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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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<item xml:lang="pt_br">
		<title>PSOL &#8211; elei&#231;&#245;es e debates</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/PSOL-eleicoes-e-debates</link>
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		<dc:date>2014-10-01T23:28:17Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Daniel K&#243;vacs, Fernando Pardal</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Com pouco tempo e recursos dispon&#237;veis para campanha, Luciana Genro tem aproveitado os debates nacionais para tornar suas posi&#231;&#245;es conhecidas. Ganhou terreno no debate promovido pela CNBB ao se diferenciar de PT e PSDB. No debate do &#250;ltimo domingo, adotou postura moderada em meio a afirma&#231;&#245;es homof&#243;bicas de Levy Fidelix. A candidatura de esquerda com mais visibilidade atrai simpatizantes, mas falha na defesa dos interesses dos trabalhadores e da juventude.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/LER-QI-Liga-Estrategia" rel="tag"&gt; LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH100/arton8528-1b46d.jpg?1696392547' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='100' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Com pouco tempo e recursos dispon&#237;veis para campanha, Luciana Genro tem aproveitado os debates nacionais para tornar suas posi&#231;&#245;es conhecidas. Ganhou terreno no debate promovido pela CNBB ao se diferenciar de PT e PSDB. No debate do &#250;ltimo domingo, adotou postura moderada em meio a afirma&#231;&#245;es homof&#243;bicas de Levy Fidelix. A candidatura de esquerda com mais visibilidade atrai simpatizantes, mas falha na defesa dos interesses dos trabalhadores e da juventude.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma campanha que n&#227;o esteve &#227; altura de Junho&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A candidatura de Luciana Genro foi decidida no come&#231;o do ano, ap&#243;s intensas lutas internas. Em um primeiro momento, Randolfe Rodrigues havia obtido a nomea&#231;&#227;o em congresso nacional do partido, com Luciana Genro como vice. Entretanto, em meio a den&#250;ncias de fraude na elei&#231;&#227;o de delegados, o enfraquecimento de sua base pol&#237;tica em seu Estado (Amap&#225;) e &#227; obstinada busca de Genro pela lideran&#231;a partid&#225;ria, o nome de Rodrigues foi retirado e Genro assumiu o posto em conven&#231;&#227;o, no come&#231;o do primeiro semestre. Decididos os nomes, m&#227;os &#227; obra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em junho do ano passado o Brasil protagonizou uma s&#233;rie de manifesta&#231;&#245;es massivas que abriram um novo momento pol&#237;tico nacional. O impacto foi t&#227;o profundo que obrigou todos candidatos a falarem &#8220;em nome da mudan&#231;a&#8221;. Para os partidos de esquerda, ouvidos mais atentos &#225;s suas ideias. O PSOL, entretanto, n&#227;o mudou uma v&#237;rgula de seu script de elei&#231;&#245;es passadas; apenas aprofundou medidas de adapta&#231;&#227;o ao deplor&#225;vel regime pol&#237;tico-partid&#225;rio brasileiro. Aceitou, mais uma vez, dinheiro de empresas capitalistas. Dando corpo a seu programa de desenvolvimento capitalista com direcionamento estatal (entenda-se, burgu&#234;s), focou sua propaganda essencialmente em den&#250;ncias da pol&#237;tica econ&#244;mica do govermo Dilma. &lt;br class='autobr' /&gt;
A candidatura de Luciana Genro n&#227;o serviu como palanque das lutas oper&#225;rias e populares. Como exemplo marcante podemos citar a greve da USP e das estaduais paulistas, que ap&#243;s 116 dias de um dur&#237;ssimo enfrentamento com reitorias e governos conseguiu impedir ataques estruturais &#227; universidade p&#250;blica, como a tentativa de desvincula&#231;&#227;o do Hospital Universit&#225;rio da USP, e ainda arrancar um reajuste salarial contra a proposta de 0% das reitorias. As candidaturas do PSOL em nenhum momento colocaram como seu eixo fortalecer essa importante luta em defesa da educa&#231;&#227;o e da sa&#250;de p&#250;blicas: pelo contr&#225;rio, &#227; frente dos DCEs da USP e Unicamp, enfraqueceram