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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>Pol&#237;cia anuncia e cumpre chacina em Bel&#233;m do Par&#225; </title>
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		<dc:date>2014-11-06T06:30:52Z</dc:date>
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		<dc:creator>JEAN ILG, Marcela Johnson</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
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		<description>&lt;p&gt;Repres&#225;lias anunciadas pela pol&#237;cia e milicianos aterrorizaram moradores dos bairros da regi&#227;o metropolitana de Bel&#233;m do Par&#225;. A a&#231;&#227;o conjunta da pol&#237;cia e de grupos armados teve in&#237;cio nesta madrugada. A a&#231;&#227;o foi orquestrada em resposta &#227; morte de um policial membro da R.O.T.A.M. (Ronda Ostensiva T&#225;tica Metropolitana), uma tropa especializada em reprimir rebeli&#245;es em pres&#237;dios, controlar multid&#245;es e conflitos com o tr&#225;fico.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Juventud" rel="tag"&gt;Juventud&lt;/a&gt;

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 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH76/arton8668-94a19.jpg?1696187220' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='76' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Repres&#225;lias anunciadas pela pol&#237;cia e milicianos aterrorizaram moradores dos bairros da regi&#227;o metropolitana de Bel&#233;m do Par&#225;. A a&#231;&#227;o conjunta da pol&#237;cia e de grupos armados teve in&#237;cio nesta madrugada. A a&#231;&#227;o foi orquestrada em resposta &#227; morte de um policial membro da R.O.T.A.M. (Ronda Ostensiva T&#225;tica Metropolitana), uma tropa especializada em reprimir rebeli&#245;es em pres&#237;dios, controlar multid&#245;es e conflitos com o tr&#225;fico.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na madrugada do desta quarta-feira (05), uma mensagem de voz circulava pelo aplicativo whatsApp, alertando &#227; popula&#231;&#227;o que n&#227;o passasse pelos bairros do Guam&#225;, Canudos e Terra Firme, sendo Guam&#225; o local aonde residia e aonde teria sido morto o Cabo Ant&#244;nio Figueiredo na noite anterior: &#8220;Senhores, s&#233;rio, por favor, fa&#231;am o que for preciso, mas n&#227;o v&#227;o para o Guam&#225; nem para Canudos nem para o Terra Firme hoje &#227; noite. &#201; uma quest&#227;o de seguran&#231;a dos senhores, t&#225;? Mataram um policial nosso, e vai ter uma limpeza na &#225;rea. Ningu&#233;m segura ningu&#233;m, nem o coronel das gal&#225;xias&#8221;. Al&#233;m disso, perfis policiais no Facebook convocavam a chacina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este tipo de repres&#225;lia, que ocorre regularmente nas regi&#245;es pobres e segregadas das capitais brasileiras, ganhou destaque pelo uso das redes sociais, tanto por parte dos policiais para a convoca&#231;&#227;o da chacina quanto por parte da popula&#231;&#227;o que denunciou o terror e as execu&#231;&#245;es. Durante a madrugada, moradores denunciaram a chacina nas redes sociais, com v&#237;deos mostrando bandos armados de motoqueiros rondando os bairros. Depoimentos da situa&#231;&#227;o nos bairros lotam a rede sob a hashtag #chacinaembel&#233;m, um dos destaques junto com #guan&#225; e #belem, transformando o caso num dos mais comentados nacionalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Pol&#237;cia Militar anunciou pela manh&#227; que eram em 7 o n&#250;mero de mortos. Antes do meio-dia, o secret&#225;rio de seguran&#231;a p&#250;blica anunciou que a contagem subiu para nove em seis bairros da cidade. Nas redes, durante a madrugada e toda a manh&#227;, moradores desmentem as informa&#231;&#245;es oficiais, anunciando n&#250;meros que variavam em dezenas. Segundo os peritos, pelo menos seis destas mortes t&#234;m caracter&#237;stica de execu&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A marcha f&#250;nebre contra o povo negro prossegue&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os bairros afetados pela onda de homic&#237;dio na regi&#227;o metropolitana s&#227;o pobres e seus moradores s&#227;o na maioria negros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em momentos como esse, de guerra declarada entre crime e policia, a principal v&#237;tima &#233; a juventude negra perif&#233;rica que acaba estando muito mais exposta &#227; viol&#234;ncia social. Essa &#233; uma dura realidade que mata cotidianamente milhares de negros moradores de favelas e periferias. De tempos em tempos se aprofunda essa pol&#237;tica, como nos processos de pacifica&#231;&#227;o dos morros do Rio de Janeiro com as UPPs ou com a guerra entre PCC e pol&#237;cia que marcou maio de 2006 em S&#227;o Paulo e outras inumes chacinas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O fato de esse crime ocorrer logo ap&#243;s o encerramento do 3&#176; Encontro da ONU, que discutiu sobre Preven&#231;&#227;o ao Crime e Justi&#231;a em Bel&#233;m (dias 3 e 4 de novembro), deve servir como uma ilustra&#231;&#227;o de que o Estado burgu&#234;s e todas as institui&#231;&#245;es criadas e geridas pela classe dominante e seus representantes s&#227;o incapazes de resolver os problemas dos oprimidos pelo simples fato de possu&#237;rem interesses de classe contr&#225;rios. A &#250;nica forma de garantir a seguran&#231;a dos oprimidos e explorados &#233; atrav&#233;s da auto-organiza&#231;&#227;o independente contra os que oprimem e exploram.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Basta de impunidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O governador do estado do Par&#225;, Sim&#227;o Jatene do PSDB, at&#233; ent&#227;o n&#227;o se pronunciou. Eleito para o segundo mandato, um dos motes de sua campanha era o investimento nas for&#231;as pol&#237;cias para combater o narcotr&#225;fico. A guerra &#225;s drogas, ou o combate a grupos do narcotr&#225;fico, s&#227;o parte da demagogia dos diversos partidos da ordem (PSDB, PT, PMDB) como justificativa para o investimento e a expans&#227;o aparato policial, das ocupa&#231;&#245;es militares nas favelas e periferias. Assim como &#233; utilizada para justificar, por parte do pr&#243;prio aparato policial, brutalidades e chacinas como esta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Exigimos a mais imediata puni&#231;&#227;o dos respons&#225;veis e a responsabiliza&#231;&#227;o do governador e do secret&#225;rio de seguran&#231;a p&#250;blica pelo ocorrido. Para isso &#233; preciso organizar uma luta pela apura&#231;&#227;o, investiga&#231;&#227;o e puni&#231;&#227;o imediata dos assassinatos cometidos pela policia atrav&#233;s de uma comiss&#227;o de investiga&#231;&#227;o independente formada por trabalhadores, sindicatos, moradores, organiza&#231;&#245;es de Direitos Humanos e centros acad&#234;micos. Os julgamentos dos assassinatos devem ser feitos por j&#250;ris populares com ju&#237;zes eleitos pelo povo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; preciso levantar um programa que seja capaz de organizar os oprimidos ao lado dos trabalhadores para combater a viol&#234;ncia Estatal e o genoc&#237;dio. Essa luta deve auxiliar o questionamento do Estado capitalista e seu aparato repressivo, dissolvendo todas as for&#231;as especiais de repress&#227;o, que s&#227;o herdeiras diretas da ditadura militar, como &#233; o caso da ROTAM.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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