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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>Venezuela: Gest&#227;o oper&#225;ria vs. &#8220;Socialismo com empres&#225;rios&#8221;</title>
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		<dc:date>2007-09-28T21:20:19Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Angel Arias, Juan Pablo Contreras</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Venezuela</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Ap&#243;s dez meses de luta, com ocupa&#231;&#227;o e gest&#227;o oper&#225;ria da produ&#231;&#227;o, resistindo &#225;s posterga&#231;&#245;es conscientes do Minist&#233;rio do Trabalho e demais instancias do governo naciona...&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://estrategiainternacional.org/Venezuela-107" rel="tag"&gt;Venezuela&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Ap&#243;s dez meses de luta, com ocupa&#231;&#227;o e gest&#227;o oper&#225;ria da produ&#231;&#227;o, resistindo &#225;s posterga&#231;&#245;es conscientes do Minist&#233;rio do Trabalho e demais instancias do governo nacional, a repress&#227;o da Guarda Nacional e da Pol&#237;cia do Estado de Aragu&#225;, a estrat&#233;gia de desgaste vinda desde o governo, em uni&#227;o com os empres&#225;rios e os trabalhadores traidores da f&#225;brica, conseguiu um avan&#231;o circunstancial. O desgaste golpeou um pequeno setor dos trabalhadores em luta, que aproveitado pelos funcion&#225;rios pr&#243;-patronais (que nunca participaram da gest&#227;o oper&#225;ria) para que eles, depois de meses ausentes e em reuni&#245;es secretas com o patr&#227;o e o governo, ajudar a empresa em bloco e obter uma fortuita maioria em uma assembl&#233;ia, na qual mudaram os companheiros quem dirigiam o Comit&#234; de F&#225;brica, assumindo eles mesmo a dire&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A gest&#227;o oper&#225;ria e a luta pela estatiza&#231;&#227;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Frente a negativa dos trabalhadores e do sindicato de aceitar as condi&#231;&#245;es de trabalho de super-explora&#231;&#227;o, o patr&#227;o decide fechar a f&#225;brica e a abandonar, mas os trabalhadores a tomaram e deram in&#237;cio &#227; gest&#227;o oper&#225;ria. Entretanto, neste longos nove meses, a gest&#227;o dos trabalhadores, sem respaldo material, econ&#244;mico nem oficialmente legal, com um funcionamento de 30% da capacidade instalada, conseguiu enormes avan&#231;os como um aumento (entre sal&#225;rio e vale refei&#231;&#227;o) equivalente ao sal&#225;rio m&#237;nimo, com uma jornada de trabalho de 4 horas di&#225;rias, 2.500 salas de ba&#241;o ao m&#234;s, vendendo a pre&#231;os mais baixos que os do mercado aos habitantes dos bairros e desenvolvendo planos iniciais de doa&#231;&#245;es de seus produtos para escolas e hospitais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os trabalhadores adotaram um Comit&#234; de F&#225;brica eleito em assembl&#233;ia e revog&#225;vel a qualquer momento junto a sub-comit&#234;s, para levar adiante a gest&#227;o oper&#225;ria e a luta. A expropria&#231;&#227;o da f&#225;brica sem indeniza&#231;&#227;o ao patr&#227;o, a estatiza&#231;&#227;o completa da mesma mantendo a gest&#227;o oper&#225;ria, foi a batalha que assumiram mais de 400 trabalhadores e trabalhadoras. Marchas regionais e &#227; Caracas, reuni&#245;es com a Assembl&#233;ia Nacional (o Congresso) e o Minist&#233;rio do Trabalho, cartas ao Presidente Ch&#225;vez e at&#233; uma paralisa&#231;&#227;o oper&#225;ria regional em apoio a luta e em rep&#250;dio &#227; repress&#227;o, tudo isso se soma &#224; luta oper&#225;ria destes meses. Mas o governo, que se diz &#8220;revolucion&#225;rio&#8221;, &#8220;obrerista&#8221; e at&#233; &#8220;socialista&#8221;, n&#227;o moveu um s&#243; dedo para dar resposta a estas demandas, mas sim o contr&#225;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A acordo governo-empres&#225;rio-burocracia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O governo tinha planos diametralmente opostos aos dos trabalhadores. Enquanto vem garantindo a milhares de empres&#225;rios grandes facilidades para