a luta para priorizar suas campanhas eleitorais completamente por fora desse processo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Dois debates, dois resultados: uma mesma ideia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O intricado sistema partid&#225;rio brasileiro &#233; absolutamente antidemocr&#225;tico. Funciona de tal maneira a privilegiar os partidos tradicionais, que defendem a ordem. Genro ganhou destaque no debate realizado pela Confederan&#231;&#227;o Nacional de Bispos (CNBB), no dia 19. O trecho que mais circula na internet &#233; a sequ&#234;ncia de pergunta, resposta, r&#233;plica e tr&#233;plica que teve com o candidato tucano A&#233;cio Neves. O tucano havia terminado uma sequ&#234;ncia de ataques &#227; Dilma, denunciando os casos de corrup&#231;&#227;o mais recentes, com destaque para o caso da Petrobr&#225;s. Ap&#243;s concordar que o governo Dilma e o PT devem ser criticados pela maneira como se apopriam do Estado em benef&#237;cio pr&#243;prio, Luciana Genro remarcou que o PSDB foi o precurssor dessa pr&#225;tica. Lembrou o caso da compra de votos no Senado em 1997 em prol da emenda constitucional que garantisse a reelei&#231;&#227;o. Com vigor e entusiasmo, abra&#231;ou a velha bandeira da &#233;tica do PT pr&#233;-mensal&#224;o. Infelizmente, a candidata n&#227;o aproveitou a oportunidade para denunciar a rela&#231;&#227;o simbi&#243;tica entre o Estado capitalista, seus partidos pol&#237;ticos, os bancos e o crime organizado. A corrup&#231;&#227;o e o crime organizado s&#227;o inerentes ao Estado dirigido pela burguesia, pois &#233; ela a principal benefici&#225;ria dessa rela&#231;&#227;o. Aos trabalhadores, &#227; juventude e ao povo pobre, que ouve busca atentamente uma alternativa pol&#237;tica que defenda de fato seus interesses, ficou somente a falsa ideia de que basta mudar as pessoas que comp&#245;em os organismos do regime pol&#237;tico brasileiro que as coisas ser&#227;o diferentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A repercuss&#227;o obtida pelo desempenho de Genro n&#227;o &#233; tribut&#225;ria da for&#231;a de suas ideias. O espa&#231;o pol&#237;tico para ideias de esquerda depois de junho &#233; crescente. Em meio ao marasmo e &#227; podrid&#227;o pol&#237;tica dos partidos oficiais, refrescar a mem&#243;ria e lembrar que os governos do PSDB n&#227;o devem em nada quanto &#227; corrup&#231;&#227;o aos do PT, ainda mais se diferenciando pela esquerda, &#233; estimulante para aqueles que se sensibilizaram com junho. Mas &#233; absolutamente insuficiente. &lt;br class='autobr' /&gt;
O debate do &#250;ltimo domingo, televisionado pela Rede Record, foi um momento que definiu a interven&#231;&#227;o de Genro. J&#225; no final, a candidata do PSOL perguntou a Levy Fidelix porque algu&#233;m que defende a fam&#237;lia se recusa a reconhecer o casamento entre homosexuais. A resposta de Fidelix foi um ataque aos mais elementares direitos dos homossexuais, uma manifesta&#231;&#227;o homof&#243;bica com incita&#231;&#227;o &#227; viol&#234;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mesa estava posta para uma demonstra&#231;&#227;o de como a esquerda responde a posi&#231;&#245;es como essa. Melhor ainda, em cadeia nacional. O que poderia ter sido um combate frontal contra Fidelix e sua postura digna de defensores de regimes autorit&#225;rios, tranformou-se em mera resposta gen&#233;rica, defendendo o casamento igualit&#225;rio. Perdeu-se enorme oportunidade de desmacarar Dilma e PT, que governam com o apoio da bancada evang&#233;lica, perseguidora das l&#233;sbicas, gays, travestis, transexuais e trasg&#234;neros. Desmascar Marina Silva e seu discurso de &#8220;nova pol&#237;tica&#8221;, mas que define seu programa com os conselhos de Malafaia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O sopro refrescante de den&#250;ncia tanto de PSDB quanto do PT em mat&#233;ria de corrup&#231;&#227;o no debate da CNBB encontrou sua outra face no debate da Record. Luciana Genro defende um projeto pol&#237;tico que prop&#245;e se apropriar das estruturas do regime pol&#237;tico nacional e, a partir da&#237;, realizar transforma&#231;&#245;es sociais e pol&#237;ticas. A quest&#227;o &#233; que esse mesmo regime serve para defender os interesses dos capitalistas. Ter como objetivo principal ocupar paulatinamento os espa&#231;os pol&#237;ticos existentes desarma os trabalhadores o povo pobre para a defesa de seus interesses. A for&#231;a da candidatura de Luciana Genro entre setores importantes da esquerda e jovens que despertaram politicamente ao protagonizar Junho n&#227;o est&#225; em suas ideias. Se econtra justamente no anseio de algo a mais, de uma pol&#237;tica atrelada aos destinos dos trabalhadores e do povo pobre. O PSOL, por&#233;m, n&#227;o est&#225; a altura desse desafio.