mois d'avril 2013, avec 1462 mouvements de protestation recens&#233;s par le Centre International de D&#233;veloppement &#8211; 48 par jour - dont 62,4 % ont un caract&#232;re &#233;conomique et social, a battu non seulement tous les records de l'histoire &#233;gyptienne mais repr&#233;sente aussi un sommet mondial pour ce mois. En comparant quantitativement, les mois qui ont s&#233;par&#233; les deux r&#233;volutions russes de 1917 paraissent &#234;tre un long fleuve tranquille. Car le mois de mars a quasiment &#233;t&#233; aussi agit&#233; avec 1354 protestations. De fait, depuis la prise du pouvoir par Morsi et les Fr&#232;res Musulmans, en juillet 2012, le nombre de luttes a plus que doubl&#233;, en m&#234;me temps que la seule ann&#233;e 2012 comptait d&#233;j&#224; plus de mouvements que les 10 ann&#233;es pr&#233;c&#233;dentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Des millions d'&#233;gyptiens ont &#233;t&#233; entra&#238;n&#233;s sur la sc&#232;ne politique y faisant leur propre exp&#233;rience. Certains pour la premi&#232;re fois, parfois utilis&#233;s par leurs patrons ou directeurs pour faire pression sur les autorit&#233;s. Mais d'autres en sont d&#233;j&#224; &#227; leur 5&#232;me ou 6&#232;me gr&#232;ve en deux ans, sans parler de leur participation &#227; des protestations de quartier ou des manifestations politiques. Tous, directement ou par capillarit&#233;, sont plus exp&#233;riment&#233;s et organis&#233;s qu'ils ne l'ont jamais &#233;t&#233;, de nouveaux militants se formant, cherchant des aliments id&#233;ologiques place Tahrir ou &#224; l'universit&#233; et tous les lieux de d&#233;bats, sortant peu &#227; peu les classes exploit&#233;es &#233;gyptiennes de leur h&#233;b&#233;tude, les montrant capables de s'aider elles-m&#234;mes et pesant de plus en plus sur les autres cat&#233;gories sociales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sur les 10 derniers mois, depuis que Morsi est au gouvernement, la r&#233;volution a d'abord pris en septembre et octobre 2012 la forme de larges mouvements sociaux centralis&#233;s &#227; but &#233;conomique autour des gr&#232;ves g&#233;n&#233;rales des enseignants et des m&#233;decins. En novembre et d&#233;cembre, elle est devenue un grand mouvement politique autour de l'exigence de la chute du r&#233;gime consid&#233;r&#233; comme une nouvelle dictature. Elle a regroup&#233; le 4 d&#233;cembre jusqu'&#224; 750 000 manifestants dans les rues du Caire et autour du palais pr&#233;sidentiel obligeant Morsi &#224; la fuite, sauv&#233; par la pusillanimit&#233; de l'opposition qui l'a accompagn&#233; dans le d&#233;tournement du mouvement insurrectionnel dans les urnes d'un r&#233;f&#233;rendum constitutionnel et religieux. Avec l'abstention massive lors de ce scrutin en d&#233;cembre, le peuple a fait l'exp&#233;rience de la mise en minorit&#233; de l'ensemble de ses partis. En janvier, f&#233;vrier et mars 2013, ce sont les villes du canal de Suez en insurrection qui ont massivement brav&#233; l'&#233;tat d'urgence et ridiculis&#233; l'autorit&#233; du pouvoir islamiste qui l'avait mis en place. Mais ce sont aussi les villes ouvri&#232;res du delta du Nil comme Mansoura et Mahalla qui ont symbolis&#233; la contestation dans tout le pays de l'autorit&#233; du gouvernement, de la police et des islamistes avec de tr&#232;s nombreux si&#232;ges du Parti de la Libert&#233; et de la Justice (Fr&#232;res Musulmans), commissariats ou pr&#233;fectures, br&#251;l&#233;s ou saccag&#233;s. Les immense appareils policiers ( 4 millions), militaires (3 millions), religieux ( 2 millions de Fr&#232;res Musulmans) qui imposaient la terreur, semblent paralys&#233;s. Dans les mosqu&#233;es, on voit des imams d&#233;noncer le faux islam des salafistes et des Fr&#232;res Musulmans. On y a m&#234;me vu un tr&#232;s jeune conf&#233;rencier y faire l'apologie de l'ath&#233;isme devant une foule de curieux. Il n'est pas m&#234;me jusqu'&#224; l'universit&#233; Al Azhar, foyer central de l'islam moyen-oriental, qui ne soit entra&#238;n&#233; par ses &#233;tudiants dans une contestation tous azimuts.