cr&#233;ditos, tecnologia, mercados e at&#233; mat&#233;ria-prima, n&#227;o deu nenhuma resposta positiva nem apoio &#227; gest&#227;o oper&#225;ria da Sanit&#225;rios Maracay. A empresa n&#227;o seria estatizada por porque n&#227;o era &#8220;estrat&#233;gica&#8221;, disse descaradamente o ministro do Trabalho, enquanto o governo concede um contrato &#227; empresa privada Vencer&#225;mica por 36.000 salas de ba&#241;o. Que se limitaram em pedir suas presta&#231;&#245;es sociais e aceitaram as demiss&#245;es que o patr&#227;o dispusesse, insistiu o ministro que enchia a boca falando do direto ao trabalho e de seu passado &#8220;sindicalista&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto tanto avan&#231;avam as reuni&#245;es do governo com os capitalistas da Branger-Pocaterra para programar a derrota da luta e negociar com o patr&#227;o o dinheiro suficiente para que pagasse os aux&#237;lios sociais aos trabalhadores e por cima resolver a situa&#231;&#227;o reivindicada pelos trabalhadores em luta. Converteram em afiles um setor dos trabalhadores que abandonaram a f&#225;brica logo no in&#237;cio da gest&#227;o oper&#225;ria, e traidor dirigente do sindicato, Humberto L&#243;pez, agora convertido em um agente da patronal e do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os enormes obst&#225;culos que a economia e a legalidade capitalista imp&#245;em a esta experi&#234;ncia fazem com que as conquistas obtidas tenham limites temporais, tornando as mesmas inst&#225;veis.&lt;br class='autobr' /&gt;
O governo jogou ao desgaste, com a pr&#225;tica perversa de &#8220;deixar que a fome bata e os conven&#231;a a aceitar as condi&#231;&#245;es patronais&#8221;. Esperaram o momento oportuno para Esperaram o momento oportuno para fazer bloco com os trabalhadores esquiroles (pr&#243;-patronais) sua volta a empresa, encabe&#231;ando uma proposta demag&#243;gica: a empresa seguiria em funcionamento, mas proibia a venda da produ&#231;&#227;o, que passaria integralmente &#225;s m&#227;os do empres&#225;rio; em troca disto os trabalhadores receberiam um sal&#225;rio mais ou menos equivalente ao que recebiam sob a gest&#227;o oper&#225;ria e prometiam o imediato pagamento dos aux&#237;lios sociais. Com esta proposta atra&#237;ram um pequeno grupo de trabalhadores que mantinham a gest&#227;o oper&#225;ria, que diante da imperativa negativa do governo &#227; estatiza&#231;&#227;o sob controle oper&#225;rio, enxergam nisto uma sa&#237;da imediata para sua dif&#237;cil situa&#231;&#227;o econ&#244;mica e a de suas fam&#237;lias. Assim os esquiroles conseguiram uma maioria circunstancial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, imediatamente se revela a farsa e o engano: abandonaram completamente a produ&#231;&#227;o e n&#227;o cumpriram com o sal&#225;rio prometido; tampouco concretizaram o pagamento dos aux&#237;lios sociais. Obviamente, s&#243; preparam o terreno para a volta do patr&#227;o e a demiss&#227;o oficial dos dirigentes e dos trabalhadores identificados diretamente com a luta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sanit&#225;rios Maracay: uma &#8220;pedra no sapato&#8221; para a &#8220;revolu&#231;&#227;o bolivariana&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como vimos, falar uma e outra vez de &#8220;revolu&#231;&#227;o&#8221; e &#8220;socialismo&#8221; n&#227;o tem sido nenhum impedimento para que o governo encabece uma santa alian&#231;a com a patronal e a burocracia sindical, colocando todo seu peso para esmagar a experi&#234;ncia de nove meses de produ&#231;&#227;o sob gest&#227;o oper&#225;ria (assim como tamb&#233;m hoje faz alian&#231;a com burocratas golpistas contra as bases dos trabalhadores na ind&#250;stria petroleira e no setor p&#250;blico). Mas n&#227;o se trata de &#8220;contradi&#231;&#245;es do processo&#8221;, nem pol&#237;ticas isoladas de algum ministro, mas de uma pol&#237;tica consciente para deter essa experi&#234;ncia, a mais avan&#231;ada de um conjunto de lutas oper&#225;rias e processos anti-burocr&#225;ticos que h&#225; mais de um ano vem correndo o pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A experi&#234;ncia dos trabalhadores da Sanit&#225;rios