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
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		<title>Edi&#231;&#245;es Iskra lan&#231;am &#034;Quest&#227;o Negra, Marxismo e Classe Oper&#225;ria no Brasil&#034;</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/Edicoes-Iskra-lancam-Questao-Negra-Marxismo-e-Classe-Operaria-no-Brasil</link>
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		<dc:date>2013-11-27T23:47:36Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Daniel K&#243;vacs</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Teor&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Este m&#234;s de novembro a Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria &#8211; Quarta Internacional, se&#231;&#227;o brasileira da Fra&#231;&#227;o Trotskista, lan&#231;am o livro Quest&#227;o Negra, Marxismo e Classe oper&#225;ria no Brasil. O livro &#233; resultado da primeira confer&#234;ncia da ler-qi sobre a quest&#227;o negra, realizada em dezembro de 2012. Neste s&#225;bado, dia 23, foi realizado o primeiro lan&#231;amento do livro na Casa Socialista Karl Marx, em S&#227;o Paulo, que contou com mais de 150 pessoas.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/LER-QI-Liga-Estrategia" rel="tag"&gt; LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH82/arton7279-41cb4.jpg?1696392547' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='82' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;N&#243;s devemos explicar aos elementos conscientes&lt;br class='autobr' /&gt;
das massas negras que o desenvolvimento hist&#243;rico &lt;br class='autobr' /&gt;
os coloca na vanguarda da classe oper&#225;ria. &lt;/i&gt; &lt;br class='autobr' /&gt; Leon Trotsky&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este m&#234;s de novembro a Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria &#8211; Quarta Internacional, se&#231;&#227;o brasileira da Fra&#231;&#227;o Trotskista, lan&#231;am o livro Quest&#227;o Negra, Marxismo e Classe oper&#225;ria no Brasil. O livro &#233; resultado da primeira confer&#234;ncia da ler-qi sobre a quest&#227;o negra, realizada em dezembro de 2012. Neste s&#225;bado, dia 23, foi realizado o primeiro lan&#231;amento do livro na Casa Socialista Karl Marx, em S&#227;o Paulo, que contou com mais de 150 pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesta edi&#231;&#227;o tratamos de alguns aspectos que consideramos essenciais para a compreens&#227;o marxista das influ&#234;ncias da escravid&#227;o e da resist&#234;ncia de negros livres e escravizados na forma&#231;&#227;o do estado semicolonial brasileiro. Ao mesmo tempo, examinamos alguns momentos importantes da luta de classes sob a &#243;tica da quest&#227;o negra, na tentativa de demonstrar a profunda rela&#231;&#227;o entre as demandas do povo negro, assim como seu protagonismo pol&#237;tico, e as possibilidades de revolu&#231;&#227;o no Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Brasil &#233; um estado semicolonial essencialmente porque n&#227;o consegue se libertar da opress&#227;o imperialista. Em nossa opini&#227;o, a incapacidade da burguesia brasileira de se ver livre da opress&#227;o imperialista &#233; algo que est&#225; ancorada nas rela&#231;&#245;es coloniais. A resist&#234;ncia negra e escrava era parte fundamental das rela&#231;&#245;es sociais e estatais durante todo o per&#237;odo em que vingou. Negras e negros resistiram de todas as maneiras poss&#237;veis. Uma delas era a fuga e a constru&#231;&#227;o de quilombos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Analisamos o mais importante das Am&#233;ricas, o