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sous le gouvernement CSFA de l'arm&#233;e de janvier 2011 &#227; juillet 2012 et 9 &#233;lections, les &#233;gyptiens ont rompu avec leurs illusions sur l'arm&#233;e et la d&#233;mocratie repr&#233;sentative. Depuis le gouvernement des Fr&#232;res Musulmans, ils ont rompu avec les illusions sur l'islam politique et apprennent &#224; le faire avec le FSN, front des partis d'opposition sous la direction des lib&#233;raux, d&#233;mocrates et socialistes nass&#233;riens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;C'est pourquoi on a vu appara&#238;tre &#227; partir de janvier 2013 des milices d'auto-d&#233;fense baptis&#233;es par la presse du nom commun de Black Block pour se d&#233;fendre de l'extr&#234;me violence des forces de police, rompant ainsi avec les traditions de non violence l&#233;gale de l'opposition institutionnelle. C'est pourquoi sont apparus &#233;galement des amorces d'auto-organisation populaire, conseil de ville &#227; Mahalla et Kafr el Sheick, embryon de police populaire, prison pour les Fr&#232;res Musulmans et &#233;bauche d'&#233;ducation prises en main par la population &#227; Port Sa&#239;d, t&#233;moignant d'une logique de situation o&#249; se pose la question de la d&#233;mocratie directe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En mars et avril, en m&#234;me temps qu'on assiste &#227; un effondrement &#233;lectoral des islamistes lors du scrutin pour la repr&#233;sentation &#233;lectorale du milieu &#233;tudiant et que les universit&#233;s font ainsi un pas de plus vers des foyers d'agitation politique permanente, la r&#233;volution, dans une esp&#232;ce de respiration, se d&#233;place vers les questions &#233;conomiques. En commen&#231;ant par une gr&#232;ve g&#233;n&#233;rale des cheminots, une multitude de mouvements sociaux &#233;miett&#233;s, d'usines et de quartiers, ont &#233;clat&#233; contre des hausses de prix et des p&#233;nuries de fuel ou coupures d'&#233;lectricit&#233;. Avant que peut-&#234;tre les baisses des subventions sur les produits de premi&#232;re n&#233;cessit&#233; programm&#233;s par le gouvernement d'ici peu n'unifient &#227; nouveau le mouvement sur un m&#234;me terrain mais alors brutalement politique.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Par ces multiples exp&#233;riences, se forme ainsi peu &#227; peu l'id&#233;e que la sauvegarde de la r&#233;volution passe par la r&#233;volution sociale&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Un fait en avril a &#233;t&#233; particuli&#232;rement significatif. Le grand journal lib&#233;ral Al Masry al Youm a ferm&#233; ses portes. Propri&#233;t&#233; d'hommes d'affaires, ils ont estim&#233; qu'il avait jou&#233; son r&#244;le en aidant &#224; la chute de Moubarak mais qu'aujourd'hui o&#249; les temps &#233;taient &#224; l'alliance entre islamistes et lib&#233;raux, une information libre ne pouvait que profiter &#224; la classe ouvri&#232;re. En r&#233;ponse, pour sa derni&#232;re parution, ses journalistes ont fait un num&#233;ro sp&#233;cial expliquant qu'il ne pouvait pas y avoir de d&#233;mocratie r&#233;elle sans d&#233;mocratie &#233;conomique et justice sociale, bref que l'avenir &#233;tait &#224; la r&#233;volution sociale !&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La convergence actuelle des pertes d'illusions et des luttes ouvre &#224; la d&#233;mocratie directe, tend par l&#224; &#227; une prise en compte publique et ouverte des &#233;volutions souterraines qui ont transform&#233; les relations entre les hommes et les femmes, le type de famille, de mariage, l'h&#233;ritage, l'&#233;ducation, la religion et la propri&#233;t&#233; : questions du socialisme et de la r&#233;volution permanente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ce n'est qu'habit&#233;s de cette conscience &#233;mergente que les hommes au travers de leurs luttes peuvent se rendre acteurs de leur propre histoire en donnant un objectif aux organes de contre pouvoirs, qui ont commenc&#233; par la prise des places publiques, ont continu&#233; par la construction de syndicats et ONG diverses et pourraient se poursuivre par des comit&#233;s de luttes d'usines, ou de villes et leurs coordinations &#227; des &#233;chelles, pourquoi pas, transfrontali&#232;res. C'est alors que leur port&#233;e sera d'autant plus grande que leur langage sera commun &#224; l'humanit&#233;. 12.05.2013&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[1]&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Jacques Chastaing est militant du NPA &#227; Mulhouse. Cet article a &#233;t&#233; publi&#233; avec l'accord de l'auteur.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
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