Maracay mostrava ao conjunto dos trabalhadores que era poss&#237;vel avan&#231;ar com seus pr&#243;prios m&#233;todos na luta para vencer a explora&#231;&#227;o capitalista. Se trata, nada mais e nada menos, de que uma f&#225;brica sem patr&#227;o. N&#227;o por casualidade foram o eixo organizador e raz&#227;o de ser da paralisa&#231;&#227;o oper&#225;ria regional no dia 22/05, a primeira em muitos anos. N&#227;o por casualidade se tornaram uma refer&#234;ncia obrigat&#243;ria no Aragu&#225; e no resto pa&#237;s, intervindo inclusive com a solidariedade ativa em conflitos oper&#225;rios, como o caso da Cativen - propriedade do golpista Cisneros, que hoje convive deleitosamente com o governo-, onde sua a&#231;&#227;o e apoio foram fundamentais para conquistar a readmiss&#227;o de 15 companheiros despedidos e o pagamento de 4 dias de sal&#225;rios atrasados. O objetivo claro do governo e do patr&#227;o- que forma parte do grupo seleto que o governo designou para exportar para Cuba e outros pa&#237;ses- &#233; frear esta experi&#234;ncia que se op&#245;em pelo v&#233;rtice ao &#8220;socialismo com empres&#225;rios&#8221; que Ch&#225;vez e seu governo prop&#245;em, &#233; tentar demonstrar que os trabalhadores n&#227;o t&#234;m capacidade para dirigir as f&#225;bricas e distribuir o excedente que eles mesmo produzem, &#233; enviar uma mensagem &#225; estes e ao conjunto da classe trabalhadora que n&#227;o &#233; poss&#237;vel que ela, com seus pr&#243;prios m&#233;todos e por fora da tutela do projeto do governo, coloque fim a sua explora&#231;&#227;o, mas que s&#243; &#233; poss&#237;vel conseguir suas reivindica&#231;&#245;es das m&#227;os do governo, de suas pol&#237;ticas e suas alian&#231;as com setores do empresariado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A a&#231;&#227;o direta dos trabalhadores e setores em luta &#233; um estorvo para aqueles que promovem um grande bloco social &#8220;nacionalista&#8221; e &#8220;patri&#243;tico&#8221;, onde os trabalhadores subordinem suas lutas e interesses ao &#8220;desenvolvimento nacional&#8221;, do qual hoje se servem os grandes capitalistas, a &#8220;burguesia bolivariana - boliburguesia&#8221; emergente, e at&#233; as transnacionais do petr&#243;leo e do g&#225;s. Enquanto o governo segue falando do &#8220;poder popular&#8221; e de &#8220;revolu&#231;&#227;o&#8221;, estreita cada vez mais seus la&#231;os com o empresariado nacional e estrangeiros, e essa demagogia n&#227;o pode se sustentar somente com discursos inflamados e uma ou outra reforma progressiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Atualmente setores da classe trabalhadora v&#234;m, ainda que a ritmos e graus bastante desiguais, fazendo experi&#234;ncia com o que o qual consideram seu governo, chocando com estas &#8220;contradi&#231;&#245;es&#8221; que evidenciam o verdadeiro car&#225;ter do projeto que Chavez encabe&#231;a. Por isso o governo necessita controlar estas express&#245;es avan&#231;adas de luta, pois ainda que o objetivo concreto agora seja derrotar essa experi&#234;ncia de gest&#227;o oper&#225;ria direta, a longo prazo o que busca &#233; evitar que triunfem neste sentido (verdadeiramente classista e revolucion&#225;rio, anti-patronal mas tamb&#233;m anti-governista), uma s&#233;rie de processos de luta reivindicativos e anti-burocr&#225;ticos que hoje percorrem setores do movimento oper&#225;rio venezuelano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Devemos aprofundar a solidariedade que o I Congresso da UNT-Aragu&#225; votou, come&#231;ando para que esta, a C-CURA como corrente nacional da UNT e todas as organiza&#231;&#245;es oper&#225;rias combativas se proponham a lutar e mobilizar para impor ao governo a expropria&#231;&#227;o da f&#225;brica, a incorporando na cadeia dos planos de moradia como provedoras de salas de ba&#241;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde a JIR insistimos no chamado a redobrar esfor&#231;os para reverter a atual situa&#231;&#227;o, e seguimos como nossas modestas for&#231;as &#227; servi&#231;o desta luta, que j&#225; se inscreve numa tradi&#231;&#227;o de luta da classe oper&#225;ria venezuelana que temos que resgatar e recriar nos combates que est&#227;o por vir.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>Venezuela: Gesti&#243;n obrera vs. &#8220;Socialismo con empresarios&#8221;</title>