quilombo de Palmares, formado no final do s&#233;culo XVI, come&#231;o do XVII, localizado no nordeste brasileiro e que perdurou por mais de 100 anos. Sua destrui&#231;&#227;o era algo essencial para a elite colonial, assim como para a Coroa portuguesa. Uma das teses centrais que buscamos desenvolver inicialmente no livro &#233; a de que a elite brasileira &#8211; e nesse sentido os mecanismos estatais desenvolvidos de acordo com seus interesses &#8211; nasceu e se desenvolveu espremido entre a resist&#234;ncia negra e escrava e a press&#227;o da metr&#243;pole. Essa localiza&#231;&#227;o lhe encurtou demasiadamente o horizonte pol&#237;tico e ideol&#243;gico. A elite brasileira n&#227;o p&#244;de resolver quest&#245;es democr&#225;ticas elementares porque significaria romper com o regime de trabalho e de propriedade das quais sua exist&#234;ncia dependia. Mesmo em momentos que muitos historiadores, alguns com forte influ&#234;ncia marxista, consideram os primeiros impulsos de uma &#8220;consci&#234;ncia nacional&#8221;, oposta aos interesses da metr&#243;pole portuguesa, as elites regionais e nacional acabaram por postar-se ao lado da Coroa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Analisar a hist&#243;ria e as ra&#237;zes do estado brasileiro s&#227;o parte de uma perspectiva revolucion&#225;ria sobre a realidade. Os negros e negras sempre estiveram presentes em todos os momentos agudos da luta de classes, na linha de frente. Buscamos demonstrar isso atrav&#233;s da an&#225;lise do golpe militar de 1964 e da transi&#231;&#227;o para a democracia no final dos anos 1970, come&#231;o dos anos 1980. A trag&#233;dia &#233; que nenhuma organiza&#231;&#227;o, com o Partido Comunista &#227; frente, se deu a tarefa de responder &#225;s demandas da popula&#231;&#227;o negra em luta ferrenha contra a burguesia e o imperialismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entender a profundidade dos embates entre as classes e as formas de representa&#231;&#227;o de diversos interesses pol&#237;ticos, econ&#244;micos e sociais, nos permite combater com for&#231;a dois dos principais mitos sobre o Brasil. Em primeiro lugar, que o povo brasileiro &#233; pac&#237;fico, n&#227;o entra em conflito. Em segundo lugar, nos permite combater o mito da democracia racial, segundo o qual portugueses e escravizados teriam tido rela&#231;&#245;es sociais predominantemente harm&#244;nicas, exercendo influ&#234;ncia cultural m&#250;tua. O resultado seria um povo singular e uma sociedade na qual n&#227;o h&#225; espa&#231;o para diferen&#231;as de acordo com a ra&#231;a, n&#227;o h&#225; racismo. O combate &#227; no&#231;&#227;o de democracia racial &#233; fundamental para destravar a for&#231;a latente de milh&#245;es de negros e negras e para um programa genuinamente revolucion&#225;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este &#233; um livro militante. Tenta contribuir teoricamente para entender a quest&#227;o negra com as lentes do marxismo revolucion&#225;rio, mas tamb&#233;m busca aportar para que a esquerda, em especial a esquerda revolucion&#225;ria, tome para si a defesa de interesses de negras e negros. Nesse sentido, abrimos o livro com um pr&#243;logo que localiza a quest&#227;o negra no Brasil frente a onda de manifesta&#231;&#245;es que explodiu em junho, onde as demandas do povo negro estiveram nos principais conflitos. Entre outros debates com a esquerda revolucion&#225;ria, tratamos da impossibilidade de responder &#227; altura o assassinato sistem&#225;tico de negros pela pol&#237;cia (que atinge n&#250;meros de guerra civil) sem um claro programa transicional, que tenha em perspectiva o armamento da classe oper&#225;ria e a dissolu&#231;&#227;o da pol&#237;cia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O entendimento das ra&#237;zes negras do estado brasileiro, dos limites estruturais da burguesia brasileira para responder &#225;s demandas do povo negro, e a luta por uma perspectiva de independ&#234;ncia de classe s&#227;o alguns aspectos fundamentais para que classe oper&#225;ria, que &#233; majoritariamente negra no Brasil, possa, em luta ferrenha com o imperialismo e a burguesia lacaia, conquiste hegemonia sobre o conjunto da