		<link>https://estrategiainternacional.org/Venezuela-Gestion-obrera-vs-Socialismo-con-empresarios</link>
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		<dc:date>2007-09-20T20:54:04Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Angel Arias, Juan Pablo Contreras</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Venezuela</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El discurso de &#8220;revoluci&#243;n&#8221; y &#8220;socialismo&#8221; no ha sido ning&#250;n impedimento para que el gobierno encabece una santa alianza con la patronal y la burocracia sindical, poniendo todo su peso para aplastar la experiencia de nueve meses de producci&#243;n bajo gesti&#243;n obrera...&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH127/arton982-a9e2e.jpg?1696426036' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='127' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Luego de diez meses de lucha, con ocupaci&#243;n y gesti&#243;n obrera de la producci&#243;n, soportando las dilaciones conscientes del Ministerio del Trabajo y dem&#225;s instancias del gobierno nacional, la represi&#243;n de la Guardia Nacional y la Polic&#237;a del Estado de Aragua, la estrategia de desgaste fraguada desde el gobierno, en conjunci&#243;n con los empresarios y los empleados traidores de la f&#225;brica, ha logrado circunstancialmente un avance. El desgaste ha golpeado en un sector peque&#241;o de los trabajadores en lucha, aprovechado por los empleados propatronales (que nunca participaron de la gesti&#243;n obrera) para, despu&#233;s de meses de ausencia y reuniones secretas con el patr&#243;n y el gobierno, acudir en bloque a la empresa y obtener una circunstancial mayor&#237;a en una asamblea, con la que han cambiado a los compa&#241;eros que dirig&#237;an el Comit&#233; de F&#225;brica, asumiendo ellos la direcci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La gesti&#243;n obrera y la lucha por la estatizaci&#243;n&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ante la negativa de los trabajadores y el sindicato de aceptar condiciones de trabajo de sobreexplotaci&#243;n, el patr&#243;n decide cerrar la f&#225;brica y abandonarla, pero los trabajadores la tomaron y dieron inicio a la gesti&#243;n obrera. Sin embargo, en estos largos nueve meses, la gesti&#243;n de los trabajadores, sin respaldo material, econ&#243;mico ni legal oficial, con un funcionamiento al 30% de la capacidad instalada, logr&#243; enormes avances como un ingreso (entre salario y bolsa de comida) equivalente al salario m&#237;nimo, con una jornada de trabajo de 4 horas diarias, 2.500 salas de ba&#241;o al mes, vendiendo a precios m&#225;s bajos que los del mercado a los habitantes de los barrios y desarrollando incipiente planes de donaciones de sus productos a escuelas y hospitales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los trabajadores se dotaron de un Comit&#233; de F&#225;brica electo en asamblea y revocable en cualquier momento, junto a subcomit&#233;s para llevar adelante la gesti&#243;n obrera y la lucha. La expropiaci&#243;n de la f&#225;brica sin indemnizaci&#243;n al patr&#243;n, la estatizaci&#243;n completa de la misma manteniendo la gesti&#243;n obrera, fue la pelea que asumieron los m&#225;s de 400 trabajadores y trabajadoras. Marchas regionales y a Caracas, reuniones con la Asamblea Nacional (el Congreso) y el Ministerio del Trabajo, cartas al Presidente Ch&#225;vez y hasta un paro obrero regional en apoyo a la lucha y en repudio a la represi&#243;n, recogen la lucha obrera de estos meses. Pero el gobierno, que se dice &#8220;revolucionario&#8221;, &#8220;obrerista&#8221; y hasta &#8220;socialista&#8221;, no movi&#243; un solo dedo para dar respuesta a estas demandas, sino todo lo contrario.