popula&#231;&#227;o pobre e oprimida. Nesse processo, os negros, reafirmando sua identidade, est&#227;o convocados a ser linha de frente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;26/11/2013&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>Ediciones Iskra lanza &#8220;Sobre la cuesti&#243;n negra, marxismo y clase obrera en Brasil&#8221;</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/Ediciones-Iskra-lanza-Sobre-la-cuestion-negra-marxismo-y-clase-obrera-en-Brasil</link>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Daniel K&#243;vacs</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Teor&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil </dc:subject>
		<dc:subject>Liliana Ogando Calo</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Durante el mes de noviembre la Liga Estrategia Revolucionaria &#8211; Cuarta Internacional, secci&#243;n brasilera de la Fracci&#243;n Trotskista, est&#225; presentando el libro Sobre la cuesti&#243;n negra, marxismo y clase obrera en Brasil&#8221;. El libro es el resultado de la primera conferencia de la LER-QI sobre la cuesti&#243;n negra, realizada en diciembre del 2012. El pasado s&#225;bado 23 se realiz&#243; la primera presentaci&#243;n del libro en la Casa Socialista Karl Marx, en San Pablo, que cont&#243; con m&#225;s de 150 personas.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/LER-QI-Liga-Estrategia" rel="tag"&gt; LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Liliana-Ogando-Calo-253" rel="tag"&gt;Liliana Ogando Calo&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH82/arton7278-95935.jpg?1696392547' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='82' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Debemos explicarles a los elementos concientes &lt;br class='autobr' /&gt;
de las masas negras que el desarrollo hist&#243;rico &lt;br class='autobr' /&gt;
las coloca a la vanguardia de la clase obrera.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le&#243;n Trotsky&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante el mes de noviembre la Liga Estrategia Revolucionaria &#8211; Cuarta Internacional, secci&#243;n brasilera de la Fracci&#243;n Trotskista, est&#225; presentando el libro Sobre la cuesti&#243;n negra, marxismo y clase obrera en Brasil&#8221;. El libro es el resultado de la primera conferencia de la LER-QI sobre la cuesti&#243;n negra, realizada en diciembre del 2012. El pasado s&#225;bado 23 se realiz&#243; la primera presentaci&#243;n del libro en la Casa Socialista Karl Marx, en San Pablo, que cont&#243; con m&#225;s de 150 personas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En esta edici&#243;n tratamos algunos aspectos que consideramos esenciales para la comprensi&#243;n marxista de las influencias de la esclavitud y de la resistencia de los negros libres y esclavizados en la formaci&#243;n del estado semicolonial brasilero. Al mismo tiempo, examinamos algunos momentos importantes de la lucha de clases bajo la &#243;ptica de la cuesti&#243;n negra, tratando de demostrar la profunda relaci&#243;n entre las demandas del pueblo negro, as&#237; como su protagonismo pol&#237;tico y las posibilidades de la revoluci&#243;n en Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Brasil es un estado semicolonial esencialmente porque no logra liberarse de la opresi&#243;n imperialista. En nuestra opini&#243;n, la incapacidad de la burgues&#237;a brasilera de liberarse de la opresi&#243;n imperialista es un aspecto enraizado en las relaciones coloniales. La resistencia negra y esclava era parte fundamental de las relaciones sociales y estatales durante todo el per&#237;odo en que la hubo. Negras y negros resistieron de todas las formas posibles. Una de ellas fue la fuga y la construcci&#243;n de quilombos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Analizamos el m&#225;s importante de las Am&#233;ricas, el quilombo de Palmares, que se form&#243; hacia el final del siglo XVI, comienzo del XVII, ubicado en el nordeste brasilero y que perdur&#243; por m&#225;s de 100 a&#241;os. Su destrucci&#243;n era algo esencial para la elite colonial, as&#237; como para la Corona portuguesa. Una de las tesis centrales que buscamos desarrollar inicialmente en el libro es la de que la elite brasilera &#8211; en este sentido los mecanismos estatales desarrollados de acuerdo con sus intereses &#8211; naci&#243; y se desarroll&#243; aplastado entre la resistencia negra y esclava y la presi&#243;n de la metr&#243;poli. Esta ubicaci&#243;n redujo demasiado el horizonte pol&#237;tico e ideol&#243;gico. La elite brasilera no pudo resolver cuestiones democr&#225;ticas elementales porque significar&#237;a romper el r&#233;gimen de trabajo y de propiedad de los que depend&#237;a su existencia. Incluso en momentos que muchos historiadores, algunos con fuerte influencia marxista, consideran los primeros impulsos de una &#8220;conciencia nacional&#8221;, opuesta a los intereses de la metr&#243;poli portuguesa, las elites regionales y nacional terminaron ubic&#225;ndose del lado de la Corona.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Analizar la historia y las ra&#237;ces del estado brasilero es parte de una perspectiva revolucionaria sobre la realidad. Los negros y negras siempre estuvieron presentes en todos los momentos agudos de la lucha de clases, en la l&#237;nea de frente. Buscamos demostrar esto a trav&#233;s del an&#225;lisis del golpe militar de 1964 y de la transici&#243;n hacia la democracia al final de los a&#241;os 70, comienzo de los 80. La tragedia es que ninguna organizaci&#243;n, empezando por el Partido Comunista, se dio la tarea de responder a las demandas de la poblaci&#243;n negra en f&#233;rrea lucha contra la burgues&#237;a y el imperialismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entender la profundidad de los embates entre las clases y las formas de representaci&#243;n de los diversos intereses pol&#237;ticos, econ&#243;micos y sociales, nos permite combatir con fuerza dos de los principales mitos sobre Brasil. En primer lugar, que el pueblo brasilero es pac&#237;fico, no conflictivo. En segundo lugar, el mito de la democracia racial, seg&#250;n el cual portugueses y esclavos habr&#237;an tenido relaciones sociales predominantemente arm&#243;nicas, ejerciendo influencias culturales mutuas. El resultado ser&#237;a un pueblo singular y una sociedad en la cual no hay espacios para diferencias de acuerdo con la raza, no existe el racismo. El combate a la noci&#243;n de democracia racial es fundamental para destrabar la fuerza latente de millones de negros y negras y para un programa genuinamente revolucionario.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este es un libro militante. Intenta contribuir te&#243;ricamente a la comprensi&#243;n de la cuesti&#243;n negra con las lentes del marxismo revolucionario, y tambi&#233;n busca aportar a que la izquierda, en especial la izquierda revolucionaria, tome la defensa de los intereses de negras y negros. En este sentido, abrimos el libro con un pr&#243;logo que ubica a la cuesti&#243;n negra en Brasil frente a la oleada de manifestaciones que estallaron en junio, donde las demandas del pueblo negro estuvieron entre los principales conflictos. Entre otros debates con la izquierda revolucionaria, planteamos que no es posible dar una respuesta que est&#233; a la altura del asesinato sistem&#225;tico de negros por la polic&#237;a (que alcanza n&#250;meros de guerra civil) sin un claro programa transicional, que tenga en perspectiva el armamento de la clase obrera y la disoluci&#243;n de la polic&#237;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La comprensi&#243;n de las ra&#237;ces negras del estado brasilero, de los l&#237;mites estructurales de la burgues&#237;a brasilera para responder a las demandas del pueblo negro, y la lucha por una perspectiva de independencia de clase son algunos aspectos fundamentales para que la clase obrera, que es mayoritariamente negra en Brasil, pueda, en lucha f&#233;rrea contra el imperialismo y la burgues&#237;a lacaya, conquistar hegemon&#237;a sobre el conjunto de la poblaci&#243;n pobre y oprimida. En este proceso, los negros reafirmando su identidad est&#225;n convocados a estar en la l&#237;nea de frente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;26/11/2013&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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