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La conjura gobierno-empresario-burocracia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El gobierno ten&#237;a planes diametralmente opuestos a los de los trabajadores. Mientras viene garantiz&#225;ndole a miles de empresarios grandes facilidades de cr&#233;ditos, tecnolog&#237;a, mercados y hasta materia prima, no dio ninguna respuesta positiva ni apoyo a la gesti&#243;n obrera de Sanitarios Maracay. Que la empresa no ser&#237;a estatizada porque no era &#8220;estrat&#233;gica&#8221;, dijo descaradamente el ministro del Trabajo, mientras el gobierno le adjudica un contrato a la empresa privada Vencer&#225;mica por 36.000 salas de ba&#241;o. Que se limitaran a pedir sus prestaciones sociales y aceptaran los despidos que el patr&#243;n dispusiese, insisti&#243; el ministro que se llena la boca hablando del derecho al trabajo y de su pasado &#8220;sindicalista&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras tanto avanzaban las reuniones del gobierno con los capitalistas Branger-Pocaterra para planificar la derrota de la lucha y gestionarle al patr&#243;n el dinero suficiente para que pagase las prestaciones sociales a los trabajadores y sacarse de encima la situaci&#243;n planteada por los trabajadores en lucha. Convirtieron en los alfiles de su plan a un sector de los empleados que abandon&#243; la f&#225;brica apenas se dio inicio a la gesti&#243;n obrera, y al quebrado y traidor dirigente del sindicato Humberto L&#243;pez, convertido ahora en agente de la patronal y el Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los enormes obst&#225;culos que la econom&#237;a y la legalidad capitalista imponen a esta experiencia hace que las conquistas obtenidas tengan l&#237;mites temporales, haciendo inestables las mismas. El gobierno jug&#243; al desgaste, con la perversa pr&#225;ctica de &#8220;dejar que el hambre pegue y los convenza de aceptar las condiciones patronales&#8221;. Esperaron el momento oportuno para cuadrar con los empleados esquiroles (pro patronales) su vuelta a la empresa, abanderando una propuesta demag&#243;gica: la empresa seguir&#237;a en funcionamiento, pero se prohib&#237;a vender la producci&#243;n, que pasar&#237;a &#237;ntegramente a manos del empresario; a cambio de esto los trabajadores recibir&#237;an un salario m&#225;s o menos equivalente al que percib&#237;an bajo la gesti&#243;n obrera y se promet&#237;a el pronto pago de las prestaciones sociales. Con esta propuesta han atra&#237;do a un peque&#241;o grupo de los obreros que manten&#237;an la gesti&#243;n obrera, que ante la rotunda negativa del gobierno a la estatizaci&#243;n bajo control obrero, ven en esto una salida inmediata a su dif&#237;cil situaci&#243;n econ&#243;mica y la de sus familias. As&#237; han logrado los esquiroles una mayor&#237;a circunstancial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sin embargo, pronto se ha develado la farsa y el enga&#241;o: han desatendido completamente la producci&#243;n y no han cumplido con el salario prometido; tampoco se ha concretado el pago de las prestaciones sociales. Obviamente, s&#243;lo preparan el terreno para la vuelta del patr&#243;n y el despido oficial de los dirigentes y los trabajadores identificados m&#225;s directamente con la lucha.&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&#034;spip&#034; /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sanitarios Maracay: una &#8220;piedra en el zapato&#8221; para la &#8220;revoluci&#243;n bolivariana&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como vemos, el hablar una y otra vez de &#8220;revoluci&#243;n&#8221; y &#8220;socialismo&#8221; no ha sido ning&#250;n impedimento para que el gobierno encabece una santa alianza con la patronal y la burocracia sindical, poniendo todo su peso para aplastar la experiencia de nueve meses de producci&#243;n bajo gesti&#243;n obrera (as&#237; como tambi&#233;n hoy se al&#237;a con bur&#243;cratas golpistas contra las bases de los trabajadores en la industria petrolera y el sector p&#250;blico). Pero no se trata de &#8220;contradicciones del proceso&#8221; ni pol&#237;ticas aisladas de alg&#250;n ministro, sino de una pol&#237;tica consciente para detener esta experiencia, la m&#225;s avanzada de un conjunto de luchas obreras y procesos antiburocr&#225;ticos que desde hace m&#225;s de un a&#241;o vienen recorriendo el pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La experiencia de los trabajadores de Sanitarios Maracay mostraba al conjunto de los trabajadores que era posible avanzar con sus propios m&#233;todos en la lucha para vencer la explotaci&#243;n capitalista. Se trata nada m&#225;s y nada menos que de una f&#225;brica sin patr&#243;n. No por casualidad fueron el eje organizador y raz&#243;n de ser del paro obrero regional del 22/5 pasado, el primero en muchos a&#241;os. No por casualidad se han convertido en referencia obligada en Aragua y el resto del pa&#237;s, interviniendo incluso con la solidaridad activa en conflictos obreros, como el caso de Cativen -propiedad del golpista Cisneros, que hoy convive placenteramente con el gobierno-, donde su acci&#243;n y apoyo fueron fundamentales para lograr el reenganche de 15 compa&#241;eros despedidos y el pago de 4 d&#237;as de salarios ca&#237;dos. El objetivo claro del gobierno y el patr&#243;n -que forma parte del grupo selecto que el gobierno ha designado para exportar a Cuba y otros pa&#237;ses- es frenar esta experiencia que se opone por el v&#233;rtice al &#8220;socialismo con empresarios&#8221; que propone Ch&#225;vez y su gobierno, es intentar demostrar que los trabajadores no tienen la capacidad para dirigir las f&#225;bricas y distribuir el excedente que ellos mismos producen, es enviar un mensaje a &#233;stos y al conjunto de la clase trabajadora de que no es posible que &#233;sta, con su propios m&#233;todos y por fuera de la tutela del proyecto del gobierno, ponga fin a su explotaci&#243;n, sino que s&#243;lo es posible conseguir sus reivindicaciones de la mano del gobierno, sus pol&#237;ticas y sus alianzas con sectores del empresariado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La acci&#243;n directa de los trabajadores y sectores en lucha es un estorbo para quienes promueven un gran bloque social &#8220;nacionalista&#8221; y &#8220;patri&#243;tico&#8221; donde los trabajadores subordinen sus luchas e intereses al &#8220;desarrollo nacional&#8221;, del cual se sirven hoy los grandes capitalistas, la &#8220;boliburgues&#237;a&#8221; emergente, y hasta las transnacionales del petr&#243;leo y el gas. Es que mientras el gobierno sigue hablando de &#8220;poder popular&#8221; y de &#8220;revoluci&#243;n&#8221;, estrecha cada vez m&#225;s sus lazos con el empresariado nacional y for&#225;neo, y esa demagogia no se puede sostener s&#243;lo con discursos encendidos y una que otra reforma progresiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ya sectores de la clase trabajadora vienen, aunque a ritmos y grados bastantes desiguales, haciendo una experiencia con el que consideran su gobierno, chocando con estas &#8220;contradicciones&#8221; que evidencian el verdadero car&#225;cter del proyecto que encabeza Ch&#225;vez. Por eso el gobierno necesita controlar estas expresiones avanzadas de lucha, pues aunque el objetivo concreto ahora es derrotar esta experiencia de gesti&#243;n obrera directa, a largo plazo lo que se busca es evitar que triunfen en este sentido, verdaderamente clasista y revolucionario, antipatronal pero tambi&#233;n antigubernamental, una serie de procesos de lucha reivindicativos y antiburocr&#225;ticos que hoy recorren sectores del movimiento obrero venezolano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Debemos profundizar la solidaridad que vot&#243; el I Congreso de la UNT-Aragua, empezando por que &#233;sta, la C-CURA como corriente nacional de la UNT y todas las organizaciones obreras combativas se propongan luchar y movilizar para imponerle al gobierno la expropiaci&#243;n de la f&#225;brica, incorpor&#225;ndola en la cadena de los planes de vivienda gubernamentales como proveedora de las salas de ba&#241;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde la JIR insistimos en el llamado a redoblar esfuerzos para revertir la situaci&#243;n actual, y seguimos con nuestras modestas fuerzas al servicio de esta lucha, que ya se inscribe en una tradici&#243;n de lucha de la clase obrera venezolana que hay que rescatar y recrear en los combates por venir.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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